Vale, Caterpillar e Sotreq expandem caminhões autônomos no Sistema Norte até 2028, chegando a 90 unidades em Carajás

Acordo prevê implantação gradual em Serra Norte e Serra Sul, com caminhões autônomos de 320 e 400 toneladas, Cat MineStar Command, ganhos de até 15% no rendimento operacional e redução de até 7,5% no consumo de combustível

A Vale, em parceria com a Caterpillar e a Sotreq, assinou um acordo para ampliar a frota de caminhões autônomos nas operações de minério de ferro do Sistema Norte, na região de Carajás, no Pará. A expansão, que ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos cinco anos, abrange as unidades de Serra Norte e Serra Sul, com foco em elevar a eficiência operacional, reforçar a segurança e acelerar metas de sustentabilidade. A iniciativa também virá acompanhada de um programa robusto de capacitação de empregados, preparando a força de trabalho para funções estratégicas em um ambiente cada vez mais digital.

Expansão gradual em Carajás e metas até 2028

Atualmente, o Sistema Norte opera com 14 caminhões fora de estrada autônomos, cada um com capacidade para carregar até 320 toneladas. Com o novo acordo, a frota de caminhões autônomos deverá chegar a aproximadamente 90 unidades até 2028 na região, operadas pela tecnologia Cat MineStar Command para transporte, com a inclusão de modelos de 400 toneladas. A adoção crescente de autonomia em Carajás reforça a estratégia da mineradora de padronizar processos, ganhar escala e sustentar ganhos de produtividade de forma consistente.

Segundo a companhia, a ampliação da tecnologia será feita de modo planejado e incremental, garantindo a integração dos sistemas e a continuidade operacional. Além das melhorias técnicas, a expectativa é fortalecer a resiliência das operações, com mais previsibilidade de ciclos de carga e descarga e melhor aproveitamento da infraestrutura de mina.

Segurança, eficiência e sustentabilidade com caminhões autônomos

Os caminhões autônomos têm papel central na estratégia de segurança da Vale, já que retiram trabalhadores da exposição a riscos na operação diária de mina, ao mesmo tempo que ajudam a criar ambientes mais inclusivos. A experiência da empresa com autonomia tem mostrado resultados expressivos, com ganhos de até 15% no rendimento operacional e redução de até 7,5% no consumo de combustível, contribuindo diretamente para a diminuição das emissões de carbono.

Para a liderança da Vale, a autonomia é vetor de transformação contínua no Corredor Norte. “A utilização de tecnologias de transporte autônomo nas nossas operações no Corredor Norte é uma estratégia fundamental para fortalecermos a cultura de excelência operacional, e prepararmos nossas equipes para liderarem os desafios de uma mineração cada vez mais eficiente, competitiva e sustentável”, afirma Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale.

Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale, ressalta a integração tecnológica necessária para a mineração do futuro. “Ao integrarmos sistemas autônomos, inteligência artificial e análise avançada de dados, modernizamos nossas operações de mina no Corredor Norte e avançamos em nossos objetivos de ser referência em mineração inteligente, promover a transformação digital da indústria e estar conectado às melhores práticas internacionais”, afirma.

Do lado dos fornecedores, a Caterpillar destaca a escalabilidade do sistema aplicado aos caminhões autônomos. “Temos orgulho de apresentar o Cat Command para transporte na mina da Vale em Carajás”, afirma Marc Cameron, vice-presidente sênior da Caterpillar. “Ao equipar os caminhões de transporte da Vale com nossa tecnologia autônoma, ofereceremos soluções escaláveis que atendem às necessidades de uma frota mista.”

Capacitação de equipes e integração com o sistema truckless

O avanço dos caminhões autônomos no Sistema Norte vem acompanhado de um plano de desenvolvimento de pessoas. Desde o início da implantação da tecnologia na região, em 2019, mais de 260 profissionais já foram capacitados para novas funções e para a interação com sistemas digitais, seguindo práticas alinhadas à evolução da indústria global. Esse movimento sustenta a transição para operações mais conectadas, com decisões suportadas por dados e foco em confiabilidade.

Em Serra Sul, a Vale fará a convivência dos caminhões autônomos com o sistema truckless, tecnologia consolidada na empresa que utiliza uma rede de transportadores de correias de longa distância para movimentar minério entre pontos da mina. Essa abordagem reduz a necessidade de caminhões em determinados trechos, elimina o consumo de diesel nesses deslocamentos e contribui para reduzir emissões de CO2, criando um ecossistema operacional mais limpo e eficiente.

A trajetória da autonomia na mineradora começou em 2018, com a implantação de caminhões autônomos da Caterpillar na mina de Brucutu, em Minas Gerais. Hoje, a empresa opera mais de 70 equipamentos autônomos no Brasil, incluindo caminhões, perfuratrizes e máquinas de pátio, evidenciando a expansão contínua do portfólio e a maturidade das soluções.

Com a ampliação em Carajás, a Vale reforça sua ambição de liderar a mineração inteligente no país, aliando caminhões autônomos a softwares de controle de frota, sensores e análise avançada para maximizar segurança e produtividade. O acordo com Caterpillar e Sotreq adiciona escala e previsibilidade à jornada tecnológica no Sistema Norte, ao mesmo tempo que acelera a formação de talentos para operar ativos autônomos, preparar a infraestrutura para a frota mista e sustentar metas ambientais de longo prazo.

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