Levantamento global da Intel aponta alta familiaridade, foco em produtividade e atenção à segurança, com o Brasil avançando mais rápido na adoção de PCs com IA
O mercado corporativo brasileiro acelerou a atualização de seu parque computacional com PCs com IA, segundo uma nova pesquisa global encomendada pela Intel. Enquanto 46% das empresas no mundo já estão em processo de adotar esses equipamentos e 41% ainda têm a intenção de atualizar, no Brasil o movimento é mais intenso, com 56% das organizações já migrando para modelos com capacidades de inteligência artificial.
O resultado coloca o país à frente do México, 46%, e da média das Américas, 53%, sinalizando um estágio mais avançado de transformação digital em setores como varejo, saúde, educação e serviços financeiros. A expectativa de ganhos é alta, já que 66% das empresas ouvidas acreditam fortemente que os PCs com IA trarão benefícios diretos de produtividade.
Para a Intel, a chegada dessa nova geração de computadores redefine a rotina de trabalho. Nas palavras de Carlos Buarque, Diretor de Marketing para a Intel na América Latina, “A chegada dos PCs com IA representa muito mais do que um upgrade tecnológico. Trata-se de uma mudança na forma como empresas integram inteligência à rotina de trabalho. Quando cada dispositivo é capaz de processar modelos de machine learning localmente, sem depender da nuvem, você tem não só ganhos de performance e segurança, mas um novo modelo operacional”.
Adoção acelera no país, com 56% das empresas migrando para PCs com IA
O estudo ouviu 5.050 tomadores de decisão de TI e negócios em 23 países, sendo 250 no Brasil, e revelou alto nível de familiaridade com o conceito de PCs com IA. No Brasil, 92% já ouviram falar desses equipamentos, acima da média das Américas, 88%. Entre as empresas brasileiras, 51% dizem estar muito familiarizadas e 41% familiarizadas, enquanto apenas 8% ouviram falar, mas não conhecem bem o conceito.
Os dados mostram que a tecnologia já entrou no radar das lideranças e dos times operacionais, o que favorece a tomada de decisão. No Brasil, 90% das lideranças afirmam compreender fortemente ou moderadamente o impacto da IA, superando a média das Américas, 85%. Entre os funcionários, o índice também é elevado, 76%, contra 75% na média regional.
Esse alinhamento reforça a visão de que os PCs com IA funcionam como vetor de competitividade, principalmente ao executar workloads de machine learning de forma local, com menor latência e mais privacidade. A operação na borda, sem depender de conexão contínua à nuvem, amplia ganhos de performance e segurança, pontos que pesam na decisão de compra.
Produtividade puxa investimentos, mas treinamento vira gargalo
Embora a adoção seja acelerada, a pesquisa expõe uma lacuna de capacitação. No Brasil, 95% das lideranças acreditam que os funcionários precisarão de treinamento para utilizar PCs com IA, porém apenas 46% das empresas já oferecem treinamentos contínuos nessa frente. A diferença entre expectativa e execução abre espaço para programas estruturados de educação corporativa.
Nas prioridades de uso, as companhias brasileiras querem maximizar resultados sem fricção. 53% dos tomadores de decisão destacam a importância de soluções integradas a aplicações já existentes para facilitar a usabilidade, enquanto 51% valorizam aplicações personalizadas para as necessidades do negócio. Nas Américas, os índices são semelhantes, 48% e 52%, o que indica um foco consistente em integração e customização como estratégias para acelerar produtividade e eficiência com PCs com IA.
Ao olhar para os ganhos imediatos, os casos de uso com melhor percepção de valor no Brasil são busca otimizada, 83%, tradução em tempo real, 78%, e entrada de texto preditiva, 80%. Esses cenários reforçam o potencial de impacto direto na rotina, reduzindo etapas e elevando a qualidade do trabalho.
Segurança de dados e usabilidade definem prioridades de quem compra PCs com IA
A segurança segue como um dos principais pontos de atenção entre os não adotantes. Globalmente, 49% citam a exposição de dados como maior preocupação, porcentual que sobe para 50% nas Américas e chega a 62% no Brasil. Entre quem já utiliza a tecnologia, o cenário é mais positivo, com apenas 23% reportando que a segurança ainda representa um desafio, enquanto 33% afirmam não enfrentar nenhuma dificuldade nessa área.
Esse contraste reforça uma vantagem central dos PCs com IA, a capacidade de executar cargas de trabalho de forma local, privada e offline, reduzindo o envio de informações sensíveis para a nuvem e, consequentemente, os riscos de exposição. Em outras palavras, o próprio modelo operacional dos PCs com IA endereça uma das barreiras que freiam a adoção.
Segundo Carlos Buarque, a combinação de hardware e software dedicados abre uma nova fronteira para a computação de alto desempenho no endpoint. Como ele resume, “Os PCs com IA embarcada inauguram uma nova etapa da computação na borda, ao permitir a execução local de modelos de machine learning com baixa latência e eficiência energética. Com aceleradores dedicados, esses dispositivos passam a atuar como plataformas inteligentes, capazes de suportar desde tarefas automatizadas até análises preditivas em tempo real, entregando mais segurança, autonomia e performance para as empresas”.
Com familiaridade elevada, intenção de investimento consistente e casos de uso claros, o Brasil desponta como referência regional na adoção de PCs com IA. Para transformar potencial em vantagem competitiva sustentável, o próximo passo passa por ampliar programas de treinamento, fortalecer políticas de segurança e acelerar a integração com aplicações corporativas, garantindo que cada nova máquina traga ganhos mensuráveis de produtividade.