IA do iFood atinge 500 mil usuários, leva agentes ao WhatsApp com PIX e acelera pedidos com o Ailo no Brasil

A IA do iFood, o Ailo, já permite pagamento via PIX no WhatsApp, atende todos no mensageiro e começa a operar no app para 15% da base, com recomendações personalizadas e agente conversacional

A IA do iFood ganhou tração em ritmo acelerado com o lançamento do Ailo, assistente de inteligência artificial generativa que coloca a experiência de compra em um fluxo conversacional simples e natural. Em poucos meses, a companhia já registra forte escala de uso e amplia os canais para incluir pagamentos dentro do próprio WhatsApp, com o objetivo de tornar o pedido de comida mais rápido, intuitivo e acessível.

De acordo com dados divulgados pela empresa, o assistente foi lançado em outubro e testado por mais de meio milhão de pessoas até dezembro. Em paralelo, a solução passa a operar de modo multicanal, com disponibilidade total no WhatsApp e presença inicial no app do iFood para uma fatia relevante da base, enquanto expande capacidades de recomendação e personalização.

Em comunicação corporativa, a companhia reforça que a automatização de ponta a ponta por meio de agentes de IA é peça central da estratégia, combinando descoberta de restaurantes, construção do pedido e finalização do pagamento sem sair da conversa. O foco está em reduzir atritos e entregar conveniência, algo alinhado ao avanço da chamada era dos agentes.

Como o Ailo transforma o pedido em conversa

Pelo WhatsApp, o Ailo conduz o usuário por toda a jornada, do momento em que busca um restaurante até a confirmação do pagamento. A novidade é a possibilidade de pagar via PIX diretamente no mensageiro, o que torna o canal transacional de ponta a ponta e elimina trocas entre aplicativos. Ao final da interação, o assistente gera um código PIX para pagamento no app bancário do consumidor.

Em comunicado, a empresa destaca de forma literal: “A partir desta semana, o Ailo passa a oferecer também a opção de pagamento via PIX diretamente pelo WhatsApp, ampliando o acesso ao serviço e tornando o canal transacional de ponta a ponta.” A mensagem resume a ambição de encurtar o caminho entre a intenção de compra e a confirmação do pedido, algo que a IA do iFood pretende aprimorar continuamente.

Além do alcance no WhatsApp, o assistente já atende cerca de 15% da base de usuários dentro do aplicativo do iFood, o que reforça a estratégia multicanal anunciada pela companhia. Na prática, o cliente escolhe o canal mais conveniente, conversa com o agente, recebe recomendações personalizadas e finaliza o pedido com poucos toques.

LCM, o motor de IA generativa treinado com bilhões de interações

O Ailo é impulsionado pelo Large Commerce Model (LCM), modelo de IA generativa de grande escala desenvolvido pelo iFood em parceria com a Prosus. Segundo a companhia, o LCM atua em todo o ciclo de consumo, da busca à personalização, aprendendo com sinais comportamentais como cliques e pesquisas, sempre com dados anonimizados para proteger a privacidade.

No material divulgado, a empresa afirma literalmente: “O Ailo é impulsionado pelo Large Commerce Model (LCM), modelo de inteligência artificial generativa de grande escala desenvolvido pelo iFood em parceria com a Prosus.” E detalha a abrangência do treinamento: “O LCM foi treinado para atuar em todo o ciclo de consumo, desde busca e recomendação de produtos até a personalização da experiência do usuário.”

Outro ponto de destaque é a base de aprendizado. Segundo o texto de referência, o modelo “aprende a partir de bilhões de interações reais, como cliques e buscas, utilizando dados anonimizados para identificar padrões de comportamento e interpretar intenções de compra.” Essa fundação técnica sustenta a capacidade de o assistente entender preferências, acelerar a tomada de decisão e fazer recomendações mais precisas.

Escala, adoção e metas da companhia

A tração inicial é descrita em números concretos. A empresa registra que “Lançado em outubro, o Ailo, assistente de IA generativa da companhia, ultrapassou a marca de 500 mil usuários que testaram a solução até dezembro, segundo dados divulgados pela empresa.” Esse marco indica a rapidez de adoção da IA do iFood e sinaliza o potencial de expansão no primeiro semestre subsequente.

Em termos de experiência, a meta é reduzir fricção e tornar a jornada mais fluida. O posicionamento institucional reforça, textualmente, a ambição: “Segundo o iFood, o objetivo do Ailo é reduzir fricções e simplificar a jornada de compra, tornando o pedido mais rápido e intuitivo.” Na prática, isso se traduz em menos etapas, recomendações mais relevantes e conclusão de compra em poucos segundos, sobretudo quando a interação ocorre no WhatsApp com pagamento via PIX.

De acordo com Isabella Piratininga, diretora de Tecnologia e Inovação do iFood, a rápida adoção confirma a aposta da empresa em agentes inteligentes como motor de eficiência. Ainda segundo a executiva, os pedidos feitos via assistente tendem a ser mais rápidos do que no fluxo tradicional, evidenciando o papel da IA na simplificação da experiência e no aumento da conveniência para o consumidor. Esses elementos, somados à presença em múltiplos canais, ajudam a explicar por que o uso do Ailo cresce de forma consistente.

No horizonte, a companhia indica que seguirá evoluindo a IA do iFood desenvolvida no Brasil, ampliando acesso ao delivery e personalizando a experiência em escala. Com a integração entre agentes conversacionais, recomendações e pagamentos, o iFood consolida um modelo de comércio conversacional que tende a redefinir a forma como brasileiros descobrem, montam e finalizam pedidos, com ganhos de velocidade e qualidade na jornada.

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