Ameaças cibernéticas e impacto da IA em 2026: estudo da Veeam revela prioridades de TI em resiliência de dados, multicloud e soberania

Estudo aponta virada de chave na estratégia de tecnologia para 2026

Ameaças cibernéticas e impacto da IA sobem ao topo das agendas executivas de tecnologia em 2026, segundo levantamento divulgado pela Veeam Software. O estudo, que ouviu mais de 250 executivos seniores de TI e tomadores de decisão, aponta que riscos digitais crescentes, somados ao avanço e à regulação de inteligência artificial, vão moldar as principais decisões de infraestrutura e segurança no próximo ano.

Logo no diagnóstico inicial, a pesquisa evidencia o cenário que acelera mudanças. Em uma citação direta do estudo, leem-se os fatores que ampliam o risco percebido: “A combinação do crescimento de ambientes multicloud e SaaS com ataques cada vez mais sofisticados — muitos deles gerados por IA — intensifica a sensação de risco e evidencia a necessidade de novas abordagens de proteção.” Esse contexto, alinhado à adoção acelerada de nuvem, explica por que a pauta de resiliência de dados e de soberania de dados ganhou prioridade.

O CEO da Veeam, Anand Eswaran, reforça a complexidade do momento ao destacar, exatamente como no estudo: “Segundo Anand Eswaran, CEO da Veeam, o setor entra em 2026 diante de um nível de complexidade sem precedentes. Ele destaca que cibersegurança e IA avançam simultaneamente, exigindo das organizações um equilíbrio entre resiliência, conformidade e adoção responsável de novas tecnologias.”

Cibersegurança e IA no topo das prioridades

Os números confirmam a virada estratégica. Em uma passagem central, o estudo afirma: “Quase metade dos entrevistados cita ameaças cibernéticas como o principal fator de impacto no próximo ano, enquanto 22% apontam a maturidade e a regulação da inteligência artificial.” A leitura é direta: ameaças cibernéticas e impacto da IA são percebidos como as maiores forças de disrupção para 2026, acima de temas como escassez de talentos e custos de nuvem.

O avanço da inteligência artificial também aparece como risco concreto. A pesquisa sublinha, textualmente: “Ataques gerados por IA surgem como a maior ameaça aos dados, citados por 66% dos líderes.” Esse dado ajuda a explicar a priorização de investimentos em reforço de proteção, automação segura e arquiteturas de backup e recuperação.

Há, ainda, a pressão regulatória sobre a gestão de dados. O estudo registra que “76% dos entrevistados” veem as exigências de soberania de dados como “extremamente ou moderadamente importantes” para orientar a estratégia de nuvem, reforçando que conformidade e localização de dados passaram a ser pilares tão críticos quanto disponibilidade e custo.

Visibilidade dos dados em queda, confiança abalada

Apesar do aumento de orçamento para segurança e continuidade, a confiança na recuperação permanece limitada, em grande parte pela complexidade operacional de ambientes distribuídos. A pesquisa é explícita ao dizer: “A visibilidade dos dados corporativos permanece limitada: quase 60% dos líderes afirmam ter menor clareza sobre onde seus dados estão armazenados.” Em complemento, destaca: “Para 60% dos entrevistados, a expansão de ambientes multicloud e SaaS diminuiu total ou significativamente a clareza sobre onde os dados residem.”

O impacto dessa opacidade aparece nos indicadores de prontidão. Em um recorte sensível, a Veeam relata: “Apenas 29% se dizem plenamente confiantes na recuperação após um ataque de Dia Zero, e 71% admitem não estar preparados para lidar com uma indisponibilidade prolongada de nuvem.” Em paralelo, a pesquisa indica que muitos líderes sentem-se, nas suas palavras, operando “no escuro” quando avaliam o ciclo de vida da informação espalhada por múltiplas plataformas.

Esse quadro reforça por que resiliência, observabilidade de dados e proteção multicamada se tornaram requisitos centrais. O estudo descreve que falhas associadas à automação de IA também figuram entre os riscos para os quais as organizações se sentem menos preparadas, o que amplia a urgência de políticas de adoção responsável de IA e de testes de recuperação.

Investimentos, governança e responsabilização na cadeia

As prioridades de investimento acompanham a percepção de risco. A Veeam reporta de forma direta: “O fortalecimento da cibersegurança será a principal iniciativa estratégica para 45% dos entrevistados em 2026, seguido pela construção de resiliência de dados.” Além disso, a pesquisa aponta que mais da metade dos líderes pretende ampliar o orçamento de proteção e recuperação, sinalizando que ameaças cibernéticas e impacto da IA já determinam o desenho de arquiteturas de continuidade.

No campo de infraestrutura, a regulação dita o ritmo das decisões. O estudo enfatiza: “A soberania de dados se consolida como elemento central das decisões de infraestrutura: 46% consideram o tema extremamente importante e outros 30% o classificam como moderadamente importante, o que aponta para uma abordagem que combina resiliência técnica, regulatória e geopolítica.”

Há também um movimento por maior responsabilização na governança digital. A pesquisa afirma: “A pesquisa também evidencia uma demanda por maior responsabilização. Quase metade dos líderes acredita que maior rigor na atuação da alta gestão teria impacto significativo na elevação dos padrões de cibersegurança e proteção de dados. A pressão se estende à cadeia de suprimentos: 88% defendem que parceiros e fornecedores estejam alinhados aos mesmos níveis de segurança.”

Por fim, o estudo registra uma mudança de postura frente ao ransomware: “O apoio à proibição do pagamento de resgates por ransomware é majoritário — 72% dos entrevistados concordam com a medida, e mais da metade manifesta apoio firme — em um sinal claro de desgaste com o ciclo de pagamentos que sustenta a economia do cibercrime.”

Em síntese, a mensagem é inequívoca: consolidar visibilidade, fortalecer a proteção e alinhar compliance com inovação tornou-se inadiável. Com ameaças cibernéticas e impacto da IA ditando a agenda, 2026 tende a ser o ano em que a combinação de resiliência de dados, governança e soberania definirá a maturidade digital das organizações.

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