ESG nas empresas ganha tração com tecnologia, Felipe de Paula Corazon Smith detalha ações da Diebold Nixdorf, de equipamentos 26% menos emissores a laptops mais eficientes, além de auditorias na cadeia
A discussão sobre ESG nas empresas deixou de ser uma pauta abstrata e já se traduz em ganhos mensuráveis de sustentabilidade corporativa e eficiência operacional. Em apresentação no ESG Fórum, Felipe de Paula Corazon Smith, analista de Suporte e Infraestrutura da Diebold Nixdorf, reforçou que muitas organizações já avançam nessa agenda sem necessariamente batizar as iniciativas como ESG. Como registro do encontro, consta a afirmação: “No ESG Fórum, Felipe de Paula Corazon Smith, analista de Suporte e Infraestrutura da Diebold Nixdorf, destacou que grande parte das empresas já pratica ESG de forma indireta, mesmo sem rotular essas ações.”
O especialista também descreveu como a tecnologia tem papel central na execução, no monitoramento e na escalabilidade de metas ambientais, sociais e de governança. Em suas palavras oficiais no material do evento: “No caso da multinacional, a estratégia está estruturada em três eixos: redução de impacto ambiental, responsabilidade social e governança ética; e a área de tecnologia ocupa papel central na execução dessas metas.”
Tecnologia como motor do ESG, da estratégia à execução
Na visão apresentada por Felipe, ESG nas empresas ganha robustez quando ancorado por dados, métricas e plataformas que sustentem o ciclo de melhoria contínua. Ao consolidar indicadores no processo industrial, a multinacional passou a ajustar consumo, desempenho e vida útil de equipamentos, reduzindo custos e emissões, e aumentando a eficiência energética.
Segundo o relato do encontro, a empresa traduziu o discurso de governança em rotinas de medição, auditoria e transparência. Assim, o tripé “redução de impacto ambiental, responsabilidade social e governança ética” deixa de ser um slogan e passa a orientar decisões de produto, compras e TI. Essa abordagem é um caminho concreto para acelerar a adoção de ESG nas empresas, sobretudo quando a área de tecnologia coordena padrões, integra bases de dados e automatiza verificações.
Manufatura com menos emissões e mais eficiência energética
Os resultados práticos na operação industrial foram destacados com números. No material do evento, lê-se: “Felipe apresentou dados dos centros de manufatura da empresa, que já produzem equipamentos 26% menos emissores e 28% mais eficientes energeticamente.” Esses percentuais evidenciam como o uso de métricas ambientais na linha de produção pode orientar escolhas de componentes, design e suprimentos, impactando a pegada de carbono sem sacrificar desempenho.
Outro ponto concreto, com reflexo direto na redução de consumo e de emissões no parque de TI, foi a transição de desktops para laptops, enfatizada nos registros do fórum: “O executivo citou ainda a mudança, iniciada em 2019, do parque interno de desktops para laptops mais eficientes, em parceria com a Dell.” Além de cortar gastos operacionais, a troca por notebooks mais enxutos e com melhor gestão de energia favorece o controle do ciclo de vida e o descarte responsável, pilares frequentes nas políticas de ESG nas empresas.
Esses exemplos, reforçados por dados objetivos, dão lastro para metas de eficiência energética e descarbonização, ao mesmo tempo que alimentam relatórios de sustentabilidade e informes de governança para públicos internos e externos, como clientes, investidores e órgãos reguladores.
Engajamento interno e governança na cadeia produtiva
Para além das mudanças técnicas, a agenda de ESG nas empresas avança com cultura e engajamento. O registro do encontro aponta: “A plataforma ESG Impact reúne hoje mais de 1.100 colaboradores compartilhando projetos e soluções que reforçam a agenda socioambiental da empresa.” Ao colocar pessoas no centro, a organização amplia o alcance das metas, multiplica boas práticas e torna a transformação mais resiliente, uma vez que ideias nascidas na operação conectam-se a objetivos estratégicos.
Na cadeia produtiva, a governança foi fortalecida com critérios claros de ética e sustentabilidade. De acordo com a referência divulgada: “A Diebold Nixdorf passou a firmar contratos apenas com parceiros que atendem critérios éticos e ambientais alinhados aos padrões corporativos, processo sustentado por auditorias recorrentes e certificações específicas.” Esse filtro, aliado a auditorias recorrentes e a certificações específicas, reduz riscos regulatórios e reputacionais, além de nivelar fornecedores por padrões técnicos e ambientais mensuráveis.
Com processos e métricas consolidados, iniciativas como a migração para equipamentos mais eficientes, a integração de dados de manufatura e o engajamento via plataformas internas se tornam exemplos replicáveis de ESG nas empresas. A tecnologia, da nuvem à análise de dados, ajuda a transformar diretrizes em compliance cotidiano, com indicadores que sustentam tomadas de decisão e prestação de contas.
No balanço, a mensagem do ESG Fórum é direta: práticas de ESG nas empresas já existem em muitas organizações, mesmo quando não recebem esse rótulo. Ao nomeá-las, medi-las e conectá-las à estratégia, abre-se espaço para ganhos cumulativos em eficiência, inovação e reputação, com efeitos concretos na cadeia de valor e na relação com clientes e investidores.
Com informações do ESG Fórum e de registros públicos do evento.