Tecnologia inclusiva no Brasil: 80% dos líderes de TI dizem perder alcance por baixa performance técnica e veem “milhões de potenciais clientes” fora do radar, aponta Galileo

Índice de Inclusão Técnica da Galileo revela incompatibilidades entre infraestrutura nova e legada, silos de dados e abandono de carrinhos em 82%, freando tecnologia inclusiva e crescimento

A tecnologia inclusiva entrou de vez no centro da estratégia das empresas brasileiras. Um novo relatório da Galileo Financial Technology mostra que a grande maioria, 80%, dos líderes de tecnologia no Brasil acredita que o baixo desempenho técnico está limitando o alcance de clientes. Além disso, um em cada quatro, 25%, aponta que existem “milhões de potenciais clientes” não convertidos por falta de tecnologia inclusiva.

O estudo chega em um momento de aparente tração do consumo, com a confiança do consumidor no Brasil em seu maior nível em 11 meses. Mesmo assim, apenas 3% dos brasileiros dizem ter uma relação sólida com uma marca, e as taxas de abandono de carrinho digital seguem elevadas, em 82%. A combinação de interesse do público e fricção técnica cria um vácuo que a tecnologia inclusiva pode ajudar a fechar.

Apesar do enorme avanço na inclusão financeira e do crescimento da economia digital, muitas empresas brasileiras ainda enfrentam problemas para alcançar e fidelizar clientes de todos os perfis”, explica Abdul Assal, Head de Desenvolvimento de Negócios da Galileo para Brasil e Colômbia.

O que o Índice de Inclusão Técnica revela sobre o Brasil

Para entender a raiz do problema, a Galileo entrevistou mais de 600 líderes de tecnologia nas Américas. No Brasil, o recado é claro. Três quartos, 75%, dos CIOs e CTOs conectam diretamente o estado da infraestrutura técnica de suas empresas à capacidade de alcançar novos setores de clientes, especialmente os subatendidos. Em outras palavras, sem uma base tecnológica sólida e moderna, a tecnologia inclusiva não chega à ponta.

O levantamento também aponta gargalos concretos na entrega. 43% dos líderes de tecnologia brasileiros identificam a infraestrutura de back-end como o elo mais fraco para levar novos produtos e serviços a um público-alvo mais diverso. Em um cenário de competição intensa, essa fragilidade técnica pode reverberar em experiências inconsistentes, quedas de conversão e perda de fidelidade.

As barreiras ocultas que minam a tecnologia inclusiva

Segundo o relatório, as barreiras ocultas mais comuns no Brasil estão no back-end, com destaque para “incompatibilidades de rede entre infraestrutura nova e legada”, citadas por 59% dos entrevistados. Em seguida aparecem os “silos de dados e falta de interoperabilidade”, mencionados por 54%. Esses obstáculos, muitas vezes invisíveis ao usuário final, atrasam integrações, dificultam a personalização e limitam a inclusão digital e financeira.

Isso significa que as empresas podem estar fazendo de tudo para atingir e fidelizar novos e diversos públicos, mas uma barreira técnica oculta, como infraestrutura desatualizada ou software de segurança instável, pode estar impedindo a entrega do produto ou serviço desejado”, explica Abdul. Sem resolver esses nós, a tecnologia inclusiva permanece apenas como intenção, não como experiência concreta.

A percepção de urgência é compartilhada pelos próprios líderes. Quase dois terços, 65%, afirmam que substituiriam mais de um quarto de sua pilha tecnológica se pudessem redesenhá-la para oferecer serviços mais inclusivos. O diagnóstico evidencia que a modernização do stack, com foco em interoperabilidade, segurança e escala, é condição para desbloquear crescimento e reduzir o abandono de carrinho.

Caminhos práticos para modernizar o stack com foco em inclusão

Embora o desafio seja amplo, a solução não precisa ser traumática. “O que os líderes de tecnologia no Brasil precisam saber é que atualizar o stack já não precisa ser uma reforma radical e custosa. Hoje, ajudamos empresas a fazer upgrades direcionados e componíveis, que permitem alcançar novos segmentos de clientes e reter os atuais.” A visão de upgrades direcionados e componíveis dialoga com a adoção de arquiteturas modulares, integrações via APIs e camadas de dados interoperáveis, pilares essenciais para tecnologia inclusiva.

Quando a modernização prioriza redução de fricções e resiliência no back-end, abre-se espaço para experiências consistentes em todos os canais, com autenticação robusta, pagamentos confiáveis e jornadas fluidas. Essa base permite campanhas de aquisição e retenção mais assertivas, melhora métricas de conversão e transforma o potencial de “milhões de potenciais clientes” em resultado.

O recado do Índice de Inclusão Técnica é direto. Com a confiança do consumidor em alta, mas fidelidade baixa e abandono em 82%, as empresas que atacarem as barreiras ocultas de back-end e adotarem tecnologia inclusiva de forma pragmática tendem a capturar vantagem competitiva. No cenário brasileiro, onde diversidade e escala andam juntas, a inclusão sustentável nasce do casamento entre infraestrutura moderna e experiência centrada no cliente.

Fonte: TI INSIDE

Rolar para cima