BASF e Inteligência Artificial: como a gigante química acelera produtividade e inovação com LLMs, visão computacional e IA generativa

Campanha global de ideação, ambientes seguros de teste e aplicações em fábricas, supply chain, clientes e agricultura impulsionam a adoção de BASF e Inteligência Artificial no Brasil e no mundo

A BASF intensificou sua estratégia de BASF e Inteligência Artificial, passando de projetos clássicos de machine learning em marketing, vendas, supply chain e processos produtivos para um portfólio robusto que inclui LLMs, Visão Computacional e IA generativa. A companhia estruturou uma área dedicada para acelerar provas de conceito e MVPs, fomentando a colaboração entre os times e a criação de novas aplicações, com foco em produtividade, segurança operacional e inovação centrada no cliente.

Segundo Wagner Kool, Head de Transformação Digital da BASF, a capilaridade dos negócios potencializa as possibilidades de uso. Como ele explica, “Como nossos negócios interagem com o início, meio ou fim de algumas cadeias de valor, as aplicações são das mais variadas, desde a otimização de processos industriais até o desenvolvimento de soluções inovadoras para os mercados”. Com o avanço dos LLMs, a empresa abriu um novo leque de projetos, tornando a combinação BASF e Inteligência Artificial um eixo estratégico para 2025 e os próximos anos.

O movimento ganhou tração com uma campanha global de ideação em 2022, que convidou colaboradores a apontar problemas de negócio solucionáveis com IA. “A rápida disseminação de ideias de aplicações levou nossa área a avaliar e desenvolver provas de conceito e MVPs (Produtos Mínimos Viáveis) utilizando IA Generativa”, afirma Kool. Essa abordagem pragmática, somada a ambientes seguros de experimentação, vem encurtando o caminho entre teste e entrega de valor.

Da desmistificação à entrega de valor, a jornada em três etapas

Na América do Sul, a jornada de BASF e Inteligência Artificial segue três etapas. Primeiro, a empresa investe em palestras, treinamentos e workshops para desmistificar conceitos e estimular o uso responsável. Nas palavras de Kool, “A primeira é desmistificar o conceito utilizando palestras, treinamentos e workshops”. Esse processo é parte do esforço de educação corporativa, já que a IA é tratada como pilar de inovação.

A segunda fase cria ambientes seguros de teste, com plataformas e comunidades internas onde os times exploram IA sem arriscar dados sensíveis. “No final de 2023 mais de 7 mil colegas em todo o mundo já participavam de discussões tirando dúvidas, aprendendo e ensinando sobre potenciais usos de IA na companhia por meio das comunidades”, destaca o executivo. O dado contrasta com a maturidade média do mercado brasileiro. De acordo com o Índice de Transformação Digital 2024 (ITDBr), da Fundação Dom Cabral e PwC, menos de 14% das empresas brasileiras tratam a transformação digital como pauta estratégica de longo prazo.

A terceira etapa foca a aplicação em problemas críticos de negócio, com apoio de programas internos, como o Além da #, desenvolvido em parceria com o onono®, Centro de Experiências Científicas e Digitais. Esse pipeline acelera iniciativas com potencial de escala e amplia o alcance da combinação BASF e Inteligência Artificial em toda a organização.

Operações mais eficientes e seguras, da estação de efluentes às 150 câmeras 24h

Na maior planta da BASF no continente, em Guaratinguetá, a IA otimiza o tratamento de efluentes com ganhos de eficiência e decisões em tempo real. O salto vem do uso de 87 parâmetros de monitoramento – antes, apenas 15% desses critérios eram possíveis de serem identificados pelo trabalho exclusivamente humano, elevando a precisão e a estabilidade operacional.

A fábrica também opera com mais de 150 câmeras 24 horas, integradas a uma solução de Visão Computacional que detecta pessoas em áreas não autorizadas, identifica uso de EPIs e sinais de fumaça, além de realizar monitoramento em câmeras rotativas com cobertura de 360 graus. O sistema exibe apenas imagens com atividade relevante, aumentando a eficácia da segurança e reduzindo alarmes desnecessários. Em paralelo, dispositivos de IA já monitoram compressão e vazamento de equipamentos, tornando a manutenção mais ágil e assertiva em eventuais incidentes.

No relacionamento com clientes e na cadeia de suprimentos, a BASF escala big data e IA para antecipar demandas e personalizar atendimento. Um exemplo é o Early Warning, que monitora alterações em processos de importação, detecta riscos de atraso, estima impactos no estoque e aciona modelos preditivos para mitigar rupturas, fortalecendo a proposta de BASF e Inteligência Artificial do planejamento à execução.

Do laboratório ao campo, IA generativa em cosméticos e agricultura digital

No mercado de cuidados pessoais, a BASF lançou o AI LAB MIX (Mixy) na In-Cosmetics 2024, uma ferramenta baseada em IA que, a partir de interação simples, sugere insights de mercado, benefícios e diferenciais competitivos para acelerar o desenvolvimento de soluções. O Emollient Maestro simplifica o design de formulações ao prever e otimizar misturas de emolientes, apoiando alternativas mais sustentáveis e eficazes no desenvolvimento de cosméticos. A solução integra o D’lite, serviço digital com insights sobre formulações, ingredientes e tendências, ajudando empresas a inovar com agilidade, reduzir custos e elevar desempenho. Entre os resultados, destaca-se o desenvolvimento de um peptídeo vegano derivado da proteína do arroz orgânico, com propriedades hidratantes e restauradoras para pele e cabelo.

Na agricultura digital, a marca xarvio® Digital Farming Solutions entrega recomendações agronômicas baseadas em dados que ajudam a mitigar impactos climáticos, com monitoramento mais preciso via integração com estações climáticas locais. O uso de drones para mapear plantas daninhas e áreas de menor potencial produtivo, com apoio de IA, reduz a necessidade de defensivos. Outra solução recomenda a melhor janela de aplicação de fungicidas, diminuindo perdas e aumentando a eficiência do manejo de doenças, fortalecendo o ecossistema de BASF e Inteligência Artificial no campo.

A visão de futuro está explícita na nova estratégia global. Como resume Kool, “A BASF está posicionando a inteligência artificial como um elemento crucial de sua nova estratégia global, anunciada em setembro de 2024”. A priorização de modelos preditivos para precificação, chatbots industriais para manutenção e controle de processos, automação parcial de pesquisas químicas, transparência na cadeia de suprimentos, digitalização de plantas e personalização de serviços sinaliza a próxima onda de escala.

No horizonte de sustentabilidade, a ambição é apoiada por métricas claras. Nas palavras do executivo, “Sem dúvida, a IA será um motor estratégico para a BASF apoiar a transformação verde de seus clientes, permitindo avanços significativos na agenda de sustentabilidade e contribuindo para as metas de neutralidade de carbono até 2050”. Ao integrar BASF e Inteligência Artificial do laboratório à fábrica e ao agronegócio, a companhia posiciona a tecnologia como alavanca para competitividade, eficiência e impacto positivo em toda a cadeia de valor.

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