Conciliar ROI com Inovação exigirá planejamento minucioso, dizem executivos da Red Hat, com foco em plataforma aberta, soberania de dados e modernização contínua
À medida que 2025 se despede, a inteligência artificial deixa de ser hype e se torna um vetor de resultados reais, impulsionando novas frentes como a inferência de modelos, o uso de agentes de IA para automatização e a discussão sobre soberania de dados. No radar da Agenda 2026, os executivos da Red Hat avaliam que o próximo ano exigirá disciplina para Conciliar ROI com Inovação, em um cenário de múltiplas prioridades, pressões operacionais e necessidade de modernização contínua.
Nesse contexto, a visão da companhia destaca que o alinhamento entre retorno sobre investimento, segurança e privacidade, além da atualização de ambientes legados para nuvens híbridas, será decisivo. A tese central: líderes de TI que souberem Conciliar ROI com Inovação vão acelerar ganhos e reduzir riscos, enquanto pavimentam o caminho para uma adoção de IA mais madura e sustentável.
Mudança de mentalidade: IA além do hype e soberania de dados
Para Ashesh Badani, vice-presidente sênior e CPO da Red Hat, a palavra de ordem em 2026 é foco. Ele ressalta a pressão por retorno rápido, sem perder de vista a segurança, a privacidade e a capacitação de times, elementos essenciais para Conciliar ROI com Inovação no curto e no longo prazos.
“Os líderes de tecnologia seguem divididos entre inúmeras prioridades, algo que deve ficar ainda mais evidente em 2026. De um lado, precisam incentivar o uso de IA para obter um retorno sobre investimento (ROI) mais rápido, ao mesmo tempo em que mantêm medidas apropriadas de segurança e privacidade. Também devem modernizar sistemas e lidar com a dívida técnica, além de avançar em ambientes híbridos, em um momento em que o interesse pela TI soberana cresce. Paralelamente, precisam garantir que suas equipes tenham qualificação e agilidade suficientes não apenas para acompanhar, mas para prosperar nesse cenário”, afirmou.
Na prática, isso significa acelerar iniciativas de modernização, fortalecer políticas de TI soberana e criar rotas de capacitação para equipes técnicas. Em paralelo, a governança de dados e a arquitetura orientada a serviços devem permitir que a IA se integre aos processos de negócio, garantindo escalabilidade, previsibilidade e, sobretudo, a capacidade de Conciliar ROI com Inovação de ponta a ponta.
Plataformas abertas e o caminho para agentes de IA
Segundo a Red Hat, a peça central para sustentar prioridades dinâmicas é uma plataforma aberta, escalável e interoperável, capaz de abraçar o legado, suportar cloud-native e preparar o salto para um futuro orientado por agentes de IA. Essa abordagem pretende reduzir fricções e maximizar o aproveitamento de dados e infraestrutura, elemento-chave para Conciliar ROI com Inovação.
“Com o ritmo acelerado de evolução da IA, esperamos que o valor de uma plataforma aberta, capaz de escalar e atender a prioridades dinâmicas, e muitas vezes conflitantes, seja ainda mais reconhecido em 2026. A Red Hat busca entregar essa plataforma, construída sobre uma base de inovação open source com Linux e Kubernetes para aplicações cloud-native e legadas. Queremos levar essa base confiável para um futuro orientado por agentes, no qual a inferência de IA seja otimizada para qualquer modelo, qualquer acelerador e qualquer nuvem”, completou.
Ao apostar em plataformas abertas, sustentadas por Linux e Kubernetes, a empresa indica um caminho pragmático para orquestrar dados, workloads e aceleração por GPU, ao mesmo tempo que preserva a portabilidade entre provedores. Essa flexibilidade favorece o controle de custos e a proteção contra aprisionamento tecnológico, pontos críticos para Conciliar ROI com Inovação em ambientes heterogêneos.
Dívida técnica, virtualização e o ponto de inflexão de 2026
Para Mike Ferris, COO e CSO da Red Hat, 2026 marca um divisor de águas. A combinação entre volatilidade em virtualização, urgência na adoção de IA e avanço das demandas de negócio expõe a dívida técnica e exige decisões firmes de arquitetura, processos e pessoas.
“Estamos chegando a um ponto de inflexão em que a modernização de TI deixou de ser apenas uma meta de eficiência e se tornou uma questão de sobrevivência. As empresas estão presas entre forças opostas, com a volatilidade no mercado de virtualização e a necessidade imperativa de adotar IA. Essas duas pressões estão expondo a dívida técnica como nunca, com ela deixando de ser um incômodo operacional para se tornar um obstáculo intransponível, capaz de frear a inovação. Tudo isso enquanto as demandas do negócio continuam acelerando”, declarou.
Ferris reforça que a transformação não é apenas sobre ferramentas, mas sobre criar uma ponte entre o que já funciona e o que será determinante. “Para ter sucesso, as empresas precisarão de tecnologia que construa uma ponte, conectando a estabilidade confiável dos sistemas existentes a sistemas flexíveis e inteligentes — como agentes de IA, por exemplo — onde sabemos que a inovação acontecerá no futuro. Plataformas que aproveitem o investimento já realizado em pessoas e processos, ao mesmo tempo que se adaptam às capacidades futuras, irão impulsionar a indústria. Adiar esse trabalho sempre foi arriscado, mas em 2026 os riscos são ainda maiores. É agora ou nunca para construir a base tecnológica do seu futuro”, concluiu.
O recado é claro: estabelecer uma base tecnológica resiliente, aberta e interoperável deixou de ser opcional. Para a Agenda 2026, a prioridade é Conciliar ROI com Inovação com uma visão de longo prazo, combinando governança de dados, nuvens híbridas, TI soberana, automação com agentes de IA e capacitação contínua.
Com isso, organizações que equilibrarem custo, velocidade e confiança tendem a destravar ganhos mensuráveis, reduzir riscos e acelerar sua jornada de IA. Em outras palavras, 2026 será o ano de transformar estratégia em execução e provar, na prática, que é possível Conciliar ROI com Inovação sem abrir mão de segurança, qualidade e escalabilidade.