Na Black Friday, renegociação de dívidas ganha fôlego com 13º e descontos
O fim de ano voltou a se consolidar como o período em que os brasileiros mais buscam reorganizar as finanças, e a renegociação de dívidas na Black Friday deve ganhar ainda mais tração. Segundo levantamento da QuiteJá, plataforma digital de intermediação de débitos da Evertec Brasil, as renegociações durante a última semana de novembro devem crescer 57% em relação ao ano anterior.
Esse movimento acontece em paralelo à expectativa de maior atividade de consumo no evento. Um estudo da consultoria Gauge, em parceria com a agência W3haus, projeta que a semana oficial da Black Friday em 2025 deve movimentar R$ 13,6 bilhões, um avanço de 16,5% em comparação com 2024. Ao mesmo tempo em que estimula compras, o período cria oportunidades de acordos com descontos relevantes, o que favorece a renegociação de dívidas na Black Friday e o alívio do orçamento familiar.
Para a QuiteJá, o salto nas renegociações é sustentado por três vetores: a entrada do 13º salário, as campanhas agressivas de desconto e a retomada gradual da renda das famílias. De acordo com o IBGE, a renda domiciliar real cresceu 6,3% no último ano, ampliando a capacidade de pagamento e a busca por acordos que cabem no bolso.
O que explica o avanço das renegociações
Com mais renda disponível e ofertas mais vantajosas no período promocional, o consumidor tem priorizado acordos que ajudam a limpar o nome e a recuperar o acesso ao crédito. “O 13º salário é um divisor de águas. Observamos um comportamento mais maduro, onde muitos consumidores ainda destinam parte do valor para o consumo, mas há uma tendência crescente em priorizar o pagamento de dívidas e melhorar o score de crédito. Esse movimento é positivo e reflete um novo olhar sobre o uso consciente do dinheiro”, afirma Luiz Marchiori, Head de Negócios da QuiteJá.
Segundo o levantamento, até o final do ano mais consumidores devem buscar soluções para renegociar suas dívidas, com expectativa de crescimento de 18% no período. No acumulado de 2025, o número de pessoas que negociam seus débitos também segue em alta. A Serasa Experian aponta que esse público cresceu 11,4% nos primeiros meses do ano, o que ajuda a sustentar a tendência de expansão da renegociação de dívidas na Black Friday.
Os dados da QuiteJá também mostram um avanço da efetividade dos acordos. A taxa de recuperação, que considera negociações efetivamente quitadas, aumentou 9 pontos percentuais, sinalizando pagamentos mais consistentes e maior responsabilidade financeira por parte dos consumidores.
Quais dívidas lideram e quem mais negocia
Entre os tipos de débito, os cartões de crédito seguem à frente, respondendo por 39% das renegociações, seguidos por empréstimos pessoais, com 29%, e financiamento de veículos, com 12%. “Essas dívidas têm juros mais altos e impacto direto no orçamento familiar, o que faz com que o consumidor aproveite oportunidades de desconto – especialmente em períodos promocionais como a Black Friday – para negociar e aliviar o orçamento”, explica Luiz Fernando Marchiori.
Do ponto de vista geográfico, a região Sudeste concentra 39% dos acordos, refletindo a maior densidade populacional e o volume de crédito concedido. No recorte socioeconômico, as classes D e E representam cerca de 46% das negociações, evidenciando o esforço das famílias de menor renda para retomar o equilíbrio financeiro e, muitas vezes, destravar o acesso a novas linhas de crédito.
Os bancos tradicionais e digitais lideram os acordos, com 65% do total, seguidos por redes varejistas, com 13%, e empresas de financiamento de veículos, com 10%. Nos termos oferecidos, os credores vêm aplicando descontos entre 30% e 90%, com parcelamentos que podem chegar a 72 vezes. Entre os consumidores, 24% optam por acordos entre 8 e 12 parcelas, buscando um ponto de equilíbrio entre prazo e capacidade de pagamento, o que reforça o potencial da renegociação de dívidas na Black Friday como alavanca para sair do vermelho.
Valores menores, mais acordos e perspectivas para 2025
O tíquete médio das negociações também aponta para uma adequação dos acordos ao bolso do consumidor. No primeiro trimestre de 2025, o valor médio foi de R$ 1.772, passando para R$ 1.459 no terceiro trimestre, o que indica parcelas mais acessíveis e maior probabilidade de quitação integral. Esse movimento, somado à alta na taxa de recuperação, contribui para um ciclo mais saudável de crédito e consumo, em que a regularização das dívidas abre espaço para novos projetos financeiros.
Com um cenário de maior digitalização e campanhas de incentivo, a QuiteJá projeta ampliar a sua atuação ao longo do ano. A plataforma estima um crescimento de até 25% nas negociações intermediadas em 2025, apoiada pela procura por oportunidades como a renegociação de dívidas na Black Friday e por um comportamento mais consciente do consumidor.
A avaliação da companhia vai além dos números. “Mais do que facilitar negociações, buscamos empoderar o consumidor brasileiro para que ele retome o controle da sua vida financeira. Acreditamos que tecnologia e educação financeira caminham juntas para fortalecer a economia, ampliar o acesso ao crédito e promover um ciclo sustentável de prosperidade – tanto para as pessoas quanto para o país”, conclui Luiz Marchiori.
Com descontos agressivos, alternativas de parcelamento e renda em recuperação, a renegociação de dívidas na Black Friday tende a ganhar protagonismo no calendário financeiro das famílias. Para quem deseja começar o próximo ano com as contas em dia, o período pode ser uma oportunidade de transformar o 13º salário em alívio imediato do orçamento, melhora do score e retomada do planejamento de longo prazo.