BRLM da Minteo estreia no Brasil na Polygon, entenda como a stablecoin pode transformar Pix, e-commerce e pagamentos transfronteiriços

BRLM, stablecoin da Minteo lastreada 1:1 em reais e lançada inicialmente na Polygon, mira integrar o Brasil à América Latina, em um mercado onde quase 60% da atividade cripto já envolve stablecoins, com planos de licença de VASP e foco em Web3

O que é a BRLM e por que importa para o Brasil

A BRLM é a nova stablecoin da Minteo, totalmente lastreada 1:1 em reais e lançada com exclusividade inicial na Polygon. O anúncio marca um passo estratégico para conectar o sistema financeiro digital do país a um ecossistema cripto mais amplo, com foco em pagamentos mais rápidos, baratos e interoperáveis em toda a região.

O Brasil vem se consolidando como uma das economias digitais mais dinâmicas do mundo, e o sucesso do Pix abriu caminho para a expansão de serviços financeiros digitais. Nesse contexto, a BRLM surge como a ponte entre a eficiência tecnológica e a estabilidade de valor, oferecendo uma alternativa de liquidez em reais para usos do dia a dia, além de operações transfronteiriças e integrações com soluções corporativas.

O apetite dos brasileiros por esses ativos é claro. De acordo com os dados informados no lançamento, o país está entre os líderes globais de adoção, com “quase 60% de toda a atividade cripto atrelada a stablecoins, bem acima da média global de 44,7%”. Essa diferença mostra que usuários e empresas já confiam nessas moedas digitais como um meio seguro e eficiente para proteger valor e viabilizar transações online.

Em um momento em que a América Latina está dando passos ousados para integrar stablecoins ao seu tecido financeiro, a BRLM coloca o Brasil em posição de protagonismo, reforçando o papel do país como motor de inovação na região.

Integrações, casos de uso e apoio do ecossistema

O desenho da BRLM prioriza a facilidade de integração. A Minteo afirma que a stablecoin foi concebida para se conectar a carteiras, corretoras, processadores de pagamento e soluções corporativas, fortalecendo um fluxo de pagamentos digitais que conversa com o comércio eletrônico, serviços financeiros e futuras aplicações em Web3. O objetivo é simples, permitir que empresas e usuários transitem com fluidez entre o mundo fiduciário e o cripto, preservando a previsibilidade do real.

O apoio de parceiros regionais adiciona tração à iniciativa. Como destacou Salomón Saldarriaga, CEO da Coloca Payments, “Estamos muito animados para começar a trabalhar com a BRLM no Brasil. Temos nos aproximado da Minteo e usado suas stablecoins em toda a América Latina. Adoramos a ideia de ter um único provedor que nos dá acesso a stablecoins locais para construir a infraestrutura bancária de e-commerce da região”. A fala reforça a tese de que stablecoins locais podem simplificar a operação de plataformas que atuam em vários países.

O ecossistema da Polygon também sinaliza suporte. Segundo Manu Echanove, Diretor de Growth para a América Latina na Polygon Labs, “A Minteo vem construindo com a Polygon desde os primeiros dias e já vimos forte tração com a COPM na Colômbia”, e completou, “Estamos empolgados em apoiar sua expansão regional com a BRLM no Brasil. A Polygon tem presença crescente em toda a América Latina, e acreditamos que stablecoins locais terão papel fundamental para impulsionar a adoção de Web3 em escala.”

Além do ganho de eficiência, a chegada da BRLM busca aproximar o Brasil do restante da América Latina. A proposta é habilitar pagamentos e remessas transfronteiriças com menor custo e maior transparência, algo crítico para empresas que vendem em vários mercados e para consumidores que precisam enviar e receber valores em diferentes países.

Regulamentação, próximos passos e impacto para a América Latina

No front regulatório, a Minteo afirma que planeja solicitar uma licença de VASP, Provedor de Serviços de Ativos Virtuais, no Brasil, assim que o novo marco regulatório entrar em vigor. O movimento sinaliza compromisso com transparência, segurança e conformidade, elementos essenciais para a adoção institucional de stablecoins por bancos, fintechs e provedores de pagamento.

Embora o país ainda aguarde definições finais, o setor se mostra otimista. A expectativa é que a regulamentação permita o uso de stablecoins em transações transfronteiriças com ganhos de velocidade e redução de custos, criando as bases para uma infraestrutura financeira mais conectada e global. Nesse cenário, a BRLM pode acelerar casos de uso que já ganharam escala com o Pix, como o pagamento instantâneo, agora estendido a contextos internacionais e a camadas de Web3.

O lançamento no Brasil se soma à COPM da Colômbia, consolidando uma rede de stablecoins da Minteo que pretende avançar país a país, com moedas digitais locais interoperáveis. A visão é de uma infraestrutura latino-americana unificada, na qual cada mercado opera digitalmente com sua própria stablecoin, sem abrir mão da integração regional.

Para usuários e empresas, o efeito prático tende a ser a simplificação de pagamentos, a redução de fricções cambiais e maior previsibilidade no fluxo de caixa, especialmente no comércio eletrônico e em serviços financeiros de alcance regional. Em um ambiente competitivo que valoriza velocidade, transparência e confiança, a BRLM surge como um instrumento para aproximar o dinheiro tradicional da eficiência do mundo digital.

Com a BRLM, a Minteo reforça sua missão de acelerar a transição para uma economia latino-americana mais conectada, estável e moderna. O próximo capítulo dependerá da evolução regulatória e da capacidade de o ecossistema converter esse potencial em soluções concretas para o dia a dia, do checkout do e-commerce às remessas internacionais, com o Brasil pronto para liderar esse movimento.

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