Na pauta única desta terça, 18, o projeto contra o crime organizado endurece penas, limita o retorno às ruas e cria bancos de dados nacionais e estaduais, afirmou o presidente da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o projeto contra o crime organizado, identificado como PL 5582/25, será analisado como assunto exclusivo do Plenário nesta terça-feira, 18 de novembro. Para Motta, a iniciativa representa um avanço no enfrentamento às facções criminosas e coloca a segurança pública no centro da agenda legislativa.
A informação foi divulgada na manhã de 17 de novembro de 2025, às 11h28, em publicação oficial da Câmara dos Deputados, que descreve a proposta como a mais enfática resposta do Parlamento no combate às organizações criminosas. Ao anunciar a pauta, o presidente destacou a necessidade de decisões rápidas e coordenadas sobre o tema.
Em mensagem divulgada em suas redes, Motta afirmou exatamente: “O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas, também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas. Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”. Na avaliação da Presidência da Câmara, a segurança pública exige firmeza, garantias e eficiência institucional, e o timing da votação busca refletir essa combinação.
O que está em votação no PL 5582/25
No centro do debate, o projeto contra o crime organizado trata de medidas de endurecimento penal e de integração de informações. De acordo com a comunicação oficial da Câmara, o texto “aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas”, além de “criar e integrar os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas”. A proposta se alinha à diretriz de dar maior efetividade às investigações e à persecução penal de organizações criminosas.
A criação e a integração de bancos de dados, em âmbito nacional e estadual, podem fortalecer a troca de informações entre instituições responsáveis pela investigação e pela repressão, favorecendo respostas mais rápidas e articuladas. Em paralelo, o aumento de pena e os mecanismos que dificultam a rápida volta às ruas de integrantes de facções buscam elevar o custo do crime e reduzir a reincidência, com foco em lideranças e estruturas de comando.
Ao levar o tema ao Plenário com prioridade, a Câmara sinaliza que o projeto contra o crime organizado é peça estratégica para enfrentar a complexidade do crime organizado, que opera em múltiplas frentes e jurisdições. O PL 5582/25 tenta responder a essa realidade com medidas que combinam punição mais severa e maior integração entre bases de dados.
Por que o tema entra como pauta única
Hugo Motta informou que a proposta será a pauta única da sessão, o que concentra o debate e a votação no texto do projeto contra o crime organizado. A escolha reduz dispersões e permite que os parlamentares se dediquem a analisar os impactos de cada dispositivo para a segurança pública e para o sistema de Justiça criminal.
Segundo a publicação da Câmara dos Deputados, a expectativa do comando da Casa é entregar uma resposta proporcional à escalada das facções criminosas e à necessidade de coordenação institucional. Motta ressaltou que a discussão avança sem abrir mão de princípios democráticos, frisando que, em sua visão, a segurança pública precisa combinar firmeza, garantias e eficiência.
Tratar o tema como prioridade reflete, ainda, o entendimento de que o projeto contra o crime organizado pode reorganizar ferramentas de gestão e de colaboração entre esferas federal e estaduais. A integração de dados, apontada como um dos pilares do texto, tende a apoiar operações conjuntas e a padronização de informações sobre organizações criminosas.
Próximos passos e impactos esperados
Com a votação marcada para esta terça-feira, 18, o PL 5582/25 pode avançar na Câmara e seguirá sua tramitação legislativa, caso aprovado, para a próxima etapa prevista em lei. A sinalização do comando da Casa é de celeridade, sempre com o compromisso de responsabilização e de garantia de direitos, como destacado pelo presidente.
O debate sobre o projeto contra o crime organizado mobiliza parlamentares, especialistas e a sociedade por tocar em pontos sensíveis do sistema penal, como o endurecimento de penas e a eficiência investigativa. A combinação entre punição mais rigorosa e um Banco Nacional e Estaduais de Dados integrado tende a criar um ambiente mais robusto para o enfrentamento às facções criminosas, preservando, ao mesmo tempo, parâmetros de legalidade e de controle institucional.
Na justificativa pública, o presidente da Câmara reforçou a urgência de deliberação e a necessidade de coordenação entre os Poderes para tornar a política de segurança pública mais eficaz. Ao final de sua mensagem, Motta cravou a linha de atuação que pretende ver adotada pelos parlamentares: “Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”.
As informações foram confirmadas pela Câmara dos Deputados, em texto publicado às 11h28 de 17 de novembro de 2025, assinado pela reportagem de Luiz Gustavo Xavier e editado por Wilson Silveira.


