Transações de pagamento no Brasil batem 72,5 bilhões no 1º semestre de 2025, Pix lidera com 36,9 bilhões e MDR recua, aponta Banco Central

Transações de pagamento crescem 15,2% no semestre, volume financeiro chega a R$ 59,7 trilhões, com avanço do Pix, cartões e pagamentos por aproximação

O Brasil acelerou a digitalização dos meios de pagamento em 2025, com Transações de pagamento em forte expansão e mudança evidente no comportamento do consumidor. Segundo dados oficiais, “O Banco Central divulgou os dados das Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil referentes ao primeiro semestre de 2025. O levantamento, disponível no Portal Brasileiro de Dados Abertos, mostra que o país registrou 72,5 bilhões de transações de pagamento, movimentando R$ 59,7 trilhões.”

Na comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 15,2% na quantidade de Transações de pagamento e avanço de 14,5% no volume financeiro, um salto que reforça a consolidação dos pagamentos instantâneos e por cartão como preferência nacional. O movimento também evidencia efeitos de escala em custos, com quedas em taxas relevantes para o varejo e maior adoção de tecnologias sem contato, um indicativo de maturidade do mercado.

Pix consolida liderança e amplia alcance no SPI

O Pix seguiu como protagonista das Transações de pagamento no país, mantendo a dianteira no primeiro semestre. De acordo com os dados, “O Pix manteve a liderança como principal meio de pagamento, com 36,9 bilhões de operações, equivalente a 50,9% do total.” O crescimento de 27,6% no número de operações consolidou o instrumento como o mais utilizado pelos brasileiros, com uso amplo tanto entre pessoas quanto em compras no comércio.

Os números do Sistema de Pagamentos Instantâneos, SPI, reforçam essa capilaridade. 45% dos pagamentos liquidados ocorreram entre pessoas físicas, enquanto 42,1% foram realizados entre consumidores e empresas, o que demonstra o avanço do Pix como ferramenta de varejo. O Pix Saque também se destacou, registrando expansão expressiva de 36,2%, para 7,7 milhões de operações no período, uma alternativa em alta para quem precisa de dinheiro físico sem depender de canais tradicionais.

No somatório, o impulso do Pix ajudou a sustentar a alta geral das Transações de pagamento, ao mesmo tempo em que manteve a competitividade do ecossistema, com liquidação instantânea, praticidade e ampla aceitação no comércio físico e digital.

Cartões ganham relevância, digitalização acelera e custos recuam

Os cartões de crédito, débito e pré-pago responderam por 34,3% das operações, somando 24,9 bilhões de transações no semestre. A modalidade crédito teve avanço de 9,7% em volume de operações e de 14,2% em valores movimentados, alcançando 69,3% de todo o total transacionado via cartões. Ao fim de junho, a base ativa indicava 243 milhões de cartões de crédito, contra 159,3 milhões de débito e 74,3 milhões de pré-pagos, uma infraestrutura robusta que sustenta a escalada digital.

A experiência de pagamento também ficou mais fluida. O uso de pagamentos por aproximação, contactless, continuou avançando e já representa 37,5% das transações de crédito, 47,2% das de débito e 63,2% das de pré-pago. No ambiente online, as transações pela internet responderam por 21,9% das operações de crédito e por cerca de 10% das de débito, sinalizando a consolidação do comércio eletrônico como canal relevante.

Nas compras com cartão de crédito, a dinâmica seguiu estável, com 87,5% das transações realizadas à vista e 12,5% parceladas. Em valor, as compras à vista representaram 52,8% do total financeiro movimentado, o que sugere ticket médio maior nas operações parceladas, porém um volume de transações significativamente maior nas compras à vista.

Boleto resiste, cheques recuam e tarifas de intercâmbio ficam perto dos tetos

Entre os instrumentos tradicionais, o boleto bancário manteve fôlego, com alta de 4,6% no valor transacionado e participação de 8,1% no volume total. Em sentido oposto, os cheques seguiram em declínio, com queda de 16,5% no volume financeiro e participação de apenas 0,6% das operações, reflexo de uma migração estrutural para meios eletrônicos mais rápidos e baratos. Os saques em espécie também recuaram, somando 1,2 bilhão de transações, redução de 12,7% frente ao mesmo semestre do ano anterior.

Do lado dos custos, as Transações de pagamento foram beneficiadas pelo arrefecimento das taxas cobradas aos estabelecimentos. “As taxas de desconto (MDR) caíram para 2,16% no crédito e 1,08% no débito.” Já as “Tarifas de Intercâmbio, TIC, médias permaneceram próximas aos limites máximos fixados pelo Banco Central: 0,50% para débito, 0,70% para pré-pago e 1,68% para crédito.” Segundo o levantamento, a leve elevação no crédito refletiu o aumento de emissões de cartões premium, que cresceram 16,7% no período, um segmento que tipicamente carrega benefícios adicionais e custos de interchange superiores.

O conjunto de indicadores sinaliza uma economia cada vez mais digital, com Transações de pagamento distribuídas entre instrumentos complementares, redução gradual de custos para o varejo e maior conveniência para o consumidor. O avanço do Pix no SPI, a expansão do contactless e a resiliência dos cartões formam uma base que deverá seguir estimulando a competição, a inovação e a inclusão financeira nos próximos semestres.

Para os próximos passos, a expectativa é de continuidade na migração para meios eletrônicos, alavancada por ganhos de usabilidade, maior segurança, melhor aceitação no varejo físico e digital e, sobretudo, por uma oferta de serviços cada vez mais integrada. Com isso, o Brasil consolida o ciclo de modernização dos pagamentos, com as Transações de pagamento em patamar recorde e o consumidor no centro da experiência.

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