Indicator Capital investe R$ 3 milhões na Doji em rodada pré-Série A, aposta em IA e economia circular no trade-in de celulares

Indicator Capital investe R$ 3 milhões na Doji para escalar TIAAS com IA, preços mais competitivos e impacto em ESG no trade-in de celulares

A Indicator Capital, gestora early-stage de venture capital líder em deep-tech, oficializou um aporte de R$ 3 milhões na Doji, em rodada pré-Série A. A startup opera uma plataforma própria de Trade-In as a Service (TIAAS) que conecta vendedores e compradores de celulares, usando Inteligência Artificial para avaliação e precificação dos dispositivos. O objetivo é simplificar operações complexas, aumentar a competitividade de preços e reduzir fraudes em um segmento estratégico do varejo de tecnologia.

Com presença no Brasil desde o 2º semestre de 2023, a Doji surgiu para corrigir a falta de conveniência e de preços justos nos programas tradicionais de trade-in de celulares. A empresa atende de pequenos a grandes varejistas e viabiliza programas personalizados de troca e venda, além de se posicionar para atender operadoras de telefonia interessadas em integrar o serviço. O modelo combina tecnologia proprietária, padronização de processos e incentivos para toda a cadeia, favorecendo a economia circular e a captura de valor em dispositivos usados.

Por que a Indicator Capital escolheu a Doji

Segundo a gestora, a Doji foi selecionada por seu posicionamento estratégico no mercado de trade-in, pela aderência às tendências globais de economia circular e ESG e pelo potencial de crescimento no Brasil. A companhia passa a ser a 16ª startup investida pelo Fundo 2 da Indicator Capital, movimento que reforça a tese de investir em soluções tecnológicas com impacto direto na eficiência do varejo e na sustentabilidade.

Em avaliação sobre o impacto ambiental e econômico do modelo, Thomas Bittar, cofundador da Indicator Capital, afirma: “A operação da Doji promove um impacto ambiental significativo, ao evitar que muitos aparelhos acabem virando lixo tóxico. A startup tem papel essencial na promoção da economia circular, impedindo o acúmulo de resíduos prejudiciais ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que potencializa o valor econômico dos produtos”, analisa Thomas Bittar, cofundador da Indicator Capital.

Na visão da gestora, a combinação de IA, operação TIAAS e uma rede crescente de parceiros varejistas dá à Doji uma vantagem competitiva relevante, tanto para ampliar a oferta de dispositivos seminovos com precificação justa, quanto para criar fluxos de receita adicionais a partir de um ativo já presente na casa dos consumidores.

Como o TIAAS e a IA destravam valor no trade-in

No coração da proposta da Doji está um modelo de bidding em tempo real, aliado a tecnologia proprietária de IA que automatiza e aprimora a avaliação e a precificação. A solução foi treinada com um volume expressivo de dados, o que eleva a consistência dos laudos e a confiança dos parceiros na compra dos aparelhos.

De acordo com Fernando Montera Filho, founder e CEO da Doji, o diferencial tecnológico é determinante para o ganho de eficiência e para a experiência do usuário. Em suas palavras: “Nosso diferencial está no modelo de bidding (licitação) em tempo real, que maximiza o valor dos dispositivos. Com tecnologia proprietária de IA, automatizamos e aprimoramos todo o processo de avaliação e precificação, treinado com mais de 50 mil celulares já processados. Isso garante preços mais justos e confiáveis, reduz custos operacionais e acelera os pagamentos. Essencialmente, queremos que as pessoas enxerguem os celulares esquecidos em gavetas como aquele dinheiro encontrado no bolso de uma calça – e, para os varejistas, transformamos esse dinheiro em um novo meio de pagamento, que aumenta o poder de compra dos clientes e impulsiona suas vendas”, explica Fernando Montera.

Com essa arquitetura, varejistas conseguem oferecer programas de troca com mais agilidade e transparência, enquanto consumidores têm acesso a propostas rápidas, pagamento acelerado e critérios claros de avaliação. Para a cadeia, o benefício se traduz em redução de custos operacionais, mitigação de fraudes e crescimento das margens, já que os dispositivos retornam ao mercado com preços competitivos e garantia de procedência.

Impactos para varejistas, operadoras e o consumidor

O avanço do trade-in de smartphones está diretamente ligado à expansão do varejo omnicanal e a metas de ESG. Ao estender o ciclo de vida de aparelhos, a Doji evita que milhares de unidades se transformem em resíduo, incentiva a reutilização e abre caminho para um mercado secundário mais robusto e confiável. Para os varejistas, transformar o aparelho usado em um meio de pagamento eleva a conversão, aumenta o tíquete médio e fideliza clientes atentos a preço e conveniência.

As operadoras também podem capturar valor ao integrar o serviço, oferecendo benefícios de troca combinados com planos, o que impulsiona a retenção e cria uma jornada mais fluida. Já o consumidor se beneficia de avaliação transparente, pagamento rápido e acesso a dispositivos seminovos com melhor relação custo-benefício, em um ecossistema com menor risco de adulterações.

Com o movimento em fase pré-Série A, a expectativa é que a startup acelere a expansão de parcerias, invista em tecnologia de IA e consolide sua presença no Brasil com processos padronizados e escaláveis. Ao colocar a economia circular no centro da estratégia, a plataforma fortalece a oferta de programas de troca que combinam eficiência financeira, impacto ambiental e experiência do usuário.

Em síntese, ao passo que a Indicator Capital investe R$ 3 milhões na Doji, o mercado brasileiro de trade-in de celulares ganha tração com uma solução TIAAS orientada por dados, capaz de equilibrar preços justos, segurança operacional e metas de sustentabilidade, elementos essenciais para a próxima fase de crescimento do setor.

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