Em sessão solene realizada na Câmara dos Deputados, na quinta-feira, 27, o Ligue 180 foi homenageado pelos 20 anos de atuação na defesa dos direitos das mulheres no Brasil. A central telefônica, gratuita e com sigilo garantido, consolidou-se como um dos principais instrumentos de enfrentamento à violência de gênero, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento das vítimas à rede de proteção e à Justiça.
Ao longo de duas décadas, o Ligue 180 se transformou em referência nacional para denúncias de violência contra as mulheres, conectando cidadãs a serviços de apoio e medidas legais. A homenagem no Parlamento reforça a importância de manter o serviço acessível, eficaz e conhecido em todo o país, ampliando a capacidade de resposta do Estado diante de situações de violência doméstica e outras formas de agressão.
Parlamento ressalta direito a uma vida sem violência
Durante a solenidade, a deputada Erika Kokay, PT-DF, destacou o papel estruturante do Ligue 180 na construção de uma sociedade mais justa. Em suas palavras, “Nós estamos aqui para dizer que todas as mulheres têm direito de viver sem violência. É estruturante a construção de uma sociedade mais justa e mais igualitária”. A declaração sintetiza a função social do serviço, que não apenas recebe denúncias, mas também contribui para uma cultura de proteção e respeito aos direitos humanos.
Para o Legislativo, o reconhecimento aos 20 anos do Ligue 180 é um gesto de reafirmação de políticas públicas essenciais, que precisam ser continuamente fortalecidas com recursos, equipes qualificadas e integração com a rede intersetorial. Essa articulação é decisiva para garantir que cada relato seja atendido de forma segura, com sigilo, responsabilidade e encaminhamento adequado.
De central informativa a disque-denúncia, evolução desde 2005
A coordenadora-geral do Ligue 180, Hellen Costa, pontuou como a central acompanhou as demandas da sociedade desde sua criação, em 2005. Segundo ela, “Antes, ela era principalmente uma central de informação e prevenção. Hoje, também é um disque-denúncia. O ‘Ligue 180’ tem a função de proteger as mulheres e encaminhá-las para uma rede atendimento”. A mudança de perfil fortaleceu a capacidade de resposta, tornando o canal um ponto de entrada para as vítimas buscarem proteção e orientação confiável.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou que o Ligue 180 integra uma visão de país comprometida com o fim da violência de gênero, além de ser um dos instrumentos mais importantes para a defesa das mulheres. Na prática, o serviço funciona como um elo entre quem sofre violência e a rede de apoio, estimulando denúncias e a busca por justiça.
Como o Ligue 180 ajuda, quando acionar e onde assistir à sessão
O Ligue 180 atua em três frentes complementares. A primeira é o acolhimento, que oferece escuta qualificada, respeitosa e segura. A segunda é a orientação, com informações sobre direitos e caminhos possíveis, como medidas protetivas e acesso a serviços especializados. A terceira é o encaminhamento, conectando a mulher à rede de proteção e à Justiça conforme cada caso exige. Em todo o processo, o canal é gratuito e mantém a identidade de quem denuncia em sigilo.
Em situações de ameaça, agressão, perseguição ou outras formas de violência contra as mulheres, o contato com o Ligue 180 é um passo seguro para romper o ciclo de violências e acessar apoio especializado. O serviço ajuda a registrar o relato, orienta sobre os próximos passos e ativa a rede pública de atendimento sempre que necessário.
Para acompanhar a homenagem no plenário e entender como o serviço tem sido aprimorado ao longo do tempo, é possível assistir à sessão solene na Câmara dos Deputados. O registro reúne autoridades, especialistas e representantes do serviço, e aprofunda a discussão sobre a importância do Ligue 180 no enfrentamento à violência de gênero em todo o Brasil.
Com duas décadas de atuação, o Ligue 180 segue como um símbolo de proteção e acesso a direitos, apoiado por políticas públicas que buscam garantir a todas as mulheres o direito de viver com dignidade, segurança e igualdade.
Reportagem – Dourivan Lima Edição – Marcelo Oliveira


