Digitalização de empresas na América Latina rende economia de US$ 22,6 milhões, revela Índice de Capital de Giro da Visa 2025

Com a digitalização de empresas na América Latina em alta, 62% das companhias de médio porte já usam IA para otimizar o capital de giro, 53% reinvestem as economias para antecipar pagamentos a fornecedores e 97% planejam adotar novas soluções no próximo ano

A digitalização de empresas na América Latina ganhou novo fôlego em 2025 e já se traduz em ganhos concretos de eficiência financeira. Na 59ª assembleia da FELABAN, a Visa apresentou a terceira edição do Índice de Capital de Giro de Empresas em Crescimento para a região, mostrando que a combinação de ferramentas digitais, inteligência artificial e cartões de pagamento está ajudando companhias a transformar volatilidade em vantagem competitiva.

O levantamento revela que as empresas de médio porte, com faturamento anual entre US$ 50 milhões e US$ 1 bilhão, economizaram US$ 22,6 milhões por meio do uso eficaz de soluções de capital de giro. O valor supera a média global, de US$ 19 milhões, e representa 5% do faturamento desse segmento na região. Esse desempenho reforça a onda de digitalização de empresas na América Latina, puxada por iniciativas de automação, integração de fornecedores e uso estratégico de dados.

Segundo o novo Índice de Capital de Giro da Visa, 62% das empresas de médio porte da América Latina usam IA para otimizar o capital de giro — o segundo maior percentual mundial. Além disso, 53% reinvestem as economias obtidas para acelerar os pagamentos a fornecedores, melhorando relações comerciais, previsibilidade e condições de negociação.

IA e digitalização elevam eficiência no capital de giro

O estudo, baseado em entrevistas com 1.457 CFOs e tesoureiros de 23 países e 10 setores, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, confirma que a IA vem ganhando espaço como aliada da gestão de caixa. Na América Latina, 62% das empresas que usam IA o fazem para melhorar previsões, automatizar tarefas e integrar fornecedores. O avanço da digitalização de empresas na América Latina aparece também no dia a dia da tesouraria, com mais automação e visibilidade.

Com processos mais inteligentes, as chamadas Empresas em Crescimento integraram 52% de seus fornecedores aos sistemas de pagamento, e apenas 7% ainda enfrentam necessidades financeiras imprevisíveis. A racionalização dos ciclos de pagamento permitiu que 41% das faturas fossem quitadas antes do vencimento, um indicador de saúde de caixa e disciplina operacional.

Nas palavras de Jose Luis Gonzales, líder da Visa Soluções Comerciais para a Visa América Latina e Caribe, o movimento é estrutural: “Os líderes financeiros da América Latina e do Caribe estão redefinindo o conceito de resiliência, otimizando soluções de capital de giro para impulsionar um crescimento sustentável”, afirma. “Usando ferramentas de IA e pagamento digital, eles estão revolucionando as estratégias de capital de giro; liderando o futuro da eficiência nos negócios com agilidade, inovação e velocidade, e mantendo-se na dianteira na economia atual.”

Cartões comerciais e virtuais viram alavancas de caixa

As empresas da região seguem otimistas com as soluções de capital de giro. Na América Latina, 97% das empresas pesquisadas pretendem adotar soluções no próximo ano, e 37% devem recorrer a ferramentas flexíveis sob demanda, como cartões comerciais e cartões virtuais. A preferência pelos meios digitais está ligada a ganhos tangíveis de velocidade, controle e dados.

Entre os principais motivos para pagar com cartão, as companhias destacam: acelerar a liquidação (46%), dados transacionais mais completos (36%), redução de processos manuais (35%) e acesso a descontos e recompensas (34%). Esses benefícios impulsionam a digitalização de empresas na América Latina ao encurtar o ciclo financeiro, reforçar compliance e padronizar rotinas de contas a pagar e a receber.

Os setores líderes na adoção de soluções de capital de giro são agrícola (87%), viagens comerciais (85%), mídia e tecnologia (81%) e saúde (80%), áreas em que a velocidade de liquidação e a granularidade dos dados se convertem em vantagem competitiva, seja na gestão de fornecedores, seja no planejamento de demanda.

Indicadores apontam resiliência e agenda de crescimento

O Índice de Capital de Giro da Visa mostra que a pontuação geral da América Latina subiu de 54 para 57 em 2025, com ganhos em todos os setores, exceto Mídia e Tecnologia. Essa evolução reflete uma redução de 60% na incerteza do fluxo de caixa e um aumento de 20% na integração dos pagamentos a fornecedores, dois pilares da jornada de eficiência financeira impulsionada pela digitalização de empresas na América Latina.

A volatilidade, antes vista apenas como risco, passou a ser alavanca de estratégia. Entre as companhias consultadas, 27% usam as soluções de capital de giro principalmente para investimentos estratégicos e upgrades, enquanto 5% as utilizam para aproveitar oportunidades de crescimento inesperadas. Esse reposicionamento tático indica um perfil mais adaptável e orientado a dados na gestão do caixa.

O estudo foca empresas de médio porte, definidas como organizações com faturamento anual superior a US$ 50 milhões e inferior a US$ 1 bilhão. A edição 2025-2026, baseada em entrevistas com 1.457 CFOs e tesoureiros de 23 países e 10 setores, traz insights sobre tendências estratégicas, ganhos de eficiência e perfis comportamentais em evolução, destacando o surgimento de empresas estratégicas e adaptáveis no uso de soluções de capital de giro.

No balanço, a digitalização de empresas na América Latina consolida um ciclo virtuoso: mais dados e automação produzem previsões melhores, que destravam economias, que por sua vez são reinvestidas para acelerar pagamentos, integrar fornecedores e ampliar a resiliência. Com US$ 22,6 milhões de economia média por companhia na região, acima da média global, o recado é claro, a tecnologia tornou-se vetor de caixa e competitividade.

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