No ESG Fórum, Plano&Plano detalha ações de DEI que abrem caminho para mulheres na construção civil e conectam 65 canteiros a iniciativas educacionais em territórios vulneráveis
A agenda de DEI, diversidade, equidade e inclusão, avança no setor da construção civil com iniciativas concretas lideradas pela Plano&Plano. Durante o ESG Fórum, Flávia Brandão, executiva de ESG e Diretora do Instituto Plano&Plano, apresentou como a companhia vem integrando práticas inclusivas aos canteiros e ampliando o impacto social nos territórios onde atua. O foco em mulheres na construção civil aparece como vetor de transformação, ao lado de ações educacionais e de engajamento comunitário.
Ao abrir sua fala, a executiva trouxe o desafio que o setor ainda enfrenta. Segundo ela, “A construção civil é uma área predominantemente masculina.” Para mudar esse cenário, a empresa estruturou programas de capacitação e de acesso a funções antes ocupadas majoritariamente por homens, ampliando oportunidades para mulheres na construção civil em atividades como gesseiras, pintoras, instaladoras e almoxarifes. A decisão estratégica de patrocinar essa virada partiu da alta liderança. Como disse Flávia, “Quando os fundadores colocaram como meta a presença de mulheres nas obras, a coisa aconteceu top down.”
Com cerca de 65 canteiros de obra somente na cidade de São Paulo, a Plano&Plano integra seus empreendimentos à atuação social do Instituto Plano&Plano, conectando rotina de obra, time interno e comunidade em iniciativas de desenvolvimento local. Hoje, o Instituto apoia 3.500 crianças e jovens de escolas estaduais em regiões de alta vulnerabilidade socioeconômica na capital.
Inclusão de mulheres na construção civil ganha tração com metas claras e qualificação
A expansão de mulheres na construção civil dentro da Plano&Plano resulta de um desenho organizado que combina metas explícitas, formação técnica e acompanhamento nos canteiros. Segundo Flávia Brandão, a definição clara da liderança acelerou a abertura de vagas e a mudança cultural nos times. Esse movimento, explica ela, traz ganhos operacionais, amplia a diversidade de perspectivas nas frentes de obra e fortalece a cultura de ESG no dia a dia.
Os programas criados pela companhia priorizam a entrada e a progressão de mulheres em ofícios estratégicos do ciclo de obra. O esforço alcança desde a base operacional até funções de apoio, o que ajuda a ampliar a permanência dessas profissionais no setor. Em paralelo, as equipes dos canteiros recebem suporte dos grupos internos estruturados, como o Grupo de Ação Social e o GAMA, Grupo de Ações de Meio Ambiente, que discutem e implementam boas práticas socioambientais tanto nas obras quanto no escritório corporativo.
Ainda assim, Flávia reconhece que há um caminho de educação a percorrer sobre o escopo do tema dentro das áreas técnicas. Como ela pontuou, “Para outras lideranças, o tema ESG não é tão claro assim. Geralmente é levado para uma pauta de meio ambiente, mas não para uma pauta mais ampla.”
Impacto territorial: 3.500 crianças e jovens apoiados e uma escola com 24 nacionalidades
O Instituto Plano&Plano ancora suas ações nos bairros onde os empreendimentos são construídos, cruzando o avanço de mulheres na construção civil com uma agenda social que fortalece o entorno. Entre as iniciativas, destaca-se o apoio à Escola Estadual Antônio Firmino, no Brás, região central, que reúne estudantes de 24 nacionalidades, filhos de imigrantes e refugiados. Nas palavras de Flávia, “É uma escola com 24 tipos de nacionalidades, e a gente está ali nesse processo, trazendo educação e promovendo integração.”
As ações mobilizam colaboradores em atividades de voluntariado, como pintura de escolas, revitalização de espaços, plantio, entrega de alimentos e suporte a famílias das comunidades vizinhas aos canteiros. Essa aproximação, segundo a executiva, cria vínculos duradouros entre trabalhadores e território, ajudando a reduzir barreiras culturais, fortalecer redes locais e dar visibilidade ao papel social do setor da construção.
Com 3.500 crianças e jovens atualmente impactados, a rede de apoio do Instituto se consolida como um braço educacional e comunitário da operação. A conexão entre obra e sala de aula também facilita a criação de trilhas de conhecimento e empregabilidade, com atenção a competências que podem, no futuro, abrir novas portas para mulheres na construção civil e para jovens de comunidades próximas.
Engajamento interno e orgulho de pertencimento impulsionam a agenda ESG
Além da frente social e da inclusão de mulheres na construção civil, a gestão de ESG da Plano&Plano enfatiza a participação ativa de seus colaboradores. Os grupos internos, como o Grupo de Ação Social e o GAMA, funcionam como laboratórios de ideias e execução, disseminando práticas e medindo resultados nos canteiros e no escritório. Isso contribui para padronizar procedimentos, aumentar a eficiência e manter a pauta de diversidade, meio ambiente e governança em evidência.
Para Flávia, o efeito colateral positivo é nítido no clima organizacional. De acordo com ela, “Os colaboradores entendem que trabalham numa companhia diferenciada, que olha para além do lucro.” Esse senso de propósito reforça a adesão a iniciativas de campo, eleva a qualidade de implementação e sustenta a continuidade das ações, fator essencial para a transformação em setores tradicionais como a construção.
No balanço apresentado no ESG Fórum, a combinação entre metas claras, formação e atuação territorial sinaliza um caminho de impacto replicável. O caso da Plano&Plano mostra que políticas de inclusão, como a ampliação da presença de mulheres na construção civil, ganham escala quando são acompanhadas de investimentos sociais conectados ao território e de mecanismos internos de engajamento. Em São Paulo, com 65 canteiros de obra atuando de forma integrada ao Instituto Plano&Plano, a estratégia já se traduz em resultados tangíveis para os colaboradores, as comunidades e os estudantes que hoje somam 3.500 crianças e jovens apoiados.