Faturamento do e-commerce na Black Friday 2025 deve subir 17% em relação a 2024, diz Confi Neotrust

Confi Neotrust projeta Black Friday mais forte, com recorde de vendas no período de 26 a 30 de novembro

O faturamento do e-commerce na Black Friday no Brasil deve registrar um novo salto em 2025, com alta de 17% em relação a 2024 e um recorde projetado de R$ 11 bilhões em produtos vendidos no intervalo de quinta, 26, a domingo, 30, de acordo com a Confi Neotrust, fonte de dados e inteligência sobre o comércio eletrônico. A leitura confirma o apetite do consumidor por ofertas relevantes, ao mesmo tempo em que evidencia maior maturidade operacional do varejo digital.

Segundo a pesquisa, o impulso virá tanto da ampliação de campanhas quanto da distribuição mais ampla do calendário promocional, o que sustenta um ciclo de compras mais contínuo, não concentrado apenas na sexta-feira. Para o período de 26 a 30 de novembro, a expectativa é que o faturamento do e-commerce na Black Friday seja mais pulverizado entre categorias, embora os grandes tickets sigam determinantes para a receita agregada.

Projeções e categorias em alta

O estudo aponta que as categorias com maior porcentagem de crescimento para este ano devem ser saúde, esporte e lazer, automotivo e beleza e perfumaria. Em termos de faturamento, as mais representativas seguirão sendo eletrodomésticos, eletrônicos e smartphones, que, juntas, respondem por mais de um terço do faturamento total no período. O resultado esperado combina mix de volume elevado com itens de maior valor agregado, além de tíquete médio mais racional.

Para Léo Homrich Bicalho, Head de Negócios da Confi Neotrust, a Black Friday continua no topo do varejo digital. “As promoções do 11/11 provocaram o que chamamos de ‘uplift de vendas’, fenômeno que ocorre quando há uma ação promocional forte e, dias após a data, a média de vendas segue um patamar médio superior ao registrado logo antes da ação promocional.” Ele acrescenta que, mesmo com a intensificação de campanhas sazonais, a data principal segue soberana. “No entanto, mesmo com a identificação do aumento de campanhas sazonais estimuladas por datas duplas internacionais, a Black Friday continua sendo o período mais esperado pelos consumidores, com resultados até três vezes maiores do que um dia normal de vendas. Neste ano teremos outro fator que influencia positivamente a data, a primeira parcela do 13º salário será paga nesta sexta (28)”, diz.

Aquecimento de novembro e mudança na jornada do consumidor

Os números da pré-Black Friday reforçam a aceleração do varejo online. Entre 1º e 24 de novembro, as vendas digitais somaram R$ 33,6 bilhões em faturamento, um crescimento de 35,5% em relação ao mesmo período de 2024. O volume de pedidos avançou 48,8%, alcançando 109,5 milhões de compras, enquanto as unidades vendidas cresceram 33,6%, ultrapassando 228,2 milhões de itens.

No recorte por categorias, os destaques em faturamento nesses 24 dias foram Eletrodomésticos, com R$ 2,73 bilhões, Moda e Acessórios, com R$ 2,67 bilhões, Eletrônicos, com R$ 2,46 bilhões, Saúde, com R$ 2,03 bilhões, Telefonia, com R$ 1,96 bilhões, e Automotivo, com R$ 1,94 bilhões. O avanço mais expressivo veio de Saúde, que cresceu 124,4% com o “Efeito Canetas Emagrecedoras”, impulsionado pelo aumento de compras de tratamentos e medicamentos de alto valor. Casa e Construção também chamou atenção, com alta de 42,2%, reflexo de um ciclo de reformas e melhorias estruturais nas residências brasileiras.

Para Vanessa Martins, Head de Marketing da Confi Neotrust, o comportamento mudou. “O pico de vendas deixou de ser um ponto isolado no calendário e passou a ser um ciclo contínuo. Os dados mostram uma Black Friday mais distribuída, com o consumidor respondendo cedo às campanhas e apostando em categorias de maior recorrência, como saúde e moda, mas também investindo em bens duráveis. A combinação entre volume elevado e tíquete mais baixo reforça um consumidor mais informado, mais estratégico e mais sensível à eficiência das ofertas”, acrescenta. Esse padrão favorece o faturamento do e-commerce na Black Friday, já que amplia a janela de conversão e melhora a previsibilidade de demanda.

Maturidade do mercado e comparação com 2024

Na visão de Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil, a indústria chega a 2025 mais preparada. “O varejo digital entrou em 2025 mais racional, mais competitivo e mais técnico. O consumidor aprendeu a antecipar compras e a comparar preços com rigor, e o mercado aprendeu a responder com eficiência operacional, logística avançada e personalização em escala. O que vemos nesta pré-Black Friday é o reflexo de um ecossistema mais maduro, capaz de crescer mesmo com tíquetes menores, porque opera com maior previsibilidade, qualidade e intensidade promocional bem planejada”, complementa.

Os resultados de 2024 ajudam a dimensionar a base de comparação. No ano passado, o faturamento atingiu R$ 9,38 bilhões, alta de 10,7% em relação à Black Friday de 2023, considerando quinta a domingo. No período, foram 18,2 milhões de pedidos, aumento de 14% em relação ao ano anterior. O tíquete médio foi de R$ 515,7, 2,9% inferior ao resultado de 2023. Em novembro de 2024, o e-commerce nacional faturou R$ 36,7 bilhões, aumento de 7,8% na comparação anual, com 96,4 milhões de pedidos, alta de 15,8%, e tíquete médio de R$ 380,6, queda de 8,5%.

Segundo a Confi Neotrust, o monitoramento se baseia nas transações de 80 milhões de consumidores digitais em sete mil lojas parceiras, com média diária de 2 milhões de pedidos. A companhia mantém o painel Hora a Hora, que reúne indicadores estratégicos de mais de duas mil categorias e subcategorias do e-commerce, permitindo analisar produtos mais vendidos, preços, desempenho por região e market share das marcas. Para lojistas, a capacidade de personalizar análises de performance contribui diretamente para elevar o faturamento do e-commerce na Black Friday, com planejamento promocional mais preciso e logística alinhada ao pico de demanda.

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