IA nas empresas médias: Auge, criada por Auddas e Stage, mira acelerar transformação digital com automação e dados

Com foco em IA nas empresas médias, a Auge integra estratégia e tecnologia para levar às empresas de médio porte ganhos rápidos de eficiência, produtividade e inovação, segundo Auddas e Stage.

Duas das consultorias mais atuantes do ecossistema brasileiro, Auddas e Stage, anunciaram a criação da Auge, companhia que nasce com a missão de acelerar o uso de IA nas empresas médias, além de automação e dados. O objetivo é encurtar a distância entre intenção e execução tecnológica, entregando resultados práticos e mensuráveis em pouco tempo.

Com mais de 100 profissionais e um histórico conjunto de centenas de projetos em diversos setores, a nova empresa quer democratizar o acesso a tecnologias avançadas para organizações que sustentam a base produtiva do país, mas que ainda encontram barreiras na transformação digital. A proposta combina diagnóstico estratégico rápido e execução tecnológica ágil, integrando governança, processos e soluções de IA para elevar eficiência e produtividade.

Quem é a Auge e por que mira as empresas de médio porte

A Auddas é reconhecida por sua atuação em estratégia, governança e finanças corporativas, especialmente entre empresas de médio porte, com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 2 bilhões anuais. Em 2024, a consultoria completou dez anos, expandindo sua atuação com a Auddas Ventures, que transforma clientes em sócios estratégicos, e com a aquisição da RL, boutique especializada em redesenho de processos.

Fundada em 2020, a Stage é referência em tecnologia e inovação aplicada, com mais de 280 projetos entregues. A empresa foi reconhecida pela revista Exame, em parceria com o BTG Pactual, como uma das companhias que mais crescem no Brasil, com portfólio que inclui automação, soluções em inteligência artificial e transformação digital em grandes corporações.

Segundo Julian Tonioli, cofundador da Auddas e sócio da nova empresa, a criação da Auge resulta da união de expertises complementares. “A Auddas conhece profundamente o universo das empresas médias e familiares, sua governança, seus desafios e sua velocidade de decisão. A Stage traz o domínio técnico e a capacidade de implantação de soluções de IA e automação em larga escala. Juntas, conseguimos transformar esse conhecimento em resultados práticos em um tempo muito curto.”

Números que explicam a oportunidade em IA nas empresas médias

Os dados reforçam o tamanho do desafio para escalar IA nas empresas médias. Tonioli destaca que, entre os clientes da Auddas, “Entre as empresas atendidas pela Auddas, menos de 30% utilizam inteligência artificial de forma estruturada e apenas 22% possuem uma estratégia digital formalizada. A maioria ainda enxerga tecnologia como suporte, não como eixo estratégico. Isso mostra o potencial que existe para transformar eficiência operacional em crescimento real com o uso inteligente de dados e automação”.

Em nível nacional, segundo dados do IBGE e da Econodata, o Brasil possui aproximadamente 923 mil empresas médias e familiares, responsáveis por 65% do PIB e 75% da força de trabalho. Apesar da relevância, apenas 28% delas têm estrutura digital adequada, e 39% ainda não utilizam inteligência artificial em seus processos.

Estudos como o NextGen 2024, da PwC, indicam que 89% dos líderes de empresas familiares acreditam que a IA será uma força transformadora nos próximos anos, mas a dificuldade de investimento, a escassez de talentos especializados e o equilíbrio entre cultura tradicional e inovação continuam sendo barreiras centrais.

Em paralelo, pesquisas do setor apontam que o uso estruturado de IA e automação pode aumentar em até 14% a produtividade e em 9% o desempenho financeiro. A visão da Auge é transformar esses percentuais em resultados concretos, traduzindo tecnologia em ganhos operacionais, melhores decisões e redução de custos.

Execução rápida, caso prático e impacto no dia a dia

Para encurtar o caminho da estratégia à prática, a Auge propõe um fluxo que começa por um diagnóstico estratégico enxuto, seguido de execução tecnológica ágil, com acompanhamentos e otimizações contínuas. A promessa é levar para o universo das médias empresas as boas práticas aplicadas nas grandes.

Henrique Kinoshita, cofundador da Stage e sócio da Auge, resume a missão: “As médias empresas são o motor da economia, mas ainda operam com estruturas manuais e processos pouco digitalizados. Nossa missão com a Auge é levar as boas práticas da transformação tecnológica das grandes companhias para esse universo, traduzindo a complexidade da IA em resultados reais e acessíveis.

Num estudo recente das equipes, uma empresa de serviços passou por um mapeamento de oportunidades de automação. Em apenas dois dias, a Auddas identificou gargalos operacionais e, com o suporte técnico da Stage, foi implementada uma solução de IA para leitura automática de documentos, substituindo tarefas manuais. O resultado foi a redução do risco operacional e da carga repetitiva, liberando a equipe para atividades analíticas e estratégicas.

Esse é o tipo de impacto que buscamos replicar. Com a combinação do conhecimento da Auddas sobre a estrutura e governança das empresas médias e a experiência da Stage em aplicar tecnologias de grande escala, conseguimos oferecer soluções sob medida que já começam a gerar resultado nos primeiros dias”, explica Kinoshita.

Na visão de Tonioli, o avanço sustentável virá quando a tecnologia deixar de ser uma ilha dentro das organizações. “A IA não deve ser um departamento, mas uma linguagem comum dentro da empresa. O que estamos construindo com a Auge é uma nova forma de pensar gestão, em que a tecnologia é parte da estratégia desde o primeiro dia”. Ao final, ele reforça o norte da nova companhia: “Acreditamos que o futuro das empresas médias está na capacidade de transformar dados e processos em vantagem competitiva, e a Auge é o meio para isso”.

Ao integrar estratégia e tecnologia e colocar IA nas empresas médias como eixo central, a Auge aposta em um modelo de consultoria contínua, com projetos que abrangem vendas, finanças, RH, operações e governança, priorizando velocidade, qualidade de execução e geração de valor desde os primeiros dias.

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