Projetos de fibra óptica da SONDA ultrapassam R$ 1,3 bilhão, levam internet pública a 8 milhões e aceleram 4G/5G no Centro-Oeste

Com R$ 190 milhões previstos para 2026, redes neutras em Mato Grosso do Sul e Goiás e foco em serviços públicos, os projetos de fibra óptica da SONDA ampliam a inclusão digital e modernizam a infraestrutura de conectividade

Os projetos de fibra óptica da SONDA avançam em ritmo acelerado no Brasil, com aportes de R$ 190 milhões em 2026 e uma estratégia orientada à inclusão digital e à modernização de serviços públicos. O valor representa um aumento de 12% em relação a 2025, somando-se aos R$ 330 milhões investidos no triênio 2023–2025. Considerando apenas os contratos já assinados desde 2022, a companhia informa que os projetos de conectividade superam R$ 1,3 bilhão.

Com foco em infraestrutura digital de longa duração e alto impacto social, os dois eixos centrais são a Infovia Digital do Mato Grosso do Sul, uma parceria público-privada de 30 anos, e o Goiás de Fibra, contrato iniciado em 2025 com implantação prevista em 18 meses. Juntas, as iniciativas devem beneficiar cerca de 8 milhões de habitantes, conectando escolas, hospitais, unidades de segurança, órgãos públicos e praças com internet, além de impulsionar a cobertura 4G/5G por meio de redes de backbone óptico.

Infovia Digital do MS integra segurança, Wi‑Fi público e expansão econômica com 7 mil km de fibra

A Infovia Digital do Mato Grosso do Sul, apontada por executivos como um “projeto icônico”, possui 7 mil quilômetros de fibra óptica e atende 79 municípios, com mais de 1,6 mil pontos governamentais conectados. O estado já opera câmeras inteligentes nas rodovias, oferece Wi‑Fi gratuito em 129 praças e consolidou uma central integrada de monitoramento que reúne forças de segurança.

Segundo a empresa, a infraestrutura viabilizou a expansão de investimentos privados, como a instalação de uma fábrica 4.0 do setor de celulose, e ampliou a capacidade do governo estadual de entregar serviços digitais de saúde, educação e segurança. Em mensagem direta sobre a relevância da conectividade, o CEO Ricardo Scheffer afirmou: “Não há educação 4.0 nem saúde conectada sem infraestrutura digital”.

No modelo do MS, a rede tem caráter neutro, podendo ser comercializada para provedores e operadoras, o que gera receita adicional ao estado. A SONDA destaca que as redes são 100% novas, sem reutilização de infraestrutura existente, e que os modelos se adaptam às necessidades de cada unidade federativa, via PPP ou contratação direta.

Goiás de Fibra cobre 125 cidades, 5,1 milhões de habitantes e cria base para data centers

Em Goiás, a companhia dá início à implantação de uma rede de quase 10 mil quilômetros de fibra, com dois data centers e um centro de gerenciamento para atendimento de 125 cidades e aproximadamente 5,1 milhões de habitantes. A operação prevê conectividade para escolas, unidades de saúde e delegacias, além de 139 praças públicas com internet gratuita.

O Goiás de Fibra foi iniciado em 2025 e tem implantação estimada em 18 meses, com a missão de fortalecer a inclusão digital e a oferta de serviços públicos conectados. A presença de data centers e operação de centro de gerenciamento adiciona camadas de resiliência, segurança cibernética e qualidade de serviço à rede, criando base para aplicações de governo digital e expansão de ecossistemas de inovação.

Estrutura de operadora regional, rede neutra e parcerias com TIM e Vivo ampliam cobertura 4G/5G

Para dar escala, a SONDA passou a operar com a estrutura de uma operadora de telecom regional, com equipes de engenharia, transmissão e segurança de rede. Segundo Germano Vieira, diretor de Digital Communications, o desenho é expansível: “É uma questão de preparação. Se aparecerem quatro ou cinco projetos, vamos fazer”.

Nos últimos meses, a Infovia fechou 52 contratos de uso de infraestrutura com provedores locais e operadoras. Entre as parceiras, TIM e Vivo firmaram acordos para ampliar a cobertura móvel 4G/5G utilizando a rede do Mato Grosso do Sul como backbone. Na construção das redes, a SONDA afirma trabalhar com múltiplos fornecedores: Furukawa e Prism fornecem fibra óptica, enquanto Fortinet e Huawei compõem parte das soluções de cibersegurança. Nas palavras da empresa, “Não temos dependência de um único parceiro”.

A companhia reforça que os modelos adotados são complementares às iniciativas federais de conectividade e que dialoga com governos e prefeituras. A criação das Câmaras Temáticas de Inclusão Digital no Ministério das Comunicações é vista como oportunidade para ampliar a capilaridade das redes e acelerar a inclusão social via conectividade.

O plano para 2026 inclui, além da expansão da fibra óptica, investimentos em transformação digital e serviços de alto valor tecnológico, com especialização por verticais e atenção a temas como energia renovável e a posição do Brasil como possível destino de data centers. Em visão de longo prazo, a empresa destaca crescimento sustentável e impacto social. Como resume Ricardo Scheffer: “A tecnologia deve ser aplicada para transformar a vida das pessoas. Incluir digitalmente é incluir socialmente”.

Ao avançar com os projetos de fibra óptica da SONDA em Mato Grosso do Sul e Goiás, com redes neutras, parcerias com grandes operadoras e suporte a serviços públicos essenciais, a empresa cria um legado de conectividade que fortalece a economia digital regional e acelera a chegada do 5G a mais brasileiros.

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