Avanço do 5G e data centers no Brasil: ministro detalha investimentos bilionários, Política Nacional de Data Centers e expansão da conectividade na Abinee

No Encontro Anual da Abinee em São Paulo, Frederico de Siqueira Filho destacou o avanço do 5G e data centers, com metade do mercado latino-americano no país, previsão de até R$ 100 bilhões em aportes e programas que ampliam inclusão digital

O Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participou nesta sexta-feira, 5, do Encontro Anual da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em São Paulo, e apresentou um panorama do progresso da infraestrutura digital do país, com foco no avanço do 5G e data centers e em políticas para fortalecer a indústria eletroeletrônica. Em um momento de mercado aquecido, o setor de telecomunicações registrou R$ 25 bilhões em investimentos estrangeiros nos dois primeiros quadrimestres deste ano, alta de 10%, enquanto o setor eletroeletrônico deverá encerrar 2025 com faturamento de R$ 271 bilhões.

Ao destacar a força da cadeia produtiva e a importância de previsibilidade para quem investe, o ministro afirmou: “São números que mostram a força dessa cadeia que integra comunicações e indústria. O nosso objetivo é garantir previsibilidade, segurança e ambiente adequado para quem investe e, ao mesmo tempo, entregar resultados concretos à população”. O recado reforça o compromisso público com a manutenção do ritmo do avanço do 5G e data centers, além de consolidar a indústria nacional como base estratégica da transformação digital.

Data centers: metade do mercado latino-americano e nova política nacional

Segundo o Ministério, o Brasil já concentra metade do mercado de data centers da América Latina, com cerca de 200 empreendimentos em operação. Para os próximos quatro anos, a previsão é de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões em novos investimentos, sinal de que o país se firmou como polo regional para infraestrutura crítica de nuvem e processamento de dados. Esse impulso é sustentado por uma agenda regulatória que busca reduzir incertezas e ampliar eficiência operacional.

Para dar sustentação a essa expansão, a pasta trabalha na Política Nacional de Data Centers, focada em segurança jurídica, eficiência energética, formação de mão de obra e integração com as cadeias industriais. A diretriz pretende alinhar oferta de energia, qualificação profissional e estímulos à inovação com a demanda crescente por infraestrutura de nuvem, reforçando o avanço do 5G e data centers como vetor de competitividade e produtividade em toda a economia.

5G avança para quase 70% da população e eleva padrão de qualidade

O 5G já chega a quase 70% da população, com mais de 53 milhões de acessos ativos e cerca de 52 milhões de dispositivos compatíveis. A melhoria é percebida também na experiência do usuário. Pesquisa da Opensignal aponta as operadoras brasileiras entre as líderes mundiais em velocidade de download, consolidando o país como referência em qualidade de rede. O resultado reforça o papel da indústria eletroeletrônica na entrega de equipamentos e soluções que sustentam o novo padrão de conectividade.

Nas palavras do ministro, “Essa evolução só é possível graças à indústria eletroeletrônica, que produz os equipamentos, terminais, sistemas de energia e soluções que tornam o 5G uma realidade”. O alinhamento entre produção nacional, infraestrutura de redes e inovação cria um círculo virtuoso que acelera o avanço do 5G e data centers, ao mesmo tempo em que amplia o acesso da população a serviços digitais e aplicações de alto desempenho.

Conectividade inclusiva e indústria forte: programas e parcerias

A expansão da infraestrutura também chega às regiões de menor densidade populacional. O Norte Conectado já implantou 14 mil quilômetros de cabos de fibra óptica pelos rios da Amazônia, com R$ 1,3 bilhão do Novo PAC, beneficiando 10 milhões de pessoas em 70 municípios. Em paralelo, o Escolas Conectadas leva internet de alta velocidade a 94 mil escolas públicas, com investimento de R$ 3 bilhões, enquanto o Wi‑Fi Brasil é responsável por mais de 14 mil pontos de conexão em áreas remotas de 2.600 municípios.

No eixo de inclusão e capacitação, o Computadores para Inclusão já entregou mais de 66 mil equipamentos recondicionados e formou 66 mil alunos em cursos de tecnologia. Na radiodifusão, o avanço da televisão digital ganha novo fôlego com a TV 3.0, cuja definição de padrão tecnológico foi celebrada pelo ministério como o início de um novo ciclo de inovação no país. Essas iniciativas ampliam a base de usuários e talentos, elemento essencial para sustentar o avanço do 5G e data centers e gerar valor em serviços públicos, educação e economia digital.

Ao final do encontro, o ministro ressaltou a importância da parceria com o setor produtivo para manter o ritmo de investimentos e de entrega de resultados. Segundo ele, “A Abinee é uma parceira estratégica. Precisamos consolidar políticas nacionais, alinhar instrumentos de investimento e garantir que cada real aplicado em conectividade fortaleça o parque industrial brasileiro e aumente a competitividade do país no cenário global”. A mensagem reforça que a cooperação entre governo e indústria é chave para transformar infraestrutura, inovação e inclusão digital em ganhos permanentes para a população e para a competitividade do Brasil.

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