Com a Sala Lilás da Câmara, presidente da Casa aposta em prevenção, destaca aprovação do programa Antes que Aconteça e mira replicação Brasil afora
A Sala Lilás da Câmara foi inaugurada nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, em Brasília, por Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, com a proposta central de acolher mulheres vítimas de violência e fortalecer ações de prevenção à violência contra a mulher no Parlamento. Trata-se de um ambiente dedicado, pensado para oferecer escuta qualificada e encaminhamentos internos, promovendo um circuito de proteção e suporte dentro do espaço institucional.
Ao apresentar a iniciativa, o presidente resumiu o propósito em torno de uma cultura de cuidado e de tolerância zero à violência. Em suas palavras, a Sala Lilás foi concebida para “impedir que a violência contra a mulher aconteça na Câmara, em ambiente de trabalho”, um compromisso que dialoga com políticas permanentes de integridade, respeito e segurança para servidoras, deputadas, profissionais terceirizadas, visitantes e jornalistas que circulam diariamente pela Casa.
Hugo Motta também relacionou a abertura do espaço a medidas estruturantes em curso. Ele lembrou que, na véspera, o Plenário aprovou o projeto de lei que institui o programa Antes que Aconteça, iniciativa voltada a consolidar uma estratégia de prevenção na esfera pública contra a violência de gênero, orientando a atuação institucional para que o Parlamento não seja apenas reativo, mas capaz de agir de forma antecipada diante de sinais de risco e de vulnerabilidade.
O que é a Sala Lilás da Câmara e por que ela importa para o Parlamento
A Sala Lilás da Câmara nasce com foco no acolhimento humanizado, organizando um ponto de referência para atendimento inicial e orientação a mulheres em situação de violência, potencial ou consumada. O ambiente, instalado na Câmara dos Deputados, busca integrar esforços de escuta, informação e encaminhamentos internos, fortalecendo a rede de proteção institucional e estimulando uma cultura de prevenção contínua.
Ao sublinhar o caráter exemplar da iniciativa, o presidente reforçou a dimensão simbólica e prática do novo espaço dentro do cotidiano do Parlamento, citando a necessidade de oferecer suporte tanto a quem trabalha ali quanto a quem visita o local. “Aqui damos uma demonstração muito firme de que temos dentro da Câmara um equipamento que vai funcionar para justamente impedir que a violência contra a mulher aconteça aqui na Câmara, em ambiente de trabalho e também por todas aquelas mulheres que transitam diariamente aqui no Parlamento”, afirmou.
Na prática, a inauguração reforça o alinhamento da instituição com políticas de proteção às mulheres, promove segurança no ambiente de trabalho e incentiva o engajamento de diferentes áreas internas na construção de protocolos claros de atendimento e prevenção. Com isso, a Sala Lilás da Câmara tende a se tornar um polo de referência e de sensibilização contra assédio, agressões e violações, contribuindo para a redução de riscos e para a resposta rápida a situações críticas.
Prevenção, inclusão e o programa Antes que Aconteça
A inauguração dialoga diretamente com o avanço do programa Antes que Aconteça, aprovado pelo Plenário na véspera, que estabelece diretrizes para uma estratégia de prevenção à violência contra a mulher. A proposta destaca a importância de identificar sinais precoces, orientar encaminhamentos e articular protocolos de proteção, consolidando uma postura proativa e sistêmica no enfrentamento ao problema.
Segundo Hugo Motta, a inclusão é uma meta de trabalho da Casa, o que envolve promover condições de igualdade, respeito e segurança para todas as mulheres que atuam no Parlamento ou que circulam pelo local. Ao integrar a Sala Lilás da Câmara a um conjunto de medidas preventivas, a Casa busca fortalecer uma cultura institucional que valoriza a escuta qualificada, a orientação responsável e a intervenção tempestiva em casos de risco.
Esse movimento, somado ao avanço legislativo, sinaliza uma política de Estado que associa acolhimento a medidas práticas de prevenção, ampliando o alcance de ações educativas, formativas e de apoio, sempre com foco em resultados concretos e em proteção efetiva.
Exemplo para o país e perspectiva de replicação Brasil afora
Ao apresentar a Sala Lilás da Câmara, o presidente destacou que a iniciativa pretende inspirar outras instituições. Segundo ele, o objetivo é que o Parlamento sirva de exemplo e que o modelo seja replicado Brasil afora, fortalecendo uma rede de espaços de acolhimento e prevenção em diferentes órgãos públicos, incluindo Casas Legislativas, secretarias e estruturas administrativas.
Esse potencial de expansão tem valor estratégico, porque dissemina boas práticas e incentiva a criação de ambientes seguros em várias esferas da administração. A partir do exemplo da Câmara dos Deputados, outras instituições podem adaptar protocolos, organizar equipes e estruturar fluxos de atendimento, ampliando a proteção e reduzindo a subnotificação de casos.
Com a Sala Lilás da Câmara e com o programa Antes que Aconteça, a Casa envia um recado institucional claro, combinando acolhimento, prevenção e cultura de respeito. Colocar a violência contra a mulher no centro da agenda, com mecanismos concretos e visíveis, contribui para consolidar um ambiente de trabalho seguro, para fomentar a confiança das mulheres na rede de apoio e para estabelecer, no coração do Legislativo, um padrão que pode orientar políticas públicas em todo o país.


