Mudança na liderança da Associação Brasileira de Internet das Coisas reforça a governança da IoT no Brasil, detalha cargos e conselhos e mantém a Diretoria de Tecnologia em aberto
A Associação Brasileira de Internet das Coisas confirmou uma ampla reorganização em sua estrutura de liderança, com mudanças que miram o fortalecimento da governança e da gestão executiva do ecossistema de Internet das Coisas (IoT) no Brasil. A entidade, conhecida como ABINC, elegeu Rogério Moreira como novo presidente e criou o cargo de Superintendente, agora ocupado por Paulo José Spaccaquerche, ex-presidente. Ao mesmo tempo, a associação mantém sua vice-presidência com Flávio Maeda e preserva a continuidade de áreas estratégicas como jurídico, marketing e relações institucionais.
Em comunicado, a própria Associação Brasileira de Internet das Coisas reforçou a mensagem de continuidade e foco no ecossistema: “A Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) comunica a composição de sua nova diretoria, dando continuidade à missão da ABINC e ao ecossistema do mundo sensorizado”. A nota destaca a transição na presidência e a criação da nova instância executiva, sinalizando uma etapa de consolidação institucional.
Quem é quem na nova gestão da ABINC
Com a eleição de Rogério Moreira para a presidência, a ABINC promoveu um rearranjo de funções para sustentar a expansão do setor de IoT no país. Em suas palavras oficiais, a entidade registra: “Rogério Moreira assume como Presidente da Entidade, cargo anteriormente ocupado por Paulo José Spaccaquerche, que passa a exercer a nova função de Superintendente, posição criada para fortalecer a gestão executiva da Associação.”
A vice-presidência segue com Flávio Maeda, assegurando continuidade nas diretrizes estratégicas. No jurídico, Márcio Eduardo Riego Cots permanece como diretor, enquanto Thábata Mondoni segue à frente do marketing e Camilo Eugênio Martinelli continua liderando relações institucionais. A Diretoria de Tecnologia permanece em aberto, uma decisão temporária após a ida de Moreira para a presidência, conforme a própria entidade reforça em comunicado: “A Diretoria de Tecnologia permanece em aberto.”
No âmbito de auditoria e controle, os Conselheiros Fiscais seguem como Gustavo Zucchi, Cristiane Palmeira Kussuki Menezes e Eduardo Koki Iha. Já o Conselho Consultivo mantém nomes de referência do mercado de tecnologia e inovação, como Cezar Taurion, Claudiney Santos, Dalton Oliveira, Hermano do Amaral Pinto Junior, José Geraldo Alves de Almeida, José Gustavo Sampaio Gontijo e Renato Pasquini, e ganha reforço com dois novos integrantes, ampliando a representatividade do setor.
Criação da superintendência e reforço de governança
Um dos destaques desta reorganização na Associação Brasileira de Internet das Coisas é a criação do cargo de Superintendente, atribuído a Paulo José Spaccaquerche. De acordo com o comunicado oficial, a nova posição foi desenhada para fortalecer a gestão executiva e aprimorar a capacidade de coordenação entre diretoria, conselhos e frentes de trabalho da ABINC. Na nota, a entidade contextualiza o movimento como parte de um esforço de modernização interna, necessário para a maturidade do mercado de IoT no Brasil e para o avanço de pautas regulatórias, de padronização e de interoperabilidade.
Na prática, a superintendência cria uma camada executiva que tende a acelerar a implementação de projetos, facilitar a interlocução com autoridades e dar mais ritmo à agenda de iniciativas da Associação Brasileira de Internet das Coisas. Esse reforço deve beneficiar o conjunto de associados e parceiros que atuam em soluções de sensorização, conectividade, plataformas e analytics, segmentos essenciais para a expansão da Internet das Coisas no país.
O comunicado também detalha a composição do conselho que apoiará essa fase. A entidade registra textualmente: “O Conselho Consultivo segue composto por Cezar Taurion, Claudiney Santos, Dalton Oliveira, Hermano do Amaral Pinto Junior, José Geraldo Alves de Almeida, José Gustavo Sampaio Gontijo e Renato Pasquini, com a entrada de dois novos integrantes: Johannes Klingberg e Rodrigo Pastl Pontes.” A ampliação do colegiado adiciona diversidade de visões e experiência para sustentar decisões estratégicas.
Impactos para o ecossistema de IoT no Brasil
Ao anunciar a nova diretoria e consolidar a governança, a ABINC sinaliza um compromisso renovado com o desenvolvimento do ecossistema de Internet das Coisas no Brasil. A presença de nomes reconhecidos nas frentes jurídica, de marketing e de relações institucionais, associada à superintendência recém-criada, amplia a capacidade de articulação com governo, reguladores e indústria, um passo relevante para fomentar investimentos e acelerar a adoção de IoT em diferentes verticais.
A manutenção de Flávio Maeda na vice-presidência e a continuidade de diretores experientes contribuem para preservar o histórico de projetos e entregas da Associação Brasileira de Internet das Coisas, enquanto a vacância temporária na Diretoria de Tecnologia abre espaço para a entrada de um perfil técnico que dialogue com as prioridades da entidade. Em especial, temas como conectividade de baixo consumo, segurança cibernética, certificações, interoperabilidade e dados abertos devem seguir no centro da agenda do setor.
Ao mesmo tempo, a atualização do Conselho Consultivo com a chegada de Johannes Klingberg e Rodrigo Pastl Pontes amplia o repertório de conhecimento disponível para orientar a Associação Brasileira de Internet das Coisas em frentes emergentes. Essa combinação de continuidade e renovação, indicada pela própria ABINC como forma de dar continuidade à missão da entidade, tende a fortalecer a oferta de conteúdo, boas práticas e advocacy em prol da Internet das Coisas no país.
Com esse arranjo, a ABINC se posiciona para um novo ciclo de atuação, conectando empresas, academia e governo, e colocando a Associação Brasileira de Internet das Coisas em condição de liderar o diálogo sobre padrões, inovação responsável e escalabilidade de soluções. Em suma, as mudanças anunciadas, com Rogério Moreira na presidência e Paulo José Spaccaquerche na superintendência, apontam para uma fase de maior integração e efetividade na gestão da IoT brasileira.