Regulações ambientais globais: como a Suzano usa dados e IA para atender à UDR europeia com a plataforma Jaguar e rastreabilidade total

No ESG Fórum, Eulalya Perini detalha a estratégia de dados, governança e inteligência artificial da Suzano para cumprir regulações ambientais globais, com foco na UDR europeia, na plataforma Jaguar e no centro meteorológico Manda-Chuva

A Suzano apresentou, no ESG Fórum, como vem unindo dados, inteligência artificial e governança para assegurar conformidade com regulações ambientais globais, incluindo a UDR europeia. A executiva Eulalya Perini, coordenadora de Produtos Digitais de Florestal, P&D e Sustentabilidade, explicou que a prioridade é integrar tecnologia às operações florestais, garantindo rastreabilidade completa e uma camada de auditoria digital para reports corporativos e atendimento regulatório.

Segundo Perini, a visão é tornar o monitoramento ambiental uma prática contínua, a partir de plataformas que consolidam indicadores operacionais e de sustentabilidade em tempo real. “O objetivo principal hoje é demonstrar como o verde está tanto nas nossas florestas quanto nos nossos códigos”, disse, reforçando a abordagem que a companhia chama de inovabilidade, a união entre inovação e sustentabilidade.

Plataforma Jaguar centraliza indicadores, telemetria e rastreabilidade

O destaque da apresentação foi o case Jaguar, plataforma que centraliza indicadores de sustentabilidade, telemetria e processos florestais. O sistema faz ingestão automática dos dados na origem, trata duplicidades com apoio de IA e garante rastreabilidade do ciclo produtivo para relatórios e auditorias.

Com o Jaguar, a Suzano busca substituir processos manuais por uma camada digital auditável, conectando diferentes fontes, como consumo hídrico, inventário florestal, logística, plantio e produtividade. Essa integração reduz o risco de silos de informação, facilita a verificação de conformidade e acelera respostas a exigências de regulações ambientais globais, entre elas a UDR europeia.

Ao consolidar dados críticos, a plataforma oferece visibilidade do desempenho ambiental e operacional, permitindo decisões baseadas em evidências e maior previsibilidade para a cadeia de suprimentos. Esse desenho fortalece a cadeia de custódia, aspecto decisivo para garantir origem adequada da matéria-prima e demonstrar aderência a padrões internacionais de sustentabilidade.

‘Inovabilidade’ e Digital Tech suportam decisões em tempo real

A executiva destacou que a Suzano mantém uma diretoria própria de digital tech, o que reflete a estratégia de inovabilidade. Essa estrutura faz com que times de engenharia de dados atuem lado a lado com as áreas florestais, suportando decisões sobre plantio, manejo e cadeia logística com modelos e análises em tempo real.

Entre os produtos digitais internos, Perini citou o Manda-Chuva, uma central meteorológica que antecipa eventos climáticos e orienta operações como irrigação, prevenção de incêndios e deslocamento de equipes. O uso dessas ferramentas reduz riscos operacionais e ambientais, melhora a eficiência das frentes de trabalho e prepara a companhia para atender rigorosamente a regulações ambientais globais.

A combinação de dados de campo, telemetria e algoritmos permite avançar em produtividade com responsabilidade. Ao comentar o papel da tecnologia nessa jornada, Perini reforçou o foco integrado de negócio e sustentabilidade: “Tecnologia, sustentabilidade e escala só funcionam juntas. É isso que permite que a Suzano continue crescendo de forma responsável.”

Conformidade com a UDR europeia e combate à madeira ilegal

Para cumprir exigências internacionais, como a UDR europeia, a Suzano vem ampliando iniciativas para rastrear todo o ciclo produtivo, da muda ao cliente final. A integração entre sistemas e a consolidação de dados em plataformas como a Jaguar dão suporte à conformidade regulatória, mitigam riscos e ajudam a evitar a entrada de madeira de origem ilegal na cadeia.

Esse controle de ponta a ponta fortalece a auditabilidade e cria um histórico verificável das operações, exigência cada vez mais comum em regulações ambientais globais. Ao eliminar duplicidades com IA, a companhia garante maior consistência de informações, condição essencial para reportar com transparência indicadores de impacto ambiental e social.

Perini ressaltou que a integração tecnológica só ganha tração quando conectada à estratégia corporativa. Ao alinhar metas ambientais, governança de dados e operação florestal, a Suzano consolida um modelo que favorece escalabilidade produtiva sem abrir mão de sustentabilidade, fator determinante para competir em mercados com exigências crescentes, como o europeu.

A mensagem central é que tecnologia, dados e IA formam um tripé para navegar o cenário de regulações ambientais globais. Ao transformar dados operacionais em inteligência para compliance e performance, a Suzano sinaliza que o futuro das florestas plantadas passa por plataformas digitais auditáveis, integração de sistemas e rastreabilidade que acompanha o produto do campo ao cliente, com comprovação de origem e aderência a normas internacionais.

Rolar para cima