MAPFRE puxa a sustentabilidade no setor de seguros com produtos de impacto social, metas ESG e reflorestamento na Mata Atlântica

Com a sustentabilidade no setor de seguros no centro da estratégia, companhia alinha ESG ao core do negócio, amplia inclusão com o MAPFRE na Favela, mira sêniores e investe na Floresta MAPFRE

A MAPFRE colocou a sustentabilidade no setor de seguros como um dos quatro pilares estratégicos globais, posicionando ESG no cerne do negócio e conectando metas ambientais e sociais à lógica tradicional do seguro. No ESG Fórum, o superintendente de Sustentabilidade, Ivo Canachiro, ressaltou que o mutualismo e a proteção, princípios que estruturam o mercado segurador, já aproximam naturalmente o setor da agenda socioambiental, reforçando coerência entre propósito e prática.

Com presença em mais de 35 países, a empresa tem no Brasil sua segunda maior operação global, cobrindo praticamente todas as categorias de seguro. Nesse ecossistema de alta capilaridade, a companhia vem expandindo soluções com foco em impacto social, inclusão e acessibilidade, reforçando a ambição de escalar a sustentabilidade no setor de seguros com resultados mensuráveis e de longo prazo.

ESG como pilar, governança com KPIs e plano revisado regularmente

Segundo Ivo Canachiro, o plano de sustentabilidade da MAPFRE é revisado regularmente e traduz compromissos em KPIs, metas e governança formal. Essa estrutura procura garantir consistência entre diretrizes corporativas e execução, promovendo transparência e rastreabilidade de avanços. A abordagem, alinhada às melhores práticas de ESG, fortalece a sustentabilidade no setor de seguros ao integrar indicadores às rotinas de negócio, desde a subscrição até o relacionamento com clientes e comunidades.

Para Canachiro, a natureza solidária do seguro, calcada na divisão de riscos, cria uma base favorável para a transição a modelos mais resilientes e inclusivos. Ao tratar ESG como pilar estratégico, a empresa busca ampliar a criação de valor de forma sistêmica, conectando desempenho econômico, social e ambiental, e reforçando a confiança entre seguradora, clientes, parceiros e sociedade.

Produtos de impacto social e inclusão: MAPFRE na Favela e soluções para o público sênior

Entre os projetos recentes, o executivo destacou o MAPFRE na Favela, que definiu como o primeiro produto de seguro com foco específico em comunidades de baixa renda. A iniciativa mira proteção financeira acessível em territórios onde a penetração de seguros ainda é limitada, ampliando a inclusão e a segurança econômica. Em paralelo, a companhia avança em soluções voltadas ao público sênior, com ofertas adaptadas às necessidades dessa população, reforçando a ambição de desenhar produtos centrados nas pessoas.

No pilar ambiental, a seguradora lançou a Floresta MAPFRE, um projeto de restauração de Mata Atlântica que deverá neutralizar 5,11 mil toneladas de carbono. A iniciativa soma-se a esforços de mitigação e compensação, integrando a sustentabilidade no setor de seguros a políticas climáticas baseadas em evidências, e sinalizando compromisso contínuo com a redução da pegada de emissões.

Essa combinação de inovação em produtos e investimento ambiental pretende aproximar a proteção securitária das realidades locais, promover acessibilidade e acelerar a transição para um portfólio mais alinhado a ESG. Com atuação multissegmentos no Brasil, a MAPFRE busca demonstrar que inclusão e escala podem coexistir quando metas, KPIs e governança sustentam a tomada de decisão.

Regulação, reputação e colaboração setorial rumo à COP30

O avanço regulatório, como a SUSEP 666/22, vem ampliando o escrutínio sobre práticas de ESG no mercado. Para Canachiro, a regulação ajuda a diferenciar iniciativas reais de ações de marketing, criando um ambiente mais exigente em transparência e verificação. Nessa linha, ele observa que reputação e consistência são indissociáveis na construção de confiança.

Nas palavras do executivo, “A reputação conta uma história, conta uma história de um passado, do que você fez, o compromisso que você colocou e o que você colocou em prática”. Ao defender a centralidade do longo prazo, ele complementa: “Trabalhar mais na estratégia, num compromisso de longo prazo, nos porquês do que você está fazendo, e não só numa imagem, num momento, é primordial.”

Canachiro também enfatizou que o avanço de projetos de sustentabilidade depende de engajamento interno e colaboração transversal. A MAPFRE envolve dezenas de áreas em certificações de eficiência ambiental e programas de educação, estimulando autonomia e tornando executivos da área de sustentabilidade verdadeiros “vetores” de transformação. Essa cultura aponta para um modelo em que cada área é corresponsável por resultados de sustentabilidade no setor de seguros, reduzindo gargalos e aumentando a capacidade de execução.

O executivo avalia que a COP30 marca um ponto de inflexão, porém o impacto dependerá da continuidade após o evento. Parcerias, escala e colaboração setorial são vistas como essenciais para ampliar o alcance socioambiental do seguro, integrar riscos climáticos e sociais às carteiras e acelerar a inovação em produtos de proteção com impacto positivo.

Em um cenário de maior governança, medição por KPIs e regulação ativa, a MAPFRE busca consolidar a sustentabilidade no setor de seguros como vetor de competitividade e relevância. Em síntese, a estratégia articula inclusão, mitigação climática e reputação baseada em evidências, ancorada em compromissos verificáveis e execução contínua.

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