No ESG Fórum, Renata Amaral detalha como as metas de diversidade do GPA, com treinamentos obrigatórios e indicadores de liderança, ganham força com rede nacional de embaixadores e apoio da alta gestão
O GPA apresentou, em painel conduzido por Renata Amaral, gerente de Sustentabilidade e Investimento Social, uma visão abrangente sobre seu programa de diversidade, equidade e inclusão. A companhia, que reúne mais de 38 mil colaboradores em todo o Brasil, consolidou a agenda de DEI ao longo de uma década, com área dedicada, políticas estruturadas e metas claras.
Segundo Renata, o avanço do tema se sustenta na intenção corporativa, no engajamento da alta liderança e na integração de indicadores aos processos de gestão. Ela sintetizou essa base ao afirmar: “Se não há uma verdadeira intenção de mudar, mesmo com leis, a gente não caminha.”
DEI institucionalizada e intenção real de mudança
Há dez anos, o GPA trabalha diversidade de forma institucional, com governança e políticas específicas. Esse percurso permitiu consolidar ritos, rotinas e métricas, alinhando a agenda de DEI à estratégia do negócio, inclusive nas operações espalhadas pelo país.
Renata destacou que a intenção de transformação precede qualquer meta ou norma. Ao reforçar que a ambição precisa ser genuína, ela sublinhou o papel da liderança na manutenção do foco. O resultado, segundo a executiva, é a criação de um ambiente em que metas de diversidade do GPA deixam de ser iniciativas isoladas e passam a orientar decisões diárias, de gestão de pessoas a atendimento em loja.
Metas de diversidade do GPA atreladas à remuneração e rotina de treinamentos
Um pilar determinante do modelo é atrelar metas de diversidade do GPA à remuneração variável, o que aumenta a responsabilidade de executivos e gestores. Entre os objetivos monitorados estão indicadores sobre a participação de mulheres na liderança e a realização de treinamentos obrigatórios sobre o tema, integrados ao calendário de capacitações.
Na prática, essa amarração fortalece o compromisso da alta liderança, amplia a adesão às práticas de inclusão e torna a agenda mensurável. A lógica é clara, metas bem definidas, com acompanhamento periódico e impacto em bônus, geram tração e convertem diretrizes de DEI em resultados consistentes.
Ao distribuir metas ao longo das áreas, o GPA garante que metas de diversidade do GPA estejam presentes nas rotinas de todos os times, desde a formação de equipes até a avaliação de desempenho. Com isso, a companhia reforça o aprendizado contínuo e evita que a pauta esvazie com o tempo.
700 embaixadores de diversidade, resultados na liderança e ações na cadeia de valor
Para ampliar o alcance das iniciativas, especialmente em regiões distantes da sede, o GPA estruturou uma rede de mais de 700 embaixadores de diversidade. São colaboradores voluntários que disseminam conteúdos, apoiam a execução de ações locais e tiram dúvidas nas lojas. Como resumiu Renata, “Eles são multiplicadores desses conteúdos e referência quando surge alguma dúvida.”
Os resultados, segundo a executiva, mostram avanço concreto. O grupo reporta mais de 50% de mulheres na liderança e mais de 50% de pessoas negras na liderança, marcos que refletem a efetividade das ações afirmativas e a maturidade da gestão. Ao manter esse monitoramento, a empresa alinha metas, aprendizagem e tomada de decisão.
As metas de diversidade do GPA também irradiam para a cadeia de valor, por meio de guias socioambientais e de eventos com fornecedores que abordam equidade racial, direitos humanos e práticas sustentáveis. O escopo inclui desde grandes indústrias até pequenos produtores e agricultores familiares, reforçando critérios de responsabilidade e inclusão em toda a rede.
As pesquisas internas são outro instrumento de gestão contínua. Elas aferem a percepção das equipes e orientam prioridades. Nas palavras de Renata, “A favorabilidade das ações de diversidade nas pesquisas de clima é bem alta; isso nos ajuda a definir estratégias e priorizar temas.” Com esses insumos, a companhia calibra processos, identifica gargalos e ajusta a implementação de iniciativas.
Ao vincular a pauta a indicadores de desempenho e à remuneração variável, mobilizar embaixadores locais e expandir práticas para fornecedores, o GPA cria um ciclo virtuoso. As metas de diversidade do GPA tornam-se parte do planejamento, da cultura e da operação, favorecendo a continuidade, a escalabilidade e o impacto.
O caso apresentado mostra que uma estratégia consistente de DEI, sustentada por metas, incentivos e formação, acelera resultados e amplia o engajamento. Em paralelo, o uso de dados, como os levantados nas pesquisas de clima, sustenta a tomada de decisão e garante que a agenda avance com transparência e foco em resultados.
Com esse desenho, a companhia reforça a importância de uma intenção corporativa clara, da integração entre pessoas e processos e da atuação em rede. É a combinação que mantém as metas de diversidade do GPA vivas no cotidiano, da liderança às lojas, e consolida práticas de inclusão com efetividade e alcance nacional.