Rio AI City: Elea fecha MoU com Tapestry, Prefeitura do Rio, Axia e Light para assegurar 1,5 GW de energia limpa e escalar a 3,2 GW até 2032

Parceria da Rio AI City liderada pela Elea Data Centers reúne Tapestry, Prefeitura do Rio, CCPar, Axia e Light para fazer do Rio um polo de data centers sustentáveis, com energia verde a partir de 2026

A Elea Data Centers anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Companhia Carioca de Parcerias e Investimento (CCPar), a Axia Energia (antiga Eletrobras), a Light e a Tapestry, divisão da X, a Moonshot Factory, o laboratório de inovação do Google, da Alphabet. O acordo formaliza a colaboração que sustenta a Rio AI City, projeto capitaneado pela Elea para transformar a capital fluminense em um dos maiores núcleos de data centers sustentáveis do continente, fomentando a inovação em inteligência artificial e o desenvolvimento econômico local.

Com o MoU, a iniciativa avança para garantir capacidade energética de 1,5 GW de origem renovável desde o lançamento, com plano de expansão para 3,2 GW até 2032. A meta, segundo a Elea, é viabilizar plataformas prontas para IA com energia verde e infraestrutura digital de classe mundial a partir de um ecossistema que reúne governo, empresas de energia e tecnologia.

O consórcio reforça a posição da Rio AI City como vetor de difusão da IA na América Latina, combinando competências públicas e privadas, além de tecnologia de ponta. A participação da Tapestry agrega experiência em IA, enquanto a Axia e a Light oferecem conhecimento do setor elétrico e eficiência operacional, compondo uma base robusta para o suprimento energético do projeto.

O que prevê o Memorando de Entendimento

O MoU firmado envolve a coordenação entre os entes públicos e privados para mobilizar recursos humanos, financeiros e tecnológicos necessários à implementação da Rio AI City. O documento estabelece compromissos de colaboração que incluem planejamento integrado, segurança energética e preparação da infraestrutura para cargas intensivas de computação típicas de ambientes de IA.

Segundo a Elea, a iniciativa foi concebida para entrar em operação com 1,5 GW de energia renovável, a ser disponibilizada de forma imediata, prevendo ainda uma trajetória de crescimento a 3,2 GW até 2032. Esse patamar coloca o Rio de Janeiro no radar de grandes investidores e operadores de hyperscale, elevando o perfil do Brasil na economia digital.

O acordo consolida a cooperação direta com a Prefeitura do Rio e a CCPar, o que facilita aspectos regulatórios, de licenciamento e de destinação de áreas, além de sincronizar a expansão da rede com as necessidades da cidade e das operações dos futuros data centers.

Energia renovável em gigawatts, quem viabiliza e como

De um lado, a Tapestry, ligada à X, a Moonshot Factory da Alphabet, traz capacidades em IA e visão sistêmica para o desenho de infraestrutura inteligente. Do outro, a Axia Energia e a Light agregam o know-how do sistema elétrico, garantindo que a entrega de energia renovável para a Rio AI City seja planejada para alta disponibilidade, eficiência e escalabilidade.

Em declaração, a executiva da Tapestry destacou a importância da parceria: “A parceria com a Elea é fundamental para garantir que a Tapestry e a visão do Rio AI City entreguem uma infraestrutura planejada com propósito e construída de forma criteriosa. Isso não seria possível sem a participação estratégica e a liderança da Elea no desenvolvimento desse trabalho”, afirma Page Crahan, General Manager da Tapestry. “Tem sido essencial ver que a Elea e toda a equipe estão pensando não apenas na construção da infraestrutura de data centers, mas também no papel da rede elétrica que atende à comunidade. É isso que mais anima a Tapestry: poder considerar ambos ao mesmo tempo.”

O desenho do projeto privilegia energia limpa e a integração com a rede que atende a população, ponto visto como estratégico para a aceitação social e a resiliência operacional. Esse arranjo reforça o posicionamento da Rio AI City como um hub de infraestrutura digital sustentável para cargas de IA.

Cronograma, expansão a 2032 e efeitos para o ecossistema de IA

Na visão da Elea, a Rio AI City extrapola o conceito de um parque de data centers, ao se propor como um projeto-âncora de transformação econômica baseada em IA e sustentabilidade. “A Rio AI City é mais do que um data center: é um testemunho do futuro do Brasil como líder global em infraestrutura digital sustentável e na difusão da IA”, afirma Alessandro Lombardi, Chairman e Fundador da Elea Data Centers. “Esta aliança reforça a dedicação da Elea em fornecer plataformas prontas para IA, com energia verde disponível em gigawatts a partir de 2026. Esses parceiros estão assegurando que essa capacidade existe e está pronta”.

O cronograma prevê o fornecimento de energia verde a partir de 2026, possibilitando a entrada de cargas de computação intensivas em IA em um ambiente preparado para alta eficiência energética. O salto de 1,5 GW para 3,2 GW até 2032 cria horizonte para expansão de operações, atração de novos provedores e consolidação de serviços de nuvem, treinamento de modelos e inferência de larga escala.

Ao conectar empresas de tecnologia, utilidades de energia e o poder público, a Rio AI City amplia as condições para que o Rio de Janeiro lidere uma nova fronteira de infraestrutura digital na América Latina. A coordenação entre Prefeitura, CCPar, Axia, Light e Tapestry sinaliza um caminho de escala, confiabilidade e sustentabilidade, elementos essenciais para a próxima geração de data centers e aplicações de IA.

Com a assinatura do MoU, a Elea consolida o passo seguinte do projeto, que agora avança para detalhamentos técnicos, mobilização de capital e preparação operacional, ancorado na ambição de posicionar o Brasil na linha de frente da economia de dados com energia renovável em escala de gigawatts.

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