Ciberataques em infraestruturas críticas no Brasil crescem em 2025, com setor financeiro na linha de frente, aponta x63 Unit da Cipher

Relatório da unidade do Grupo Prosegur descreve escalada de ransomware, exploração de APIs críticas e convergência IT e OT como vetores centrais dos ciberataques em infraestruturas críticas no Brasil

Os ciberataques em infraestruturas críticas no Brasil aceleraram em 2025, com impacto direto sobre serviços essenciais e instituições estratégicas. Segundo análise da x63 Unit da Cipher, unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur, “O setor financeiro brasileiro foi o mais atingido por ciberataques de alto impacto em 2025, seguido por saúde, telecomunicações e órgãos governamentais, refletindo sua alta exposição como infraestrutura crítica, segundo análise da x63 Unit da Cipher, unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur.”

O panorama reforça o alerta do setor, em linha com o título do estudo divulgado ao mercado, que resume o momento: “Cipher aponta avanço significativo dos ciberataques às infraestruturas essenciais, como finanças, saúde, telecomunicações e serviços públicos”. O foco em redes e plataformas que sustentam a economia e o cotidiano da população torna o tema central para a agenda de risco do País.

Na avaliação da x63 Unit, a atual onda de ciberataques em infraestruturas críticas no Brasil é alimentada por atores altamente capacitados e por cadeias de exploração velozes. Em suas palavras, “O aumento da sofisticação, da velocidade de exploração de vulnerabilidades e do uso de ataques encadeados expôs fragilidades na digitalização acelerada do País.”

O Brasil registrou episódios emblemáticos em 2025, como o maior ataque cibernético da história do sistema bancário nacional, incidentes de ransomware contra provedores de TI na saúde e invasões a empresas de telecomunicações usadas como porta de entrada para espionagem e roubo massivo de dados. A combinação de alvos críticos, técnicas avançadas e efeito cascata em fornecedores e integrações ampliou o alcance dos incidentes.

O contexto internacional ajudou a intensificar a pressão. Como destaca o relatório, “No cenário global, tensões geopolíticas intensificaram o uso de campanhas híbridas que combinaram espionagem, sabotagem, ransomware e operações de influência.” A x63 Unit acrescenta ainda que “De acordo com a x63 Unit, grande parte das ameaças no País é impulsionada por grupos internacionais especializados em exploração de vulnerabilidades em cadeia e ataques direcionados a provedores de tecnologia.”

Setor financeiro e APIs críticas viram alvos prioritários

No recorte de 2025, a ofensiva contra bancos e serviços essenciais seguiu forte, com destaque para o abuso de integrações e sistemas expostos. O documento confirma que “Durante 2025, campanhas de ransomware e ataques a APIs críticas continuaram afetando instituições financeiras e empresas de serviços essenciais, com forte presença de grupos organizados e atores com afiliações estatais.” A pressão aumentou também via ataques em cadeia envolvendo fornecedores e parceiros.

Essa dinâmica ficou evidente nos primeiros meses do ano. Segundo a x63 Unit, “Nos primeiros meses de 2025, a x63 Unit confirmou ataques em cadeia contra empresas brasileiras, incluindo operadores financeiros que sofreram exploração de APIs críticas, provedores de TI da saúde alvo de ransomware com vazamento de dados sensíveis e empresas de telecomunicações utilizadas como base para espionagem e movimentação lateral.”

Entre as vulnerabilidades mais críticas, o relatório destaca o acoplamento entre APIs e sistemas OT, que expandiu a superfície de ataque e elevou o risco operacional. O documento registra um episódio sensível, com impacto financeiro expressivo, descrito textualmente como “Incidente Marcante: Exploração de falha em provedor financeiro ? prejuízo > R$ 1 bilhão.” Para especialistas, integrações apressadas e baixa segmentação entre ambientes de negócios e tecnologia operacional mantêm o risco em alta.

Ransomware, malware destrutivo e espionagem elevam risco sistêmico

A x63 Unit detalha um mosaico de ameaças que vai além de indisponibilidade. No campo de ciberespionagem, os alvos incluem finanças, logística, telecomunicações, pesquisa científica e energia, com uso de web shells, técnicas de living-off-the-land e engenharia social avançada para roubo de dados estratégicos e preparação de sabotagem. Em sabotagem digital, energia, saneamento e telecomunicações são citados como setores impactados pela exploração de falhas em ICS e SCADA, agravadas pela convergência entre IT e OT.

O relatório também ressalta a presença de malware destrutivo. Em suas palavras, “Ferramentas: Wipers, backdoors modulares, loaders como PipeMagic (CVE-2025-29824).” O objetivo, nesses casos, é a paralisação completa de operações, frequentemente associada a tensões geopolíticas.

O ecossistema de ransomware permanece ativo, com o documento citando “Grupos Ativos: KillSec, Nova.” e descrevendo as “Táticas: Exploração de provedores de TI, exfiltração via MEGA API, uso de Cobalt Strike e PowerShell Empire.” Entre os dados alvo, aparecem “Informações contratuais, dados de pacientes, documentos internos.” O conjunto aponta para um cenário em que operadores priorizam acesso amplo, persistência em rede e monetização por dupla extorsão.

O relatório também mapeia hacktivismo motivado por pautas políticas e ideológicas, com foco em telecomunicações, órgãos públicos e instituições financeiras, bem como campanhas de desinformação que miram a confiança pública. Sobre essas últimas, a x63 Unit registra, de forma literal, “Temas: Inflação, segurança pública, serviços essenciais. Objetivo: Abalar confiança pública e amplificar percepções negativas.”

Como reforçar a ciberresiliência, recomenda a x63 Unit

Diante da exposição crescente, a Cipher prescreve medidas de governança e resposta para reduzir o impacto dos ciberataques em infraestruturas críticas no Brasil. Entre as recomendações, o relatório destaca, textualmente, “Detecção e resposta antecipada para identificar intrusões antes que se tornem incidentes de grande escala.” A orientação inclui “Higiene cibernética rigorosa, com gestão contínua de vulnerabilidades e atualizações de segurança.” e “Segmentação de redes, especialmente entre IT, OT e ambientes de APIs críticas.”

A avaliação de risco de fornecedores e parceiros é apontada como prioridade, com a x63 Unit escrevendo, literalmente, “Avaliação de riscos de terceiros — provedores de TI e integrações via API são hoje um dos maiores vetores de ataque.” A cooperação institucional, por sua vez, é citada como pedra angular, com “Cooperação ativa com autoridades reguladoras e compartilhamento de inteligência entre setores.”

Para treinar equipes e encurtar o tempo de resposta, a x63 Unit recomenda “Simulações e exercícios de crise, preparando equipes para ataques que envolvam ransomware, espionagem ou manipulação de sistemas críticos.” A mensagem final reforça a prioridade nacional do tema, em linha com a necessidade de continuidade de serviços essenciais, ao afirmar que “A resiliência digital precisa ser tratada como parte fundamental da infraestrutura nacional, tão essencial quanto a segurança física, garantindo a continuidade de serviços que não podem ser interrompidos.”

Com a sofisticação dos ataques, a expansão do perímetro digital e a alta dependência de terceiros, ciberataques em infraestruturas críticas no Brasil exigem vigilância contínua, integração entre times de TI e OT e decisões rápidas baseadas em inteligência acionável. A janela para detectar e conter intrusões é cada vez menor, o que torna a preparação e a cooperação setorial fatores decisivos para reduzir riscos e impactos.

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