O Rio de Janeiro dá um passo decisivo para consolidar-se como polo de tecnologia e Inteligência Artificial com a abertura do Centro de Referência TIC da Firjan SENAI, o Digitech, nesta sexta-feira, 19 de dezembro. A nova unidade, localizada no Edifício Eco Sapucaí, ao lado do Sambódromo, estreia com 2.500 m², infraestrutura de última geração e a promessa de formar mais de 9 mil novos profissionais por ano em áreas como Computação em Nuvem, Cibersegurança, Inteligência Artificial, Ciência de Dados, Desenvolvimento de Softwares, IoT e Realidades Estendida.
Com uma proposta de formação tecnológica contínua e escalável, o Centro de Referência TIC da Firjan SENAI chega ao mercado com parcerias estratégicas para certificações oficiais de Google, Microsoft, Oracle, AWS, Cisco e Fortinet, entre outras. Segundo a entidade, a unidade atende a uma demanda crescente por profissionais qualificados em TIC no estado e no país, com trilhas que vão do nível de qualificação ao pós-técnico.
Infraestrutura e parcerias de peso
O Digitech foi desenhado para unir capacitação prática e certificação de mercado. A estrutura inclui laboratórios de software, hardware e redes, uma arena de cibersegurança, ambientes dedicados a IA e Machine Learning, um espaço DEV para desenvolvimento de sistemas, área hiper-realista, espaço gamer e auditório para 80 pessoas. A experiência de aprendizado prioriza projetos aplicados e simulações realistas, acelerando o desenvolvimento de competências técnicas demandadas pelas empresas.
De acordo com as informações oficiais, o Centro de Referência TIC da Firjan SENAI já nasce com portfólios robustos, com cerca de 20 cursos em cada trilha de Computação em Nuvem, Cibersegurança, Inteligência Artificial, Ciência de Dados, Desenvolvimento de Softwares, Internet das Coisas, Realidade Mista, Aumentada e Virtual. Haverá opções pagas e gratuitas, contemplando Aprendizagem, Qualificação, Aperfeiçoamento e Pós-Técnico.
Em comunicado, a entidade destaca: “Com mais de 2.500 m² e infraestrutura de ponta – de arena de cibersegurança a espaços hiper-realistas e de ciência de dados –, a unidade já nasce como o maior e principal polo de formação tecnológica do Estado, com capacidade de formar mais de 9 mil novos profissionais por ano em diversas certificações, num dos mercados de trabalho que mais crescem – e carecem de qualificação contínua – no Brasil e no mundo.”
Formação em escala, primeiras turmas e rede no estado
As primeiras turmas começam em fevereiro, com cursos para pessoas físicas e jurídicas em certificação em Nuvem, Inteligência Artificial e Segurança, com cerca de 60 horas de duração. Também está prevista a Aprendizagem de Integrador de Soluções de TI, com 800 horas. As inscrições e o modelo de gratuidade ou de custo serão anunciados em breve.
O plano de atendimento aponta que, ao longo de 2026, a unidade deverá receber cerca de 800 alunos por dia, distribuídos nos períodos da manhã, tarde e noite, com média de 20 turmas por mês. Em sua capacidade máxima, o Digitech poderá entregar mais de 417 mil horas por ano em treinamentos, um salto importante na oferta de mão de obra qualificada em TIC.
O Centro de Referência TIC da Firjan SENAI também funcionará em rede, com núcleos avançados na Casa Firjan e nas unidades Firjan SENAI de Petrópolis, Caxias, Volta Redonda, Niterói e Macaé, cidades mapeadas como polos emergentes de empregabilidade e capacitação em TIC. Segundo a entidade, esses municípios reúnem mais de 60% dos vínculos formais do setor no estado.
O movimento responde a uma tendência consistente do mercado de trabalho. Como destaca a Firjan, “Em 10 anos, houve um aumento de 16,41% no número de empregos formais de TIC no estado (2011-2021) – profissionais que, segundo estudo da Firjan, registram a maior média de salários iniciais do país.”
Rio acelera para ser Capital da Inteligência Artificial
A inauguração do Digitech soma-se a iniciativas recentes que miram fazer do Rio a Capital da Inteligência Artificial. Entre os destaques, o IMPA, no Porto Maravilha, já opera com foco em excelência acadêmica, enquanto foram anunciados o Centro de Pesquisa de Carros Autônomos da BYD, perto do Aeroporto do Galeão, e o Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Uber, previsto para 2026. Em julho, a prefeitura firmou um memorando de intenções com instituições públicas e privadas para criar o Rio AI City, um hub de data centers que deve ser instalado nas proximidades do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.
Além da infraestrutura emergente, o Rio conta com vantagens competitivas, como a presença de cabos submarinos de internet na costa, forte capital humano e um ecossistema que já reúne empresas de tecnologia, universidades e centros de pesquisa. O município também oferece o ISS Tech, com alíquotas reduzidas para empresas do setor.
No cenário nacional, a agenda de Inteligência Artificial é tratada como estratégica. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tem classificado a IA como tema de soberania, e o BNDES já destinou R$ 1 bilhão desde 2023 para fomentar atividades relacionadas.
As projeções de crescimento reforçam a urgência por qualificação. Segundo a própria comunicação da entidade, citando a consultoria, “segundo a International Data Corporation, especializada no mercado de TIC, os serviços nesse setor devem duplicar até 2027, com uma taxa de crescimento anual de 85,9%.” Em um contexto assim, iniciativas como o Centro de Referência TIC da Firjan SENAI tendem a ampliar a competitividade do estado, atraindo projetos de alto impacto e conectando a formação profissional às necessidades reais das empresas.
Com laboratórios de ponta, parcerias globais de certificação e uma rede capilarizada pelo território fluminense, o Digitech nasce para ser um hub de talentos em TIC. Para quem busca iniciar ou acelerar carreira em IA, nuvem e cibersegurança, o novo centro promete ser um dos endereços mais relevantes do país.