Diebold Nixdorf amplia liderança na América Latina com 60% de market share, acelera varejo e planeja produzir 50% dos equipamentos em Manaus em 2026

Sob a liderança de Elias Rogério da Silva, a Diebold Nixdorf mira crescimento sustentável em 16 países, reforça ATMs recicladores e leva inovações do Brasil para a região

Nova liderança, reorganização por sub-regiões e foco local

A Diebold Nixdorf encerra 2025 com resultados robustos na América Latina, impulsionada por uma estratégia de regionalização que dá mais autonomia às operações e acelera a tomada de decisão. Com pouco mais de três meses no novo cargo, Elias Rogério da Silva assumiu a vice-presidência para a região e passou a liderar uma operação que abrange México, América Central e toda a América do Sul, somando 16 países e cerca de 6 mil colaboradores.

Segundo o executivo, a reorganização criou subgrupos com foco claro e maior proximidade dos mercados, com o México como mercado independente, a América Central sob uma mesma liderança, o bloco Andino com Colômbia, Equador e Peru, o Cone Sul com Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, além do Brasil, que mantém status de sub-região por seu peso econômico e tecnológico.

Em entrevista, Elias destacou a relevância do país e da cultura de gestão construída localmente. “Para mim, é uma honra enorme assumir essa nova responsabilidade. A operação brasileira é hoje a segunda maior da empresa no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o modelo de governança e gestão criado aqui se tornou referência. A expectativa é que possamos replicar esse padrão de excelência em toda a América Latina”, afirma Elias.

O movimento acontece em um momento de transformação do sistema financeiro, especialmente no Brasil, onde a consolidação dos grandes bancos e a expansão das cooperativas de crédito redesenham o acesso a serviços, enquanto a revolução tecnológica muda a infraestrutura do atendimento.

Automação bancária e varejo, inovação que sustenta o market share

No coração da estratégia da Diebold Nixdorf está a modernização da rede de ATMs recicladores, que automatizam depósitos sem envelopes e com conferência digital, elevando segurança e eficiência, além de reduzir deslocamentos e emissões. Elias resume o impacto dessa virada tecnológica: “Esse movimento poderia manter o mercado estável, mas a revolução tecnológica muda completamente o cenário. A substituição dos antigos equipamentos por recicladores de numerário cria novas oportunidades, atualiza o parque instalado e abre espaço para soluções mais inteligentes”, explica o executivo.

O resultado aparece nos números. A Diebold Nixdorf alcança 60% do market share em toda a América Latina e 72% no mercado brasileiro de ATMs recicladores, desempenho que reflete inovação contínua, integração com bancos e varejistas e uma presença histórica no setor. Globalmente, em 2025, a companhia atingiu a marca de 200 mil unidades da linha DN Series produzidas e entregues.

Ao mesmo tempo, a frente de automação comercial tornou-se estratégica. Desde a aquisição da Nixdorf, o varejo ganhou peso nas Américas e hoje é vetor relevante de crescimento. No Brasil, duas soluções lançadas localmente ganharam relevância global, a Scan&Go, que combina self-checkout, escaneamento móvel e pesagem automática integrada ao carrinho, e a DN Series Express Check&Go, um equipamento modular que pode atuar como self-checkout, totem informativo ou checkout assistido, com pagamentos digitais e integração com RFID, reduzindo o tempo de montagem em até 40% e diminuindo emissões por otimização logística.

Essas inovações dialogam com a plataforma de Inteligência Artificial da Diebold Nixdorf, que detecta furtos, erros de escaneamento, itens não reconhecidos e faz verificação automática de idade em compras restritas. “Essas duas soluções, desenvolvidas no Brasil e fabricadas em nossa planta em Manaus, comprovam nosso compromisso com inovações totalmente direcionadas ao mercado brasileiro, cujo ambiente de negócios é bastante distinto de outros países. Queremos levar tecnologias que possibilitem mais agilidade e produtividade aos varejistas, enquanto seus clientes têm uma jornada de compras fluida e sem atrito”, afirma o executivo.

O ano também trouxe uma conquista simbólica, com a instalação de caixas eletrônicos na Estação McMurdo, na Antártica, operados pelo Wells Fargo, ampliando a presença da Diebold Nixdorf a todos os continentes e atendendo uma população que varia de 200 a 1.100 pessoas. Em paralelo, a empresa intensificou sua participação no desenvolvimento do euro digital, em parceria com o Banco Central Europeu, posicionando-se no centro do debate sobre o futuro dos pagamentos e das moedas digitais de banco central.

ESG, presença global inédita e perspectivas para 2026

Com metas claras de ESG, a Diebold Nixdorf vem ampliando o uso de energia renovável no Brasil, aprimorando o gerenciamento de resíduos e intensificando a reciclagem de metais, plásticos e componentes. Os novos modelos, 25% a 30% mais leves, reduzem emissões no transporte e facilitam a logística. A adoção de impressão 3D acelera reparos, evita desperdícios e reforça a economia circular.

Na dimensão social, a companhia investe em capacitação de jovens e formação técnica na região Norte, promove cursos de automação industrial em parceria com instituições de ensino e, com o apoio à Eats for You, ajuda a gerar renda para famílias que produzem refeições aos colaboradores. A cultura de voluntariado também cresce com campanhas de arrecadação, apoio a entidades e ações de Natal.

Outro destaque é a certificação Great Place to Work, que nasceu como iniciativa brasileira, evoluiu e virou um dos quatro pilares estratégicos globais. Hoje, somente quatro países da empresa possuem a certificação, Brasil, Índia, Colômbia e Costa Rica, três deles na região liderada por Elias. O executivo resume o impacto dessa cultura organizacional, “Quando cuidamos das pessoas, elas cuidam do negócio. O reflexo disso aparece no NPS, nos resultados financeiros e no clima organizacional. A cultura que construímos é, de fato, um diferencial competitivo”, afirma.

Para 2026, a Diebold Nixdorf projeta expansão contínua no varejo, aumento das exportações a partir da fábrica de Manaus e fortalecimento do portfólio de automação bancária. A planta deve produzir 50% dos equipamentos para atender o mercado latino-americano, substituindo a procedência anterior que vinha da China, e os outros 50% voltados ao Brasil, o que reforça a estratégia de regionalização, reduz prazos e melhora a competitividade.

O plano é escalar práticas de governança, integrar ainda mais soluções de IA e segurança, e elevar a produtividade de bancos e varejistas com plataformas abertas e modulares. Elias fecha a visão com otimismo, “As perspectivas para 2026 são extremamente promissoras. Vamos fortalecer ainda mais nosso papel na região, escalar práticas de governança e ampliar nossa presença em mercados que têm enorme potencial. Queremos entregar soluções que façam diferença real, com qualidade, eficiência e foco na inovação”, conclui.

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