Laboratório da Unicamp inaugura nova fase para redes privativas, com foco em 5G e evolução ao 6G
O ecossistema de inovação brasileiro ganha um reforço estratégico com a inauguração do SMARTNESS 5G Studio, na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp, em Campinas, no dia 3 de dezembro de 2025. O polo, parte do Centro de Pesquisa em Engenharia SMARTNESS 2030, nasce de uma colaboração entre Unicamp e Ericsson, com integração de rede realizada pela NEC, e mira a fronteira entre o 5G e o 6G.
Com apoio da FAPESP e da Ericsson, o ambiente foi concebido para acelerar a pesquisa aplicada, a validação de casos de uso e a prototipagem de soluções em redes privativas, Edge Computing e Internet das Coisas. Em linha com essa ambição, a NEC integra rede privativa 5G e 6G no Brasil como parte do escopo tecnológico do novo laboratório, ampliando as capacidades de conectividade de alta performance e de controle fim a fim.
O que o SMARTNESS 5G Studio traz de novo para pesquisa e indústria
O SMARTNESS 2030 é dedicado ao desenvolvimento de redes e serviços inteligentes que moldarão as comunicações até 2030, incluindo frentes como Internet dos Sentidos, IoT e redes inteligentes para aplicações industriais e urbanas. O novo Studio foi projetado para sessões de demonstração, capacitação e prototipagem, fomentando a colaboração entre academia, indústria e sociedade.
Segundo a vice-diretora do centro, Dra. Maria Valéria Marquezine, a infraestrutura inaugura um salto qualitativo para os experimentos de próxima geração. “O Studio 5G marca um avanço muito importante para o SMARTNESS. Com nossa rede 5G privada, passamos a contar com um ambiente seguro e controlável para experimentação e validação das novas tecnologias e aplicações avançadas, que definirão as futuras gerações dos sistemas de comunicação”.
A proposta é acelerar ciclos de inovação, reduzir barreiras para testes de soluções críticas e criar um espaço onde empresas, pesquisadores e estudantes possam validar aplicações industriais, automação, inteligência artificial na borda, redes autônomas e serviços urbanos conectados, sempre com métricas controladas e reprodutibilidade.
EP5G da Ericsson, integração da NEC e benefícios de uma rede privativa
No coração do laboratório está a Ericsson Private 5G (EP5G), rede privativa integrada pela NEC, que agrega baixa latência, alta capacidade de transmissão e controle total dos recursos da infraestrutura. A combinação viabiliza comunicações confiáveis, determinísticas e seguras, condição fundamental para testes de missão crítica e para a evolução do 5G rumo ao 6G.
A experiência de décadas da NEC em redes complexas foi apontada como vetor de diferenciação no projeto. Para Roberto Murakami, VP de redes e telecom da NEC na América Latina, a iniciativa consolida a presença da empresa no segmento de redes privativas, em expansão no país. “A participação da NEC neste projeto reforça a presença da empresa no segmento de redes privativas no Brasil, que está crescendo e apresenta um enorme potencial. O grande diferencial da companhia neste âmbito é a atuação de sua equipe de especialistas, que além de contar com muita experiência nas redes mais sofisticadas do País, também detém amplo conhecimento nas diversas tecnologias presentes no mercado”.
Com a EP5G integrada, o SMARTNESS 5G Studio torna-se um ambiente de referência para testes de IoT massivo, Edge Analytics, visão computacional e automação de processos, permitindo tratar tráfego sensível com isolamento, qualidade de serviço e observabilidade adequados. Dessa forma, a infraestrutura fortalece a jornada em direção a novos paradigmas de conectividade, preparando competências e aplicações para a chegada do 6G.
Impacto para o ecossistema e o caminho até o 6G
O laboratório representa um ganho concreto para a Unicamp e para o Brasil, ao oferecer um ambiente realista para desenvolvimento de soluções que exigem baixa latência e confiabilidade. O objetivo é aproximar pesquisa e mercado, reduzindo o tempo entre a prova de conceito e a aplicação em escala em setores como manufatura, saúde, cidades inteligentes e logística.
De acordo com Eduardo Sartori, gerente de Transferência de Tecnologia e Inovação do SMARTNESS, a iniciativa cria novas pontes entre a academia e o setor produtivo. “Além de se consolidar como um marco fundamental para pesquisa e desenvolvimento, o laboratório será um importante elo entre a academia e todo o setor tecnológico de telecomunicações, abrindo oportunidades para os mais diversos formatos de parcerias universidade-empresas”.
No horizonte, ganham destaque frentes de pesquisa como Internet dos Sentidos, redes sensoriais avançadas e serviços imersivos combinados a Edge Computing e IA. Com governança e monitoramento dedicados, a plataforma permite ensaios controlados que antecipam requisitos do 6G, desde a orquestração de recursos até novas arquiteturas de cloud-edge.
Ao reunir Unicamp, Ericsson, FAPESP e NEC, o Studio consolida uma base para a próxima década de inovação em telecomunicações. Nesse contexto, a presença da integradora é estratégica, já que a NEC integra rede privativa 5G e 6G no Brasil como vetor de maturação tecnológica, impulsionando projetos que conectam pesquisa de ponta e demandas reais do mercado. A expectativa é que, a partir de Campinas, novos casos de uso avancem do laboratório para o campo, acelerando a transformação digital em escala nacional.