PepsiCo ESG no Brasil: metas atreladas a bônus e agricultura regenerativa impulsionam produtividade no campo e eficiência hídrica nas fábricas

PepsiCo ESG no Brasil orienta decisões do campo à indústria, com drones, sensores, MBR e parcerias com mais de 100 produtores para reduzir riscos climáticos e ampliar impacto social

A estratégia de PepsiCo ESG no Brasil ganhou contornos operacionais claros, indo do planejamento executivo aos resultados na agricultura e nas fábricas. Em participação no ESG Fórum, Regina Teixeira, diretora sênior de Assuntos Corporativos e Relações Governamentais da PepsiCo Brasil, afirmou que a agenda ambiental, social e de governança está “no centro da estratégia global da companhia”, guiando metas operacionais, agrícolas e de impacto social.

Segundo a executiva, a atuação no país se estrutura em três frentes, agricultura positiva, cadeia de valor positiva e escolhas positivas para consumidores. O foco é especialmente relevante porque, no Brasil, mais de 70% do negócio está ligado a alimentos, setor intensamente exposto a riscos climáticos e de mercado.

Para sustentar a produção e reduzir vulnerabilidades, a empresa reforça parcerias com o agronegócio, avança em tecnologia no campo e integra metas de sustentabilidade ao desempenho de lideranças. O resultado, aponta Regina, tem sido uma combinação de produtividade crescente, redução de custos e gestão de riscos.

Agricultura positiva e tecnologia: drones, sensores e dados de satélite no manejo do solo e irrigação

No eixo de agricultura positiva, a PepsiCo ESG no Brasil apoia uma rede com mais de 100 produtores de batata e opera uma fazenda de coco, somando aproximadamente 450 mil toneladas anuais de insumos. A estratégia combina agricultura regenerativa, análise de dados e automação, com o uso de drones, sensores e informações de satélite para ajustar o manejo do solo, a irrigação e o planejamento da safra.

Essa digitalização do campo cria um efeito virtuoso na performance. Nos últimos 20 anos, disse Regina, a produtividade agrícola da companhia “praticamente dobrou”, um indicativo de que práticas sustentáveis se convertem em competitividade e resiliência no longo prazo. A leitura é que, com dados de alta precisão, é possível otimizar insumos, proteger a fertilidade do solo e mitigar perdas por eventos climáticos.

Além da tecnologia, a parceria próxima com fornecedores cria padronização de boas práticas, garantindo previsibilidade de entrega e qualidade. Essa padronização é essencial para cadeias sensíveis ao clima, como a batata e o coco, onde a variação de temperatura, o regime de chuvas e eventos de seca podem comprometer a oferta.

Cadeia de valor positiva: eficiência hídrica com MBR e circularidade de embalagens

Na indústria, a PepsiCo ESG no Brasil vem investindo em soluções avançadas de água e resíduos. Nas fábricas, a empresa implementa sistemas de repotabilização por membranas, MBR, para diminuir a pressão sobre mananciais, especialmente em regiões com crise hídrica. Esses sistemas elevam a eficiência no uso e reuso de água, reduzindo captação e fortalecendo a segurança operacional em cenários de escassez.

Outra frente prioritária é a circularidade de embalagens. A companhia acelera iniciativas para ampliar a recuperação de materiais e reduzir o impacto ambiental do pós-consumo. Essa abordagem, integrada à gestão de fornecedores, busca alinhar qualidade, custo e sustentabilidade, criando um ciclo virtuoso de inovação que abrange design, logística reversa e novos materiais.

Ao conectar performance fabril, suprimentos e metas ambientais, a empresa fortalece sua cadeia de valor, ao mesmo tempo que responde a exigências regulatórias e às expectativas de consumidores, varejistas e investidores.

Governança que pesa no bônus, escolhas do consumidor e a agenda até a COP30

No pilar de governança, as metas de ESG compõem indicadores estratégicos e influenciam diretamente o bônus de executivos, aproximando o discurso da prática. A mensuração de resultados inclui indicadores operacionais, de impacto social e de reputação. Internamente, programas como o PepsiCo Nation levam colaboradores ao campo e às fábricas para vivenciar rotinas e desafios, reforçando cultura, alinhamento e transparência.

Na percepção do consumidor, Regina apontou um paradoxo conhecido do mercado e trouxe um dado que guia a busca por escala e colaboração setorial, “95% dos consumidores buscam soluções sustentáveis, mas ainda resistem a pagar mais por elas.” A leitura é que a inovação precisa vir acompanhada de custos competitivos, o que exige coalizões entre empresas, governo e sociedade.

Com a COP30 no horizonte, a executiva destacou a urgência de acelerar a implementação de compromissos, chamando atenção para a necessidade de soluções conjuntas, do campo à indústria e ao varejo. Segundo ela, a conferência deve ser “a COP da implementação”, um marco para transformar metas em resultados mensuráveis, escaláveis e financeiramente sustentáveis.

No conjunto, a agenda de PepsiCo ESG no Brasil demonstra como integrar sustentabilidade à gestão do negócio, gerando ganhos em produtividade, eficiência hídrica e engajamento interno, enquanto expande impacto social e reduz riscos climáticos. Ao atrelar metas ambientais e sociais ao desempenho executivo, a companhia sinaliza que o futuro competitivo passa por cadeias mais resilientes, por tecnologia aplicada e por escolhas de consumo que conciliem propósito e preço.

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