BNDES aprova R$ 200 milhões para a Scala Data Centers ampliar infraestrutura de data centers no Brasil

Com apoio do BNDES Máquinas e Serviços, BNDES aprova R$ 200 milhões para a Scala Data Centers investir em máquinas, sistemas e automação, alinhado à Nova Indústria Brasil e ao avanço da economia digital

A Scala Data Centers recebeu a aprovação de um financiamento de R$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, voltado à aquisição e instalação de equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação que compõem a infraestrutura de seus data centers. O crédito será concedido no âmbito do programa BNDES Máquinas e Serviços, com foco em acelerar investimentos produtivos e a modernização tecnológica de ponta no país.

Segundo as informações da operação, os recursos permitirão a compra de bens industrializados nacionais, serviços nacionais e também de equipamentos importados, quando houver impossibilidade de fornecimento de similar nacional. Trata-se da segunda operação da empresa nesse formato, depois de um desembolso anterior de R$ 180 milhões já realizado integralmente pela instituição de fomento.

Em linha com a política industrial e de inovação, a iniciativa está conectada à agenda de transformação digital da economia. Como reforço de posicionamento institucional, o banco destacou: "Financiamento foi aprovado com recursos do programa BNDES Máquinas e Serviços, no âmbito da Nova Indústria Brasil".

O que será financiado e por que isso importa para a infraestrutura digital

Os recursos aprovados contemplam itens essenciais à expansão e eficiência operacional de data centers, como máquinas, equipamentos, sistemas de resfriamento, energia, automação, controle e monitoramento. A natureza desse financiamento é estratégica para a infraestrutura digital, pois data centers demandam altos padrões de confiabilidade, segurança e disponibilidade, com múltiplas camadas de redundância, além de eficiência energética e escalabilidade para atender à crescente demanda por serviços em nuvem, IA, armazenamento e processamento de dados.

No desenho da operação, a possibilidade de aquisição de componentes importados, quando não há similar nacional, reduz gargalos tecnológicos e acelera cronogramas de implantação. Ao mesmo tempo, a priorização de bens e serviços nacionais mobiliza cadeias locais de fornecedores, gerando efeitos multiplicadores na indústria e no emprego qualificado.

O movimento confirma a estratégia do banco de apoiar projetos que elevem a produtividade e a competitividade do Brasil na economia digital, em um segmento crítico para aplicações de alto desempenho e baixa latência.

Declarações oficiais reforçam foco em produtividade e transformação digital

Ao comentar a aprovação, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou: "O financiamento aprovado pelo BNDES integra a política industrial do governo do presidente Lula, que busca a transformação digital da indústria para que amplie a sua produtividade, principalmente agora, com o avanço da economia digital, que já é uma realidade e avança de forma rápida no mundo todo". A fala alinha a operação ao objetivo de acelerar a digitalização e a adoção de tecnologias de ponta por parte de empresas e setores estratégicos.

Pela ótica da empresa, o CFO da Scala, Clayton Malheiros, destacou: "o apoio do BNDES fortalecerá a capacidade de investimento da companhia e consolidará a posição do Brasil como hub estratégico para data centers na América Latina. Seguiremos comprometidos em expandir uma infraestrutura tecnológica de classe mundial, aliando inovação e sustentabilidade". A declaração reforça a ambição de ampliar a presença regional e de manter padrões internacionais de qualidade e responsabilidade ambiental.

Apoiado por políticas como a Nova Indústria Brasil, o BNDES Máquinas e Serviços tem sido uma via relevante para financiar modernização produtiva. Nesta operação, o banco avança sobre um setor que sustenta o crescimento de serviços digitais, de nuvem a inteligência artificial, com impactos diretos na competitividade de diversas cadeias econômicas.

Escala, energia renovável e o papel do Brasil como hub latino-americano

A Scala Data Centers, apoiada pela DigitalBridge, já investiu mais de R$ 12 bilhões e administra cerca de 200 MW de capacidade instalada e em desenvolvimento. O portfólio inclui um landbank superior a 12 milhões de m² em quatro países, o que dá musculatura para novos campi e expansões em múltiplas frentes geográficas.

Um diferencial competitivo é a base energética, com mais de 7 GW de capacidade disponível para expansões futuras, totalmente abastecida por fontes 100% renováveis e certificadas. Em um setor intensivo em energia, o compromisso com matriz limpa reduz a pegada de carbono dos serviços digitais e atende a exigências crescentes de conformidade ambiental de clientes corporativos e reguladores.

Além da contribuição ambiental, a escala e a eficiência energética permitem oferecer serviços de data center com maior previsibilidade de custo e performance. Esse fator, somado ao financiamento do BNDES e à segunda operação nesse formato já realizada pela companhia, cria condições propícias para acelerar entregas de capacidade, elevar padrões de resiliência e expandir a presença do Brasil como hub estratégico na América Latina.

Com o novo crédito, a empresa poderá dar sequência a um ciclo de investimentos orientado à expansão da infraestrutura e à adoção de tecnologias de automação e monitoramento avançado, pilares para suportar cargas de trabalho cada vez mais complexas, de IA generativa a análises em tempo real. Em conjunto, o financiamento, a política industrial e o foco em sustentabilidade configuram um pacote capaz de impulsionar produtividade, atrair projetos de alta intensidade tecnológica e consolidar o país no mapa de hiperescala e colocation na região.

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