Receita de nuvem da Oracle salta 34% e atinge US$ 8 bilhões no 2º tri fiscal de 2026, com RPO em US$ 523 bilhões e foco em IA e multicloud

Impulsionada por grandes contratos de Meta e NVIDIA, a receita de nuvem da Oracle cresce com força, RPO sobe 438% e a empresa adota neutralidade de chips enquanto acelera datacenters multicloud

A receita de nuvem da Oracle acelerou no segundo trimestre do ano fiscal de 2026, crescendo 34% em dólares e 33% em moeda constante, para US$ 8,0 bilhões. O desempenho confirma a força do portfólio de cloud, de IA e de soluções multicloud da companhia, e sustenta o resultado consolidado do período, em que a receita total subiu 14% em dólares, para US$ 16,1 bilhões.

Ao mesmo tempo, as Obrigações de Desempenho Remanescentes (RPO) tiveram alta impressionante de 438% ano a ano em dólares, alcançando US$ 523 bilhões, um indicador-chave do vigor da demanda futura por serviços da Oracle Cloud. No recorte sequencial, o RPO avançou 15%, ou US$ 68 bilhões, com destaque para novos compromissos de grandes clientes.

Em contraste, a receita de software recuou, com queda de 3% em dólares e 5% em moeda constante, somando US$ 5,9 bilhões. Ainda assim, a expansão do negócio de nuvem compensou a fraqueza em linhas mais tradicionais.

Receita de nuvem da Oracle em alta, RPO recorde e ganhos operacionais

Segundo a companhia, o lucro operacional GAAP foi de US$ 4,7 bilhões, enquanto o lucro operacional não GAAP ficou em US$ 6,7 bilhões, alta de 10% em dólares e 8% em moeda constante. O lucro líquido GAAP atingiu US$ 6,1 bilhões, e o lucro líquido não GAAP somou US$ 6,6 bilhões, um avanço de 57% em dólares e 54% em moeda constante. O lucro por ação GAAP foi de US$ 2,10, alta de 91%, enquanto o lucro por ação não GAAP ficou em US$ 2,26, aumento de 54%.

Em comunicado, Doug Kehring, Diretor Financeiro da Oracle, destacou: “As Obrigações de Desempenho Remanescentes (RPO) aumentaram em US$ 68 bilhões no 2T — alta de 15% sequencialmente, chegando a US$ 523 bilhões — impulsionadas por novos compromissos de Meta, NVIDIA e outros,” disse. E completou: “O lucro por ação GAAP cresceu 91% para US$ 2,10, e o não GAAP cresceu 54% para US$ 2,26. Ambos foram positivamente impactados por um ganho pré-impostos de US$ 2,7 bilhões com a venda da participação da Oracle na nossa empresa de chips, a Ampere.”

Para reforçar a solidez financeira, a Oracle informou receitas diferidas de curto prazo de US$ 9,9 bilhões, além de US$ 22,3 bilhões em fluxo de caixa operacional nos últimos 12 meses, uma alta de 10% em dólares.

Neutralidade de chips, foco em IA e a estratégia para escalar a nuvem

Após vender sua participação na Ampere, a Oracle afirmou que não seguirá com chips próprios para datacenters. Larry Ellison, Chairman e CTO, explicou: “A Oracle vendeu a Ampere porque não acreditamos mais que seja estratégico continuar projetando, fabricando e usando nossos próprios chips em nossos datacenters em nuvem,” disse. “Estamos agora comprometidos com uma política de neutralidade de chips, trabalhando de perto com todos os nossos fornecedores de CPUs e GPUs. Continuaremos comprando as GPUs mais recentes da NVIDIA, mas precisamos estar preparados para implantar quaisquer chips que nossos clientes desejem. Muitas mudanças vão ocorrer na tecnologia de IA nos próximos anos e precisamos permanecer ágeis.”

O movimento fortalece a capacidade de a empresa escalar sua infraestrutura de IA com os melhores componentes do mercado, mantendo a receita de nuvem da Oracle em trajetória de expansão. Nesse sentido, Mike Sicilia, CEO da Oracle, ressaltou a estratégia de incorporar inteligência artificial nas camadas do portfólio: “Treinamento de IA e venda de Modelos de IA são grandes negócios,” disse. “Mas acreditamos que há uma oportunidade ainda maior — incorporar IA em uma variedade de produtos.” Ele acrescentou que a Oracle está em posição única para agregar IA ao software de datacenter em nuvem, ao banco de dados autônomo e às aplicações, citando ganhos concretos em automação financeira e em saúde: “A IA nos permite automatizar processos complexos de múltiplas etapas que eram impossíveis de automatizar antes.”

Esses pilares, combinados com a adoção de GPUs da NVIDIA e a política de neutralidade de chips, sustentam o avanço da Oracle Cloud em workloads de IA e dados, reforçando o momento da receita de nuvem da Oracle.

Expansão multicloud, automação de datacenters e dividendo aos acionistas

Clay Magouyrk, CEO da Oracle, destacou a vantagem operacional da empresa: “A Oracle é muito boa em construir e operar datacenters de alto desempenho e custo eficiente,” disse. “Há anos investimos em IA e na construção de software autônomo em nuvem. O Oracle Autonomous Database e o Oracle Autonomous Linux têm sido essenciais para reduzir trabalho humano e erro humano em nossos datacenters.”

Segundo ele, essa automação permite escalar mais regiões rapidamente: “Como nossos datacenters são altamente automatizados, podemos construir e operar mais deles. A Oracle tem mais de 211 regiões ativas e planejadas no mundo — mais do que qualquer concorrente de nuvem.” Magouyrk acrescentou: “Já construímos mais da metade dos 72 datacenters Oracle Multicloud que serão incorporados às nuvens da Amazon, Google e Microsoft.” E concluiu: “Estamos comprometidos com a Neutralidade Multicloud porque acreditamos que nossos clientes devem poder rodar seus bancos de dados Oracle na nuvem que preferirem. Essa estratégia está dando muito certo. Nosso negócio de banco de dados Multicloud é o que mais cresce — alta de 817% no 2T.”

Reforçando o retorno ao acionista, o conselho de administração declarou dividendo trimestral em dinheiro de US$ 0,50 por ação ordinária, com pagamento aos acionistas registrados no fechamento do mercado em 9 de janeiro de 2026, e data de pagamento em 23 de janeiro de 2026. O anúncio acompanha o forte desempenho de cloud e a perspectiva favorável refletida no RPO recorde, sinalizando continuidade do crescimento da receita de nuvem da Oracle.

Com IA, neutralidade de chips e uma expansão agressiva de datacenters multicloud, a Oracle reforça sua posição entre as líderes globais de infraestrutura e software, sustentando a tendência de alta na receita de nuvem da Oracle e ampliando seu alcance em workloads críticos de dados e inteligência artificial.

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