Com tecnologia de 3 nm e o Nitro System, o AWS Graviton5 promete executar aplicações mais rápido, reduzir custos e avançar metas de sustentabilidade, com latência entre núcleos até 33% menor e mais largura de banda de rede e EBS
A AWS apresentou o AWS Graviton5, seu processador de última geração para cargas de trabalho em nuvem, mirando o tripé desempenho, custo e sustentabilidade. Em um cenário onde aplicações escalam e se tornam mais complexas, a empresa aposta em um design de chip sob medida, otimizado para a infraestrutura da nuvem, para entregar ganhos práticos e imediatos a empresas que executam desde bancos de dados até jogos em tempo real.
Segundo a companhia, o Graviton5 oferece até 25% mais desempenho computacional em relação à geração anterior, mantendo a eficiência energética como diferencial. Nas novas instâncias Amazon EC2 M9g, a arquitetura apresenta a maior densidade de núcleos de CPU do Amazon EC2, com 192 núcleos em um único pacote, abrindo espaço para mais paralelismo e processamento intensivo com menor latência.
Desempenho e arquitetura do AWS Graviton5
O desenho do chip foi pensado para encurtar caminhos dentro do servidor. Ao reduzir a distância física entre os núcleos, a AWS diminui a latência de comunicação entre núcleos em até 33% e aumenta a largura de banda interna, algo essencial para aplicações distribuídas, análises de big data, EDA e jogos, que dependem de trocas de dados constantes e rápidas.
Outro destaque é o cache L3 5x maior, um buffer de alta velocidade que armazena dados frequentemente acessados próximos ao processador. Cada núcleo do Graviton5 tem acesso a 2,6x mais cache L3 do que no Graviton4, o que se traduz em menos esperas e respostas mais rápidas. Na prática, isso tende a beneficiar desde consultas transacionais até renderização e processamento de eventos em tempo real.
As conexões de rede e armazenamento também evoluíram. Há até 15% mais largura de banda de rede e 20% mais largura de banda do Amazon Elastic Block Store (EBS), em média entre os tamanhos de instância, além de até o dobro da largura de banda de rede para as maiores instâncias. O resultado são transferências de dados e backups mais rápidos, com ganhos sensíveis em arquiteturas modernas que usam microsserviços e replicação de dados.
Tecnologia de 3 nm, eficiência energética e segurança com o Nitro System
Os avanços são viabilizados por um controle de ponta a ponta, do design do chip à arquitetura do servidor. O Graviton5 adota tecnologia de 3 nm e traz otimizações de sistema, incluindo resfriamento de chip bare die, além de melhorias na pilha de software. A proposta é entregar mais performance por watt, reduzindo o consumo sem sacrificar a capacidade.
Construídas sobre o AWS Nitro System, as instâncias baseadas em Graviton descarregam funções de virtualização, rede e armazenamento em hardware dedicado, utilizando as Nitro Cards de sexta geração. Essa abordagem libera quase todos os recursos de computação e memória para as cargas de trabalho do cliente, preservando a segurança e a previsibilidade do ambiente.
Nas palavras da AWS, “Essa arquitetura entrega virtualmente todos os recursos de computação e memória do servidor diretamente para cargas de trabalho, enquanto implementa um design de acesso zero para operadores que impede qualquer outro sistema ou pessoa de fazer login nos servidores EC2, ler a memória da instância ou acessar dados de clientes.” Na prática, o modelo reduz a superfície de ataque e fortalece o isolamento, ponto crítico para setores como governo, saúde e serviços financeiros.
Casos de uso e ganhos medidos por clientes
Empresas de diferentes verticais já exploram a plataforma Graviton. A Adobe usa o chip para transformar transmissões em experiências personalizadas, processando fluxos de vídeo em tempo real com melhor desempenho computacional. A Epic Games recorre ao ecossistema para oferecer jogos competitivos a milhões de jogadores diariamente, beneficiando-se da latência reduzida e da maior largura de banda, fatores essenciais em picos de demanda.
Na Fórmula 1, a tecnologia ajuda os fãs a acompanhar pilotos a 350 km/h, com processamento de telemetria e insights em tempo real distribuídos globalmente. Já o Pinterest hospeda mais de 500 milhões de usuários ativos mensais em uma infraestrutura baseada em Graviton, aproveitando a relação preço-desempenho para entregar conteúdo personalizado em grande escala.
Os ganhos também aparecem em bancos de dados corporativos. A SAP reporta avanços expressivos no SAP HANA Cloud ao migrar para as novas instâncias. “Temos trabalhado em estreita colaboração com a AWS na execução do SAP HANA Cloud no AWS Graviton desde 2023 e vimos melhorias significativas de desempenho a cada nova geração do Graviton,” disse Stefan Bäuerle, vice-presidente sênior, chefe de SAP HANA & Persistência na SAP. “Com instâncias Amazon EC2 M9g baseadas em AWS Graviton5, observamos um impressionante aumento de 35% a 60% no desempenho de nossas consultas OLTP no SAP HANA Cloud — um avanço fenomenal em uma única geração.“
Para organizações que buscam reduzir custos, acelerar tempo de resposta e avançar na jornada de sustentabilidade, o AWS Graviton5 e as instâncias EC2 M9g surgem como uma rota prática. Com mais núcleos, cache L3 ampliado, rede e armazenamento mais rápidos, e uma pilha de segurança baseada no Nitro System, a nova geração consolida a proposta de levar mais eficiência e potência para workloads na nuvem.