Inovação corporativa: Claranet e The Bakery anunciam parceria para transformar IA, dados e cloud em valor real para os negócios

A inovação corporativa volta ao centro da estratégia com uma parceria que mira resultado e escala. A Claranet e a The Bakery uniram forças para acelerar a modernização nas empresas, com uma proposta clara, conectar tecnologia a objetivos de negócio e transformar capacidades em valor mensurável. A colaboração nasce como resposta a um cenário em que investimentos em IA, dados e cloud crescem, porém o retorno nem sempre acompanha o ritmo das promessas.

O alerta mais recente vem do relatório do MIT The GenAI Divide: State of AI in Business 2025, que aponta uma realidade incômoda para executivos, “95% das iniciativas de IA em grandes empresas não geraram retorno algum.” A pergunta que norteia a nova aliança é entender o que diferencia os 5% que já superaram a fase experimental, integraram projetos aos processos e capturaram valor. A resposta, defendem as empresas, está em colocar a inovação corporativa como locomotiva, unindo estratégia, desenho de negócios e execução técnica.

Por que a tecnologia sozinha não basta

Segundo os executivos envolvidos, o debate evoluiu. A tecnologia é condição necessária, mas não suficiente. O ponto decisivo está na capacidade de conectar soluções a metas e indicadores do negócio. Em outras palavras, sair da prova de conceito e chegar ao ROI com governança, priorização e escala.

Essa visão é sintetizada por Daniel Galante, CEO da Claranet no Brasil. Em suas palavras, “Durante anos, cloud foi a locomotiva da transformação, puxando outros vagões como dados e automação”, contextualiza. “Hoje, a tendência é pensar que a IA assumiu esse papel, mas a verdadeira locomotiva é a inovação corporativa, que conecta tecnologia à estratégia de negócio.”

Na prática, isso significa que projetos de inteligência artificial ou de automação não devem existir isolados, e sim alinhados a objetivos como aumento de receita, eficiência operacional, redução de custo, mitigação de risco e novas fontes de crescimento. O foco na inovação corporativa como processo contínuo, com métricas claras e patrocínio executivo, é o que tende a separar iniciativas que ficam no laboratório das que alcançam a operação.

Estratégia e execução em uma mesma trilha

É nesse contexto que a Claranet e a The Bakery anunciam uma construção conjunta. A The Bakery aporta experiência em estratégia, desenho de negócios, processos e inovação, enquanto a Claranet contribui com uma base técnica robusta em IA, dados e cloud. A proposta é reduzir a distância entre visão e entrega, criando um caminho prático para materializar valor com governança e escala.

Leonardo Piva, Diretor de Novos Negócios e Produtos da Claranet, resume o desafio cotidiano com franqueza. “Ainda vemos no dia a dia uma grande dificuldade no mercado de traduzir o potencial tecnológico em receita e eficiência. Esta união estratégica cria uma ponte direta entre a visão de inovação e a execução que gera impacto no negócio, garantindo que os investimentos tenham um propósito claro.”

Ao associar priorização e arquitetura técnica a um roteiro de valor, a parceria pretende endereçar a lacuna apontada pelo MIT. Não se trata apenas de instalar ferramentas, e sim de orquestrar pessoas, processos e dados para que a inovação corporativa avance com segurança, compliance, mensuração e resultados recorrentes.

AI Value Sprint, do diagnóstico ao impacto com foco em ROI

Como primeira entrega, as empresas apresentam o AI Value Sprint, um framework modular desenhado para identificar, em poucas semanas, onde a inteligência artificial pode gerar o maior impacto no negócio. O método combina critérios de valor, viabilidade e prontidão de dados, priorizando casos com alto potencial de retorno e capacidade de implantação rápida.

A proposta foi levada a dezenas de companhias, com aceitação imediata, por apoiar o CIO e a liderança na narrativa que conecta iniciativas de tecnologia aos desafios estratégicos. Ao posicionar o executivo de tecnologia como um aliado direto dos resultados, o AI Value Sprint acelera a passagem da descoberta para pilotos e, principalmente, para a operação, onde o ROI acontece de fato.

O framework prevê etapas claras, mapeamento do potencial de IA generativa e preditiva sobre processos chave, definição de métricas de sucesso, desenho de arquitetura e um plano de execução que considera dados, segurança e escalabilidade em cloud. Com isso, a inovação corporativa deixa de ser um conjunto de iniciativas isoladas e se torna um motor de geração de valor, com governança, priorização e mensuração.

Para o mercado, a mensagem é direta, frente ao dado do MIT, “95% das iniciativas de IA em grandes empresas não geraram retorno algum.” O objetivo da nova aliança é ajudar empresas a desafiar essa estatística, mirando o grupo dos 5% que já capturam valor. Ao alinhar estratégia e execução, a parceria indica um caminho pragmático para transformar IA, dados e cloud em vantagens competitivas reais.

Em um ciclo de investimentos pressionado por eficiência, previsibilidade e crescimento, colocar a inovação corporativa como locomotiva da transformação pode ser o diferencial entre apenas adotar tecnologia e convertê-la em resultados sustentáveis.

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