Inteligência Artificial no crédito no Brasil: ANBC revela corte de custos de até 66%, decisões mais precisas e expansão do acesso com IA generativa

Como a Inteligência Artificial no crédito acelera modelos, atualiza scores em segundos e ajuda a reduzir a inadimplência sem afetar a aprovação

A Inteligência Artificial no crédito já é uma realidade consolidada no Brasil, segundo a ANBC, e vem transformando a forma como empresas e consumidores se relacionam com o sistema financeiro. A entidade lembra que o uso começou há mais de duas décadas com machine learning, e agora ganha novo impulso com a IA generativa, ampliando as possibilidades de análise, eficiência e inclusão financeira.

De acordo com a ANBC, a Inteligência Artificial no crédito vem entregando resultados concretos, como redução de custos operacionais, aumento da precisão das análises, melhoria da experiência do consumidor e expansão do acesso de forma responsável. Para Elias Sfeir, presidente executivo da ANBC, a tecnologia já é parte estratégica do setor. “Hoje, a IA é uma aliada estratégica. Ela ajuda as empresas a reduzirem custos, aumentar a precisão nas análises e oferecer uma melhor experiência para o consumidor, tudo isso com responsabilidade e segurança”, afirma.

Precisão e eficiência: os números da virada com IA

Nos birôs de crédito brasileiros, a Inteligência Artificial no crédito já é aplicada na atualização instantânea do score de crédito, na detecção de fraudes em tempo real e na automação de modelos estatísticos. A ANBC aponta que a automação pode reduzir custos em até 66% e acelerar o desenvolvimento de modelos que antes levavam semanas, passando a ser concluídos em poucos dias.

Em uma das empresas do setor, mais de 70% dos novos modelos criados em 2023 incorporaram machine learning e deep learning, o que resultou em 20 vezes mais velocidade de processamento e mais agilidade e segurança nas decisões. Além disso, plataformas analíticas avançadas têm permitido triplicar a produção de modelos analíticos e encurtar o ciclo de desenvolvimento de três ou quatro semanas para apenas alguns dias, com aumento de até oito pontos no índice KS, métrica que avalia a qualidade preditiva.

Outro avanço relevante é a baixa instantânea de negativação, que viabiliza a atualização do score em segundos. Como resume Elias Sfeir, “Isso muda estruturalmente o mercado, porque o consumidor que pagar sua dívida volta a ter acesso ao crédito quase em tempo real”, explica Elias.

Experiência do consumidor e inclusão com dados alternativos

A Inteligência Artificial no crédito também vem aprimorando a experiência do consumidor e a inclusão, sem perder rigor na análise de risco. A ANBC destaca a incorporação de dados alternativos, como contas de luz, telefone e informações de programas sociais, aos modelos preditivos. Essa abordagem tem ajudado a reduzir a inadimplência em até 15% sem afetar os níveis de aprovação.

Com a IA, as decisões ficam mais personalizadas e ajustadas ao comportamento real de pagamento. Há soluções capazes de analisar até 24 meses de histórico de contas, cruzando valores pagos e padrões de consumo. Isso permite perfis de risco mais aderentes, concessões mais rápidas e jornadas digitais mais fluidas, mantendo o foco na responsabilidade e na segurança.

Na prática, a Inteligência Artificial no crédito vem reduzindo fricções, acelerando a análise e tornando as ofertas mais assertivas, o que beneficia tanto as empresas que buscam eficiência, quanto os consumidores que desejam respostas mais ágeis e condições adequadas ao seu perfil.

Governança, ética e regulação da IA no crédito

Segundo a ANBC, a governança de IA nos birôs é pautada por princípios éticos e práticas rígidas de segurança. “A inovação precisa andar junto com a responsabilidade. Temos sistemas monitorados, transparentes e comprometidos com o uso ético dos dados, o que contribui para uma inclusão financeira sustentável”, afirma o executivo. A entidade reforça que a Inteligência Artificial no crédito é desenvolvida com supervisão constante, transparência e aderência regulatória.

Com o avanço da tecnologia, cresce o debate sobre a regulação da IA. A ANBC participa ativamente das discussões no Brasil e no exterior, defendendo uma regulamentação equilibrada, que estimule a inovação e preserve a proteção dos consumidores. Entre as diretrizes defendidas estão a diferenciação de sistemas de alto risco dos modelos tradicionais de crédito, o cuidado para evitar interpretações exageradas sobre discriminação e o alinhamento à Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD.

Para Elias Sfeir, o caminho é a combinação de tecnologia com humanidade, em um modelo de responsabilidade compartilhada entre empresas, reguladores e sociedade. “A Inteligência Artificial deve ser vista como uma Inteligência Expandida, uma ferramenta que amplia as capacidades humanas e institucionais, desde que usada com ética, transparência e responsabilidade”, finaliza o executivo.

Com a Inteligência Artificial no crédito avançando em frentes de análise preditiva, combate a fraudes e melhoria da experiência, a expectativa é de que o mercado brasileiro continue a evoluir com mais precisão, agilidade e inclusão financeira, mantendo a proteção de dados e o uso ético como pilares centrais.

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