Aloha Fibra amplia inclusão digital com eficiência operacional, reduz 70% das emissões no Sudeste e fortalece sua estratégia ESG no Brasil profundo

Em cidades pequenas e médias, a Aloha Fibra, sob a marca Giga Mais Fibra, aposta em inclusão digital, resiliência climática e ajustes operacionais para ampliar o impacto socioambiental

No ESG Fórum, a gerente de Sustentabilidade da Aloha Fibra, Letícia Martins, explicou que a empresa estrutura sua agenda de ESG a partir de dois eixos centrais, inclusão digital e resiliência operacional, com foco em cidades pequenas e médias, onde concentra sua atuação. A orientação, segundo ela, busca gerar valor socioambiental direto para a população e fortalecer a eficiência do negócio.

Operando sob a marca Giga Mais Fibra, a Aloha Fibra está presente em mais de 7 milhões de residências, com foco em regiões do chamado Brasil profundo, atendendo majoritariamente às classes C, D e E. Nesse contexto, a executiva defende uma comunicação simples e prática, que traduza os impactos do setor para públicos diversos, sem jargões e siglas que afastam o entendimento.

Letícia também ressaltou a importância da coerência interna para sustentar a agenda de impacto. Para ela, iniciativas de voluntariado e projetos sociais ganham credibilidade quando colaboradores percebem que a empresa cuida de suas necessidades básicas, como remuneração justa, escuta ativa e condições adequadas de trabalho, o que reforça a cultura e a capacidade de execução.

Inclusão digital com foco no Brasil profundo

Ao abordar a estratégia de inclusão digital, Letícia destacou o perfil do público atendido pela Aloha Fibra e a relevância social do acesso à internet de qualidade. Segundo a executiva, 70% dos clientes não têm ensino médio completo, o que faz da conectividade um instrumento de acesso a serviços públicos, oportunidades de educação e inserção econômica.

Grande parte das ações sociais da empresa acontece em parceria com escolas públicas, que recebem internet gratuita e com maior capacidade. Ela citou casos em que unidades passaram de 50 Mbps para 800 Mbps ou 1 Gbps, salto que, segundo ela, altera o uso pedagógico da tecnologia, permitindo adoção de plataformas de aprendizagem, conteúdos multimídia e atividades síncronas com maior estabilidade.

Para a Aloha Fibra, a expansão da infraestrutura de rede nessas localidades, associada a programas de suporte às comunidades escolares, acelera o desenvolvimento local e sustenta uma presença de marca conectada a necessidades reais, o que favorece a fidelização e amplia o impacto socioeconômico.

Resiliência operacional e adaptação climática na rotina

Letícia chamou atenção para a vulnerabilidade da infraestrutura aérea de fibra óptica a chuvas, ventanias e queimadas, desafios que tendem a se intensificar com as mudanças climáticas. Segundo a executiva, equipes de campo muitas vezes não reconhecem que práticas de manutenção e prevenção fazem parte de uma adaptação climática contínua, o que exige conscientização e capacitação.

Ao relacionar a resiliência física à sustentabilidade, ela afirmou: "A gente tá super preocupado em ter uma infraestrutura mega forte, mega resiliente, mas a gente não fala que isso provém das mudanças climáticas". O alerta reforça a necessidade de integrar o tema climático ao vocabulário operacional do dia a dia, conectando indicadores de disponibilidade de rede a práticas de prevenção e resposta.

Na visão da Aloha Fibra, incorporar a variável climática à rotina, com protocolos de manutenção preventiva e planejamento de contingência, aumenta a confiabilidade do serviço e reduz custos de reparo no longo prazo, o que favorece tanto o resultado econômico quanto a satisfação dos clientes.

Eficiência operacional e emissões sob controle

Do ponto de vista ambiental, a eficiência operacional tem sido tratada como prioridade. A empresa opera com uma grande frota que circula diariamente para instalação e manutenção da rede, o que torna as emissões veiculares um dos principais impactos a serem endereçados na estratégia de ESG.

Segundo Letícia, a empresa reduziu 70% das emissões móveis em outubro, nos estados do Sudeste, por meio de ajustes operacionais. O resultado demonstra como intervenções de logística, roteirização inteligente e otimização de chamados podem gerar ganhos rápidos, além de melhorar prazos de atendimento e reduzir custos.

Letícia acrescentou que trabalhar com comunidades diversas pede uma linguagem direta, abandonando termos técnicos, incluindo siglas como ODS, e priorizando a tradução prática de impactos. Para ela, coerência é condição para permanência, e a sustentabilidade é "trabalho de formiguinha", sustentado por diálogo contínuo com as equipes, metas factíveis e um ciclo de melhoria que una impacto socioambiental e desempenho operacional.

Com a combinação de inclusão digital, resiliência operacional e eficiência energética e logística, a Aloha Fibra sinaliza uma trilha de ESG conectada ao território e ao negócio, ancorada em resultados mensuráveis, linguagem clara e benefícios perceptíveis para clientes, escolas e colaboradores.

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