Primeira semana de novembro tem alto volume de compras e vigilância redobrada
O mês da Black Friday começou aquecido no comércio eletrônico brasileiro, com **4,3 milhões de compras** que movimentaram **R$ 2,4 bilhões** entre **1º e 8 de novembro**, de acordo com análise da **Serasa Experian**. O efeito de ofertas antecipadas, que diluem a demanda ao longo de novembro, veio acompanhado de atenção extra à segurança, já que **as fraudes no e-commerce** seguem em foco no período de maior tráfego e conversão do varejo online.
Segundo a datatech, **foram detectadas 39,2 mil tentativas de fraude**, volume que, se concretizado, **poderia gerar perdas de até R$ 29 milhões** para os lojistas. Em paralelo, o mercado observa uma dinâmica mista: menos pedidos totais em relação ao ano passado, porém com **ticket médio legítimo maior** e **valor médio das fraudes menor**.
Em nota, a Serasa contextualiza a sazonalidade do mês promocional ao reforçar que **”A Black Friday deixou de se concentrar na última sexta-feira de novembro e hoje se estende por todo o mês, com promoções que antecipam a movimentação do varejo.”** Esse movimento ajuda a explicar por que o pico de tráfego e de risco se distribui por várias semanas, exigindo planejamento e monitoramento contínuos por parte das operações.
Vendas, ticket e comparação anual: o que mudou em 2025
Os dados avaliados pela Serasa Experian mostram que, apesar do volume expressivo de compras, houve ajuste na comparação com 2024. A própria datatech aponta que **”houve retração de 15% no volume de pedidos e de 12% no valor movimentado, em comparação com a primeira semana de novembro de 2024.”**
Por outro lado, o **ticket médio dos pedidos legítimos** avançou, saindo de **R$ 540** para **R$ 558**, um **crescimento de 3%**. O indicador sugere que, mesmo com menos pedidos, o consumidor que conclui a compra tende a gastar um pouco mais por transação neste início de mês.
Para quem monitora a performance da Black Friday, essa combinação de **menor volume**, **maior tíquete** e **fraudes no e-commerce** em patamar relevante reforça a necessidade de calibrar campanhas, estoques e limites de risco de acordo com o comportamento do público, que se antecipa às promoções, e com os vetores de ameaça típicos do varejo digital nesta época.
Fraudes no e-commerce: escala, perdas potenciais e o novo perfil dos ataques
O levantamento revela que **”foram detectadas 39,2 mil tentativas de fraude, que, se efetivadas, poderiam gerar perdas de até R$ 29 milhões para os varejistas.”** O número é significativo, sobretudo pelo risco concentrado em janelas de grande volume de tráfego, quando times de prevenção e esteiras de aprovação são mais pressionados.
Um ponto relevante do estudo é a mudança no **valor médio das tentativas de fraude**, que **caiu 36%**, ao passar de **R$ 1.165 em 2024** para **R$ 748 neste ano**. Esse recuo sugere a adoção de táticas mais pulverizadas, com tíquetes menores para tentar burlar sistemas de prevenção, evitar alertas e diluir perdas entre diversos estabelecimentos.
Enquanto isso, o **ticket médio legítimo** subiu **3%**, alcançando **R$ 558**. A coexistência de tíquete maior em compras válidas e tíquete menor nas tentativas ilícitas reforça a importância de **modelos de risco granulares**, que avaliem **comportamento, contexto e histórico** em tempo real, reduzindo falsos positivos e bloqueando abusos com assertividade.
Para os varejistas, a leitura prática é clara: **as fraudes no e-commerce** seguem evoluindo, especialmente em períodos promocionais, o que torna indispensável combinar **ferramentas de detecção**, **políticas de autenticação** e **métricas de performance** que protejam margens sem frear a conversão legítima.
Como o varejo pode atravessar novembro com segurança e eficiência
Com a Black Friday distribuída ao longo de todo o mês, não basta reforçar a segurança em um único dia. Estratégias eficazes incluem a **orquestração de sinais de risco** ao longo da jornada de compra, com validação progressiva em etapas críticas, além de políticas de **autenticação forte** em transações suspeitas e revisão constante de **limiares de aprovação** para acomodar picos de tráfego.
Outro vetor é o ajuste fino do **checkout**, que deve ser simultaneamente rápido e seguro. Experiências fluídas, métodos de pagamento confiáveis e comunicação transparente sobre validações ajudam a manter a conversão, mesmo quando controles antifraude são intensificados. Em paralelo, **monitoramento em tempo real** e **treinamento das equipes** permitem reagir rapidamente a padrões anômalos.
Para o consumidor, boas práticas também fazem diferença: manter dados atualizados, usar dispositivos e navegadores seguros e desconfiar de ofertas pouco críveis reduz as chances de incidentes. No agregado, a cooperação entre plataformas, lojistas e provedores de tecnologia ajuda a manter **as fraudes no e-commerce** sob controle, preservando a confiança nas compras online.
¹O levantamento realizado considera somente as transações realizadas entre 1 e 8/11/2024 e 1 e 8/11/2025 analisadas pela Serasa Experian.